<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644</id><updated>2012-01-20T17:55:54.775Z</updated><title type='text'>Sol Poente</title><subtitle type='html'>A diferença fundamental patente na concepção da vida entre os jovens e os idosos é a de que os jovens têm projectos, anseios, buscam a realização dos seus sonhos; os idosos têm a experiência do que efectivamente conseguiram realizar, a memória dos seus êxitos e fracassos, nem sempre condizentes com os horizontes vislumbrados na juventude. O sol poente é, assim, a luz que ilumina a realidade vivida, e aquece o coração dos que souberam construir o futuro na partilha fraterna do amor.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>89</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2721841835833847502</id><published>2012-01-20T17:43:00.005Z</published><updated>2012-01-20T17:55:54.783Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-pJ6EYIso6Bk/TxmoY_2wlMI/AAAAAAAAAnA/Rn6icexWEVA/s1600/Capela%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-pJ6EYIso6Bk/TxmoY_2wlMI/AAAAAAAAAnA/Rn6icexWEVA/s320/Capela%2B2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5699771950825510082" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aquela Missa do Galo!...&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;..............................................................&lt;div&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já lá vão quatro dezenas de anos, mas nos arquivos da memória continua viva… aquela “Missa” do Galo!...&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não havia padre, sacerdote, mas leu-se o “Evangelho”.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;“Ofertório”,  houve, sim: todos ali ofereceram a Cristo, no presépio, com inteira generosidade, a saudade da terra natal; da lareira onde se aquecia o vinho com açúcar, pintalgado de canela, para as rabanadas; das crianças esperando a vinda do Menino Jesus, com as tão desejadas prendinhas; da igreja paroquial, a essa hora vibrante de cânticos de Glória...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ali se ofereceu, também, a nostalgia pungente dos familiares distantes... lá na parte superior da bola do mundo...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ali se entregou, a Deus sobre a “patena” do coração de cada um, pobres e humildes que eram estes soldados em campanha, o seu trabalho, as suas lutas, os muitos ou parcos méritos, e, para remissão, as faltas humanas de cada dia...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;“Consagração”, também houve: consagraram-se ao Senhor da Vida, nascido em Belém, todos os circunstantes, e Ele, certamente, lá nos Céus, os aceitou em seus braços protectores, e sorriu, como havia sorrido aos pastores e aos Magos, atraídos pela estrela anunciadora da Natividade divina...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E, sobretudo, houve “Comunhão”. Cristo não podia deixá-los partir sem visitar espiritualmente a sua alma. Mesmo sem fórmulas nem espécies sacramentais, Ele desceu até àquele lugar, penetrando o interior de cada um, e, na comunhão com o Salvador do mundo, todos ficaram unidos num só Corpo... Místico!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aquela “Missa do Galo”!...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A rapaziada tivera um jantar normal, mas, desta feita, o tradicional bacalhau com  batatas! Não foi ceia... A hora própria do jantar era às cinco da tarde, para aproveitamento da claridade do dia, que, naquela latitude, cedo finava. Divertiram-se, depois, com comedimento e pensando nos seus, que, àquelas horas, a milhares de quilómetros de distância, no torrão metropolitano, vertiam lágrimas de saudade, como que tentando levar a memória figurativa dos ausentes para a mesa da consoada.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tudo estava porém a postos. Não havia grandes alardes, dado que os «turras» podiam escolher essa noite para atacar o aquartelamento...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As horas passavam, e estes bravos soldados sentiam o corpo a pedir descanso. Várias vezes os familiares foram trazidos aos lábios de muitos e ao coração de todos. Pouco a pouco foram recolhendo às casernas, não sem primeiro se efectuar um exercício nocturno de defesa, para que o “inimigo” que porventura andasse perto soubesse que estávamos preparados para responder a alguma tentativa de surpresa. Sentinelas vigilantes, em cada posto da periferia!
Silêncio e sossego. Mas, à meia noite, o carril que servia de “sino”, pendurado numa árvore à entrada da pequena capela artesanal, vibrou bem sonoro às pancadas do martelo. Os bancos da capelinha, dentro em pouco, ficaram todos ocupados. Os mais atrasados tiveram de permanecer de pé. Entoaram-se cânticos natalícios, a deixar o peito contrito e as entranhas a tremerem, pelo saudosismo acicatado.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aquela «Missa do Galo... jamais se pode banir da memória, em cada Natal ora vivido.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Naquela pobreza do mato, isolados na rudeza da guerra, envolvidos pela nostalgia da imensa distância que nos separava da terra amada... também se experimentavam, por vezes, alegrias espirituais, desconhecidas a quem se instala no comodismo de uma vida fácil e, quase sempre, estéril, vazia.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não se pode lutar pela Paz se ela primeiro não existir no peito do que a busca ou defende. A paz brota do coração do homem, como dele também pode emanar o ódio e a vingança que provocam as guerras entre os povos. Era essa a diferença, patente naquela noite, a celebrar a madrugada em que a Humanidade pecadora tinha acolhido nas palhinhas de uma manjedoura o Salvador do Mundo.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No dia seguinte, o “povo” que vivia junto do aquartelamento, gente recuperada do mato, e que fora recolhida para melhor vida e segurança, celebrou também o dia de Natal. Vestiram, todos os residentes, as roupas que havíamos ofertado, enviadas da Metrópole; receberam a refeição e cerveja; visitaram o presépio, e atenderam às explicações prestadas sobre cada pormenor e o significado das figuras.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Jesus, aquele Menino, que era homem e Deus, também tinha vindo ao mundo para eles... Sobretudo para eles, os mais humildes e desprotegidos da vida.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E assim se fez Natal, naquela terra de Cangombe, margem esquerda do Capoche, 50 km a norte de Cabora Bassa, distrito de Tete, quando Moçambique ainda era... terra de Portugal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2721841835833847502?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2721841835833847502/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2721841835833847502' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2721841835833847502'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2721841835833847502'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2012/01/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-pJ6EYIso6Bk/TxmoY_2wlMI/AAAAAAAAAnA/Rn6icexWEVA/s72-c/Capela%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4897546019719072128</id><published>2011-07-22T16:45:00.006+01:00</published><updated>2011-07-22T17:00:52.366+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-8WWS2Bvk8j8/TimcbIA5_0I/AAAAAAAAAmg/KfTXGCquO40/s1600/CRUZ%2BB.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-8WWS2Bvk8j8/TimcbIA5_0I/AAAAAAAAAmg/KfTXGCquO40/s320/CRUZ%2BB.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5632204798825201474" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div&gt;&lt;b&gt;A Cruz, ...da Memória&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Tínhamos chegado há pouco tempo a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Tomboco&lt;/span&gt;, onde ficara a sede do Batalhão. Ocupávamos instalações remanescentes de uma missão católica, de que restavam ainda dois missionários &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;espiritanos&lt;/span&gt;: um holandês e outro alsaciano. Habitavam a cerca de duzentos metros, do nosso aquartelamento, e ali havia uma capela onde podíamos assistir à missa dominical. Estabelecemos bom relacionamento com eles.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;A área em redor era amena e exuberante. Não havia, naquela altura, ameaça de guerrilha activa. Mesmo assim, efectuávamos patrulhamentos de rotina, e desenvolvíamos, nas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;sanzalas&lt;/span&gt; próximas, actividades de apoio às populações, dentre as quais a catequese e a instrução escolar.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Recordo que o General Venâncio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;Deslandes&lt;/span&gt;, pouco antes Governador de Angola, e recentemente demitido, havia promovido  uma “revolução” no Ensino, em todas as vertentes, desde o primário à criação da Universidade de Luanda. Tal contrariou o Governo central de Portugal e originou a “queda” do Governador, que também assumia as funções de comandante-chefe das Forças Armadas, no território. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ora, tendo eu pedido ao missionário que me fornecesse material de apoio para o ensino das crianças, na escola, foi ele buscar alguns manuais que achava muito a propósito, dentre eles a “Cartilha Maternal”, de João de Deus, mas recomendou sigilo, pois os métodos do “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;Deslandes&lt;/span&gt;” já não estavam em vigor... De facto, quando Venâncio &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;Deslandes&lt;/span&gt; deu em Angola o “pontapé de saída” para uma “revolução” pacífica na Província, parecia ter começado uma nova era... Não logrou êxito, porém. A Politica é uma coisa complicada... O que parece, pode não ser. E ficámos, nessa altura, com a manutenção do “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;statu&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;quo&lt;/span&gt;”, sem saber o que viria a dar o empenho e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;desassombro&lt;/span&gt; do general governador. O poder entendeu... que ele tinha ido longe de mais, à revelia de quem mandava! Mas voltemos ao fio da meada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;De &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;Tomboco&lt;/span&gt;, avistava-se, a uma distância de seis a sete quilómetros, em linha recta, para oeste, uma pequena elevação, de cume &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;escalvado&lt;/span&gt;. E o nosso comandante de batalhão idealizou que ali, como marco de referência e símbolo da nossa identidade cristã, ficaria bem uma “cruz”, que se visse ao longe. Em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;consequência&lt;/span&gt;, e para concretizar a ideia, era mister fazer um reconhecimento do local, e avaliar as possibilidades de lançar mãos à obra.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Organizou-se, então, uma pequena expedição... Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;jeep&lt;/span&gt;, um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;unimog&lt;/span&gt; 411 (um “pincha”) e uma secção de sapadores. Lá fomos, guiados pela carta e pela bússola, picada fora e a “corta capim”, à procura do morro preferido.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Atingimos o ponto de destino, e tentámos vislumbrar, ao longe, o aquartelamento. Desilusão! Àquela distancia, e por comparação com o que divisávamos dali, uma “cruz”, assim tão longe, e para o efeito pretendido, tinha de ser muito grande... (hoje podemos avaliar o problema, observando esses “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;viraventos&lt;/span&gt;”  das “Eólicas” que nos rodeiam por aí).&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Cumprida a missão, havia que empreender o regresso... &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Jeep&lt;/span&gt; à frente, pincha atrás, toca a andar, que a tarde cai. Mas nestas andanças há sempre imprevistos: o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;unimog&lt;/span&gt;, na dianteira, cortava o capim, abrindo trilho para o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;jeep&lt;/span&gt;, que o seguia. O capim era alto e denso ( - Que riqueza se isto fosse trigo!... – alguém comentava). Às tantas, o pincha começou a levantar-se à direita, ficou em diagonal, e tombou para a esquerda, num abrir e fechar de olhos. O pessoal foi projectado ao solo, atónito com o acontecido, mas ninguém se molestou. A viatura ficou tombada de lado. A roda dianteira direita tinha apanhado um monte da formiga “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;Salalé&lt;/span&gt;” (Térmitas), e a “gincana” não resultou. O tombar do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;unimog&lt;/span&gt; foi o resultado imediato e consequente.&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Os “sapadores” estão “programados” para solucionar o que parece não ter solução. Improvisar, é a lei. Assim, todos à uma, depressa colocaram de novo o carro sobre rodas. Não houve grandes perdas...; simplesmente, a água do radiador tinha-se sumido. E os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;cantis&lt;/span&gt; estavam vazios... A viatura não podia continuar viagem... com o motor “sequioso”. Que fazer?&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Dentro de momentos, todos os elementos da patrulha começaram a “verter águas” para o bocal do radiador... Era um recurso dos manuais da “&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;Sobrevivência&lt;/span&gt;”. E desse modo apetrechámos o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;unimog&lt;/span&gt; para continuar a viagem, que se finalizou sem mais incidentes. Claro que, depois, o radiador haveria de ser devidamente lavado, na oficina...&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quanto à “cruz”... O comandante haveria de cumprir, mais tarde, o seu anseio. Foi erguida em Bessa Monteiro, no morro onde, em novo poiso, ficara o comando do batalhão. Branca, altiva, em memória dos que haviam caído pela Pátria, e para que lá, mais  a oriente, os guerrilheiros do “Pedro Afamado”, na mata &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;Sanga&lt;/span&gt;, a pudessem divisar, e saber que quem ali estava... estava por Bem, e não desejava a guerra, mas a Paz!&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4897546019719072128?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4897546019719072128/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4897546019719072128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4897546019719072128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4897546019719072128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/07/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-8WWS2Bvk8j8/TimcbIA5_0I/AAAAAAAAAmg/KfTXGCquO40/s72-c/CRUZ%2BB.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1434787257670551834</id><published>2011-06-24T12:21:00.011+01:00</published><updated>2011-06-24T16:51:04.479+01:00</updated><title type='text'>Que é o homem?!...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-jbmK_YsbPLY/TgSxR0D9MOI/AAAAAAAAAmY/NeRQS-Lo1ko/s1600/Jo%25C3%25A3o%2BPaulo%2BII%2BEst%25C3%25A1tua%2B.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WswO3RKHMIw/TgR14aGgjiI/AAAAAAAAAlg/EB52Fnm_OE0/s1600/O%2BRessuscit.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;
&lt;/a&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 173px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-KEqtHA5AaNE/TgR1HZLDp9I/AAAAAAAAAlY/aD-owUqUqJg/s320/Sr.%2BAflitos%2Bandor%2B3.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621747004742019026" /&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 251px; height: 144px;" src="http://4.bp.blogspot.com/-8pVrNDai4Rw/TgR0udPAmiI/AAAAAAAAAlQ/v6rIG1JuHNY/s320/Ecce%2BHommo%2B.JPG" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621746576335608354" /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); -webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WswO3RKHMIw/TgR14aGgjiI/AAAAAAAAAlg/EB52Fnm_OE0/s1600/O%2BRessuscit.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Queres saber o que vale o homem, visto em si própri&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WswO3RKHMIw/TgR14aGgjiI/AAAAAAAAAlg/EB52Fnm_OE0/s1600/O%2BRessuscit.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;o?&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-WswO3RKHMIw/TgR14aGgjiI/AAAAAAAAAlg/EB52Fnm_OE0/s1600/O%2BRessuscit.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;*
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;Sobe ao alto de uma montanha. Olha a cidade dos homens, a teus pés. Não consegues vislumbrá-lo! Não é de certa distância que se apreciam as obras de arte?...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#993300;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(153, 51, 0); "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;O homem julga-se poderoso, rei e senhor. Em si próprio, nada é; olhado à distância, progressivamente desaparece.&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000000;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 153); "&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 238px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-RxR8sXIbJtw/TgR9hwa_eqI/AAAAAAAAAlo/t9rG3AMIlao/s320/O%2BRessuscit.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621756253752490658" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;Há tempos, num retiro espiritual, num santuário situado no alto da montanha, fui posto a contemplar a realidade do homem: seu princípio e seu fim, seu valor como criatura de Deus, como filho do Pai celeste, irmão de Cristo e feito ele próprio outro Cristo, pelo amor de Deus para com os homens.&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Encontrei aí o homem verdadeiramente livre, sacerdote, em Cristo e por Ele; ainda, rei e profeta. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Encontrei-o aí “feito Deus”, na medida em que, libertando-se do seu egoísmo, do seu individualismo, se une a Cristo e com Ele se identifica numa plena entrega de amor recíproco, levando com Ele e por Ele ao Pai a oferenda da sua vida neste mundo; toda a sua vida, e através dela o Universo inteiro - que recebeu para dominar, e conduzir, em retorno, à glória de Deus.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Mas o homem egocêntrico, egoísta, orgulhoso de um poder que lhe não pertence, vaidoso da sua inteligência... Esse, tentei perscrutá-lo lá de cima, nas entranhas da sua cidade. Ele existia nela aos milhares; vagueava pelas ruas e pelas praças, mas não o pude enxergar, tão pequenino que era. Em contrapartida, que vista maravilhosa, que beleza, em todo o horizonte circundante, nos apresentava a obra da Criação!...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Experimenta! Sobe ao alto de uma montanha. A teus olhos estupefactos, maravilhados, vai crescendo a obra do Senhor, vai-se abrindo ao teu conhecimento a Sua sabedoria infinita, e vai desaparecendo da tua vista o homem, na sua pequenez progressiva, até se tornar irreconhecível! Já Saint-Exupéry o tinha notado, nas suas maravilhosas considerações literárias sobre o Homem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Leste ou ouviste o que os astronautas, nos seus voos espaciais, deixam escapar de assombro pelas maravilhas que lá do espaço, extasiados, admiram? Mas ao homem, nem por sombras se referem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Contudo, é este homem que ambiciona dominar os outros homens, que faz as guerras, que mata e que atraiçoa – qual vírus de terrível doença que ataca e tenta destruir a humanidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;O homem, feito à imagem e semelhança de Deus, e para Ele criado, recebeu d’Ele um mandato. Mas não é escravo, é livre! – é verdadeiramente filho de Deus Criador. Ele vive a sua existência no amor de Deus. A sua vida, produto do Amor, tem de produzir amor – no sentido horizontal, para com os seus irmãos e no domínio das coisas criadas; no sentido vertical, para Cristo, onde tudo se reúne: o Universo físico, vital e espiritual, e a Divindade eterna. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Quão grande é o homem assim encarado, visto na sua autêntica dimensão mística e universal; quão grande é o homem que consciente do seu valor e da sua qualidade de filho adoptivo de Deus, orienta a sua vida para esse “Sol” que lhe deu o ser e que continuamente o ilumina; quão grande é a sua liberdade, sem quaisquer pressões ou peias a forçar ou a impedir o seu caminho!... Unido aos seus irmãos e a Cristo ressuscitado, está de passagem (Páscoa) nesta vida, e dela parte para o Eterno, onde o espera o “Alfa e o Ómega” de toda a Natureza criada. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Mas que infinitamente pequeno é aquela aberração de homem que julgando-se por si próprio deus e fazendo-se centro de todas as coisas, se aniquila e arrasta os outros ao mesmo caos!... Quantos homens na História se proclamaram “deuses” e senhores... e mais não se tornaram, no fim da vida, do que pó da terra, deixando no mundo um rasto de destruição e morte!  Podem ter o seu nome escrito nos anais da História, mas é pela negativa que são lembrados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Que homem queres ser tu, meu amigo? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;O que sobe às alturas celestes e ilumina o mundo com o exemplo da sua vida, ou o que se reduz ao nada, na raiva da impotência e da ignomínia? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;O que ajuda este mundo a transformar-se na virtude e no bem para glória do Criador, ou o que fechado no seu próprio interesse apenas se serve do mundo, e o leva à destruição? &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;O que se une por amor aos seus irmãos e com eles edifica a família e a comunidade em que vive, ou o que, impregnado de virulento ódio e de mesquinho egoísmo, explora os outros homens, despreza as suas enfermidades e carências, escraviza-os na injustiça, e os repele para a morte?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Operário ou patrão, professor ou aluno, pai ou filho, marido ou esposa, clérigo ou leigo, rico ou pobre, chefe ou subordinado... A tua vida é sagrada e a tua missão insubstituível. Faz delas o teu sacerdócio permanente, na humildade e no respeito pelos outros; na caridade e na justiça; na verdade e na liberdade. Formamos todos um só Corpo, Místico, de que Jesus Cristo é a cabeça e nós os membros. Toda a nossa vida é culto a Deus, nada – nem um só cabelo da nossa cabeça – é perdido. Não estejas só à espera da hora litúrgica, cerimonial, para O louvares no templo. Esse é um momento particular, mas tu mesmo és templo, porque Deus habita em ti, ainda que o pressintas distante. Deus chama-te hipócrita, como pelo Seu Verbo incarnado fustigou os fariseus, se fores orar para o templo e te negares ao culto permanente da tua vida. Atraiçoas a tua missão sacerdotal, comum a todos os que se dizem cristãos, se não fizeres da tua vida um cântico de louvor ao Deus que te criou!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Ouve-me, de homem para homem. Estamos a sós. Não deixes que as más inclinações invadam e dominem a tua alma, forcem ou impeçam as tuas decisões. És adulto, e és livre! Não te acorrentes às paixões! Não permitas que o egoísmo, o ódio, o despeito, a angústia te torturem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Deito-te as mãos aos ombros e abano-te... Acorda! Acorda para a realidade que tu és, e olha para o que poderás vir a ser, para o que deves ser, para o que te realiza como pessoa, e, unicamente, te poderá fazer feliz. Encontra-te a ti mesmo, sempre à frente de ti próprio... A meta da perfeição situa-se sempre mais alto e mais além, e perde-se nos horizontes eternos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Não te importes com o que dizem os outros... Perdoa-lhes, se te molestam; não faças caso, se te louvam. Só Deus conhece e aprecia o teu interior mais profundo. Melhor do que tu, e sempre antes de ti.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Quem está unido a Cristo, deve estar sempre disposto ao sacrifício. Ele foi coroado rei, mas puseram-lhe na cabeça uma coroa de espinhos. Não há amor sem doação; não há renovação sem a rejeição do que não presta. O vinho novo, vivificante, requer odres novos – diz o Senhor.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;Dá-me a tua mão. Vamos tentar os dois. Passo a passo, caminhada em caminhada, de escolho em escolho... Se cairmos, levantar-nos-emos, com ajuda mútua. Que importa que sangrem os pés? Venceremos, e haveremos de levar outros pela mão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;(V.S. - Sameiro - Braga - 1972)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;img src="http://3.bp.blogspot.com/-jbmK_YsbPLY/TgSxR0D9MOI/AAAAAAAAAmY/NeRQS-Lo1ko/s320/Jo%25C3%25A3o%2BPaulo%2BII%2BEst%25C3%25A1tua%2B.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5621813154456350946" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 246px; height: 320px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; font-style: normal; color: rgb(0, 0, 238); -webkit-text-decorations-in-effect: underline; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 15, 0); font-family: Georgia, 'Times New Roman', sans-serif; font-size: medium; "&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;O homem, só se realiza como tal, peregrinando,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;em busca do Ressuscitado;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family: Georgia, serif; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(204, 0, 0); "&gt;o Ressuscitado, é Aquele que foi crucificado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-small;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1434787257670551834?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1434787257670551834/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1434787257670551834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1434787257670551834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1434787257670551834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/06/que-e-o-homem.html' title='Que é o homem?!...'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-KEqtHA5AaNE/TgR1HZLDp9I/AAAAAAAAAlY/aD-owUqUqJg/s72-c/Sr.%2BAflitos%2Bandor%2B3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1195521934323342171</id><published>2011-05-19T00:45:00.012+01:00</published><updated>2011-06-15T01:43:02.346+01:00</updated><title type='text'>Os "abutres"</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hdtwQDtc57c/Tff-ZoQuS6I/AAAAAAAAAk4/573WZJdvrlM/s1600/Abutres%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-W13glJ9KXSk/Tff6r5J32qI/AAAAAAAAAko/ObGkWmUbsls/s1600/Abutres.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="text-align: center;float: right; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 10px; margin-left: 10px; cursor: pointer; width: 320px; height: 249px; " src="http://4.bp.blogspot.com/-W13glJ9KXSk/Tff6r5J32qI/AAAAAAAAAko/ObGkWmUbsls/s320/Abutres.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618234692151532194" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;b&gt;“Compramos a dinheiro ouro, prata, jóias... cautelas de penhor...”&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; etc. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Nunca se viu tanta “OPA” (oferta pública de aquisição).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Os juros da dívida pública, em máximos históricos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O desemprego atinge fasquias de recordes sucessivos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;O F.M.I., e os outros da “Troika”, aqui se instalam para injectar poder de compra e de despesa pública, através de bombas de “oxigénio” monetário, nos Bancos e no Tesouro estatal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Depois de termos vivido vários anos no esbanjamento público e privado, à custa dos dinheiros que vinham da Alemanha e de outros países da União Europeia, agora ficámos “à rasca” porque nos apresentaram a factura... E que factura!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pobre povo, que afinal somos, e nunca aprendemos com os ensinamentos da História!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas já se vislumbra por aí uma tendência de regressar ao passado, corrigindo determinadas opções de comportamento politico e económico... Para a “governança”, defende-se uma “união” partidária, embora negando o espectro ameaçador do partido único do antigo regime (se no assento etéreo onde subiu, memória desta via se consente... o “homem da manta e das botas” deve estar a rir-se... e a dizer: “hão-de me dar razão”...); para a subsistência da grei, já se promove o regresso aos campos e ao mar, a fim de incrementar a agricultura e as pescas; em complemento, para minimizar as importações e equilibrar a balança comercial, advoga-se que se dê preferência, no consumo, aos produtos nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É claro que para uma verdadeira recuperação do Pais, mister se torna que haja um Governo forte, sensato, competente, honesto, com visão estratégica para definir os verdadeiros objectivos nacionais. E a pergunta, já que estamos à porta de eleições (mais umas!...) é: virão resolver o problema?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E qual é o problema deste Povo, do qual os Romanos já diziam, no tempo ido dos Lusitanos, que não nos governávamos nem nos deixávamos governar?!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Estamos, caríssimos leitores, numa encruzilhada histórica. Outras já ficaram para trás! E as encruzilhadas históricas, por fatalidade, têm sido resolvidas com mais ou menos violência. O nosso mal, é que, por comodismo e exagerada ingenuidade, vamos deixando as dificuldades avolumarem-se até ao ponto de rotura... Temos o costume de esperar que as coisas se resolvam por si, e esticamos de mais a corda, até que se parte ela, e nos escaqueiramos todos por terra. Assim foi na transição da Monarquia para a República; na regeneração desta; no 28 de Maio; no 25 de Abril; no 25 de Novembro (para retro perspectivar apenas os anos mais recentes). É do senso comum, e já foi publicamente declarado por um conceituado analista, que, se não pertencêssemos hoje à União Europeia, já há muito que tinha havido um golpe de Estado em Portugal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A nossa “doença” reside no sistema politico que temos e “nos políticos” que temos dentro desse sistema. Chamam ao sistema, “Democrático”; mas a Democracia, para o ser, tem de ser uma emanação significativa da vontade do povo, materializada em escolhas lúcidas, conscientes e responsáveis. Ora, o que hoje temos de significativo, é que o povo se alheia dessas escolhas – porque não tem muito por onde escolher, e não se revê, em termos de confiança, nas pessoas que lhe são apresentadas ao escrutínio. Assim, optam pela Abstenção. Nesta ordem de ideias, o eleitorado – que vai às urnas – não escolhe os cidadãos mais aptos para governar, mas vota na “camisola” da sua preferência “clubista”, motivada geralmente pela euforia demagógica da propaganda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Repetimos: estamos numa encruzilhada histórica! Que nos vão trazer de novo as próximas eleições legislativas? Em quê, e em quem poderá, politicamente, residir a nossa já tão fraca esperança, para que os destinos de Portugal possam ser retomados com segurança e eficácia?!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Os abutres andam por aí! São um triste sinal deste nosso tempo. Quando a carne do animal defunto começa a cheirar, putrefacta, eles surgem por todo o lado, enxameiam as redondezas... Pobre do nosso povo pobre!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center; text-indent: 48px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#0000EE;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); "&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-hweOnfO4z5g/Tff_RGO4jgI/AAAAAAAAAlA/1-nyMQ5x2to/s1600/Abutres%2B2.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-hweOnfO4z5g/Tff_RGO4jgI/AAAAAAAAAlA/1-nyMQ5x2to/s320/Abutres%2B2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5618239729363881474" style="cursor: pointer; width: 320px; height: 240px; " /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1195521934323342171?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1195521934323342171/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1195521934323342171' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1195521934323342171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1195521934323342171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/05/os-abutres.html' title='Os &quot;abutres&quot;'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-W13glJ9KXSk/Tff6r5J32qI/AAAAAAAAAko/ObGkWmUbsls/s72-c/Abutres.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-7007083084889021511</id><published>2011-05-19T00:42:00.002+01:00</published><updated>2011-06-15T01:41:13.755+01:00</updated><title type='text'>A Independência de Portugal</title><content type='html'>&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-top:0cm;margin-right:24.0pt;margin-bottom: 0cm;margin-left:106.35pt;margin-bottom:.0001pt;text-indent:36.0pt"&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-Times New Roman Italic&amp;quot;;mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;font-size:14.0pt;"&gt;“...Os homens da troika, em três semanas apenas, realizaram o que os ineptos que nos governam não tinham conseguido levar a cabo em vários anos: pôr de pé um programa para fazer face a um descalabro”.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-mso-ansi-language:PT; mso-bidi-font-weight:boldfont-size:12.0pt;"&gt;J. Cantiga. Esteves, ref. por V. G. Moura – DN 15Mai2011&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="font-size:9.0pt;mso-bidi-mso-ansi-language: PTfont-size:14.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Nos bancos da Escola, aprendemos que o condado Portucalense se tornou um país independente – Portugal - pela determinação de Afonso Henriques, que, após a vitória em Ourique contra os Mouros, em 1139, se afirma rei do Portugal nascente. Porém este estatuto apenas é reconhecido pelo rei de Leão e Castela a 5 de Outubro de 1143, através do tratado de Zamora, e confirmado pelo papa Alexandre III, em 1179, com a Bula “&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PTfont-family:Arial;font-size:14.0pt;"&gt;Manifestis Probatum”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;A independência de Portugal foi seriamente ameaçada mais tarde, no séc. XIV, com o interregno que se seguiu à morte de D. Fernando. Proclamado, D. João I de Portugal, pelas Cortes de Coimbra, teve o novo rei de enfrentar a oposição do seu homónimo de Castela, que resolveu invadir o nosso território. Nomeado Condestável do Reino, Nuno Álvares Pereira, hoje santo venerado nos altares, enfrentou o invasor, e venceu-o, definitivamente, na batalha de Aljubarrota. Aí está o Mosteiro de Santa Maria da Vitória para assinalar o feito, em paralelo com a lenda da padeira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Depois de um período de expansão através dos oceanos, sob o impulso do Infante de Sagres, que conduziu Portugal à descoberta de novas terras e de novas gentes pelos cinco continentes do Mundo, e à formação de um Império, Portugal sofreu o desastre de Alcácer-Quibir, com a morte de D. Sebastião, que não deixou descendência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Esta nova crise originou a união pessoal Ibérica, de 1580 a 1640, em que os reis de Espanha eram&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;ao mesmo tempo reis de Portugal (a dinastia Filipina) – a nossa Independência ficou, deste modo hipotecada à monarquia espanhola. Mas não foi desta vez, ainda, o fim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Com a revolta do “1º. de Dezembro de 1640”, das quatro dezenas de “Conjurados”, a prisão da espanhola Duquesa de Mântua (vice-Rei) e a morte do renegado Miguel de Vasconcelos (Secretário de Estado), é restaurada a Independência e levado ao trono lusitano D. João, Duque de Bragança. E uma nova era se inicia. Nos meus tempos de escola primária, ainda se cantava o Hino da Restauração, para relembrar o feito, mas isso foi-se da memória das nossas gentes, para no seu toutiço encaixar a “Grândola” e os acordes da “Internacional” (de resto, também melodias bonitas...).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Quase dois séculos depois, vieram as Invasões napoleónicas, e a Independência esteve outra vez por um fio... Salvou-se, porque a Corte foi para o Brasil, e três arremetidas das tropas francesas não foram suficientes para derrubar a nossa Liberdade (o Povo resistiu heroicamente, com ajuda dos nossos aliados Ingleses). Mas, pouco depois, foi-se o Brasil atrás do “grito do Ipiranga” (1822), e Portugal começou a recuar nos anseios imperiais que tinham dado novos mundos ao Mundo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;No princípio do século XX, o País estava cansado e depauperado, terreno de cultura para lutas intestinas de poder e de novas ideias politicas... A Monarquia caiu (1910). Não resistiu a um prévio, vergonhoso e criminoso Regicídio (1908). Instaurou-se a República, e com ela a prepotência anárquica, o descalabro governativo... Mas a Independência manteve-se, não sem o sacrifício de muitas vidas tombadas nos campos de batalha da Flandres e da França, numa Guerra mundial sangrenta (1914 a 1918), que devastou a Europa e nos martirizou em África.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Em 28 de Maio de 1926, um prestigiado general (Gomes da Costa) combatente em França encabeça uma nova revolução, e parte de Braga para Lisboa. Desfila, vitorioso, na Av. da Liberdade a 6 de Junho, à frente de 15 mil homens, provenientes de várias cidades do País, e é aclamado pelo povo da capital. Este movimento, após alguns incidentes políticos de percurso, dá origem ao Estado Novo de Salazar, que vai resistir, com alguma artimanha de politica internacional, a uma segunda Guerra mundial, a que Portugal se poupou, em termos bélicos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Os chamados “Ventos da História” da libertação das colónias europeias fustigaram também o Ultramar português, e de novo Portugal se viu envolvido (1961 a 1974) em operações militares por esse mundo fora, sobretudo na Índia e na África, em defesa dos seus territórios e das suas gentes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Após a morte de Salazar, o regime do Estado Novo, continuado, mitigado, por Marcelo Caetano, sofreu o colapso, em 25 de Abril de 1974, provocado pelo Golpe de Estado do Movimento das Forças Armadas, pouco depois a transformar-se em Revolução (de que é célebre o “Verão Quente de 75”). Nesta altura, de forte convulsão política e social, a Independência portuguesa esteve de novo ameaçada. Perante a agitação provocada pelas ideias e acções revolucionárias dos movimentos vários de Esquerda, os Estados Unidos da América e a própria Espanha não deixaram de admitir a hipótese de uma intervenção de força no nosso território. Foram as acções desencadeadas no “25 de Novembro”, em que o Norte do País representou papel relevante, que corrigiram o rumo da nossa História. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;No fim de todo o seu percurso através dos tempos, e trinta e sete anos depois da maviosa “canção da Gaivota”, neste ano da graça de 2011, Portugal está reduzido ao seu torrão metropolitano e aos arquipélagos dos Açores e da Madeira... Tudo o mais se foi! Mas está, neste resto, consolidada a sua Independência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Fazemos parte de uma comunidade política que se materializa na União Europeia. Obedecemos a leis e paradigmas que nos são impostos por outros poderes. Deixámos de ter moeda própria; andámos a gastar dinheiro que não era nosso, e continuamos a fazê-lo. Percorremos anos e anos à procura de um objectivo Nacional, e ainda não o encontrámos, porque perdemos as referências históricas que nos apegavam à vida. E agora, vieram uns senhores de fora, a que chamam “Troika”, a dizer como é que nos temos de governar... Mandam tirar do nosso bolso proventos para os quais trabalhámos uma vida inteira com suor e sangue... E pouca treta!!!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Onde pára, agora, a Independência de Portugal?!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:36.0pt"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-mso-ansi-language:PT;mso-bidi-font-weight: boldfont-family:Arial;font-size:12.0pt;"&gt;Quem são os novos Miguéis de Vasconcelos?!...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-7007083084889021511?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/7007083084889021511/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=7007083084889021511' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7007083084889021511'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7007083084889021511'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/05/independencia-de-portugal.html' title='A Independência de Portugal'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1801446685023255321</id><published>2011-05-19T00:31:00.003+01:00</published><updated>2011-05-19T00:36:52.015+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-INMx-_inSzk/TdRXygjJ3eI/AAAAAAAAAkU/JLLzj_piqH8/s1600/b%25C3%25BAfalo.jpg" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-INMx-_inSzk/TdRXygjJ3eI/AAAAAAAAAkU/JLLzj_piqH8/s320/b%25C3%25BAfalo.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5608203961225567714" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;A caça aos búfalos...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size:16.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="line-height: 24px; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Hoje&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, há uma grande propensão intencional em falar da nossa “guerra de África”, explorando apenas os seus lados negativos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Bem sabemos que a Guerra, qualquer guerra, como dizia Vieira,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- É&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; ...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; aquele monstro que se sustenta das fazendas, do sangue, das vidas, e quanto mais come e consome, tanto menos se farta”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;..&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span lang="EN-US" style="color: rgb(0, 3, 108); "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;quando falamos do esforço pelas armas que Portugal suportou no Ultramar Português, de 1961 a 1974, não é para fazer a apologia da guerra em si, ou seja, da guerra pela guerra, mas para caracterizar o fenómeno humano vivido por tanta da nossa juventude em circunstâncias de particular sacrifício e de doação por ideais alimentados por uma cultura sócio-histórica onde radicam os valores que definem o conceito de Pátria. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E é sob este prisma que apreciamos este período muito particular da nossa história recente, de que as gerações mais novas apenas ouvem falar de modo enviesado, com conhecimento, só, do que “interessa” contar de modo ponderado pela ideologia do narrador. Pena é que, ainda hoje, não se possa falar verdade e sem  paixão sobre este período tão importante que se viveu, e que, o que nos vai chegando por várias fontes – muitas! –, traga geralmente a marca de ideologias politicas ainda remanescentes, ou visem apenas o sensacionalismo e, com ele, o lucro editorial dos relatos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ora, atentemos neste testemunho, que respigámos de uma citação do insuspeito Alm. Rosa Coutinho, em artigo do Coronel Ref Manuel Bernardo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;(…) Quando a guerra colonial começou em Angola, com os massacres da UPA, em Março de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;1961, se Salazar tivesse feito um referendo nacional sobre a questão de mandar tropas para lá, teria conseguido o apoio popular. (…) Cfr Alm. Rosa Coutinho,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; em 1994, in “Memórias da Rev.” , &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;2004. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;É assim: uma coisa são os factos reais, outra o que se pensa, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a posteriori&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, como deviam ser.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Uma coisa é a guerra e as suas motivações, justas ou injustas, outra é o seu decurso – o palco da luta, ou seja, o “teatro da guerra”, o seu desenrolar, independentemente do resultado final. E é aqui que surgem os actores, com feitos e com defeitos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Os militares portugueses nas antigas províncias ultramarinas cumpriram, a mal ou a bem, uma missão de Estado, de soberania, patriótica. O período passado em África, geralmente garantindo a segurança de uma zona de acção em sistema de quadrícula, teve momentos bons e momentos maus, e uns e outros se recordam hoje, muitas vezes com saudade, ou dor. É um destes episódios que hoje aqui fica para a memória.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Estávamos aquartelados, em Moçambique, no distrito de Manica e Sofala, numa posição junto do rio Zambeze. Era uma zona sem problemas de guerrilha, na altura, e a nossa missão resumia-se a patrulhamentos de vigilância e apoio das populações. Era também uma região de muita caça, embora a Venatória já aí exercesse autoridade repressiva. A caça grossa, para reforço da alimentação da tropa, fazia-se de quando em vez, com as devidas precauções e regras, quase sempre de noite, com ajuda de farolim de cabeça. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Em certa ocasião, saímos com algumas viaturas, já noite adiantada, a ver o que dava... Eis senão quando se depara à nossa frente, em pleno mato, uma grande quantidade de luzeiros brilhantes, à medida que os focos de cabeça varriam a escuridão circundante. Todos gritaram: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- São búfalos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; E quem foi capaz de segurar aquela malta que constituía a “força” em presença?... Rompeu um ruidoso tiroteio. Os búfalos debandaram em tropel. Um deles ficou, atingido mortalmente. Que grande bicho!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Seguiram-se as operações de recolha, com auxílio do guincho de uma &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;berliet&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, passado o cabo respectivo por cima dum forte ramo de árvore vizinha, e carregou-se o produto da caçada. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A madrugada percorria o seu curso em direcção à alvorada, que já estava próxima. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Chegámos, de regresso, ao aquartelamento pelas 4 horas da manhã, já o dia despontava no horizonte. Logo cedo, o magarefe da Companhia, procedeu ao desmantelamento da peça, e o pessoal teve carne para tirar a barriga de misérias durante alguns dias. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E por um certo tempo se manteve&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a cabeça do cornudo, sobre um bidão, à entrada do quartel, em jeito de sentinela, como que a perguntar... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;– Quem vem lá?!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-indent:23.0pt;line-height: 18.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace:none"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family: &amp;quot;Arial Italic&amp;quot;;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1801446685023255321?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1801446685023255321/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1801446685023255321' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1801446685023255321'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1801446685023255321'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/05/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-INMx-_inSzk/TdRXygjJ3eI/AAAAAAAAAkU/JLLzj_piqH8/s72-c/b%25C3%25BAfalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1130499667787751763</id><published>2011-03-18T17:31:00.023Z</published><updated>2011-03-20T00:30:52.895Z</updated><title type='text'>Para que da memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-y7Xp_nw-text-align:center;cursor:pointer;%20cursor:hand;width:%20320px;%20height:%20230px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-y7Xp_nw- alt=" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585944487223056770"&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-b-KsiTv5ZFY/TYPhCG6ZfGI/AAAAAAAAAjU/sYrD_Rn57-0/s1600/Le%25C3%25A3o%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 219px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-b-KsiTv5ZFY/TYPhCG6ZfGI/AAAAAAAAAjU/sYrD_Rn57-0/s320/Le%25C3%25A3o%2B5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585555389201087586" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/-SzeuCZgw3uk/TYPf1v__9XI/AAAAAAAAAjM/EFDVHRyP3c4/s1600/Le%25C3%25A3o%2B1.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/-SzeuCZgw3uk/TYPf1v__9XI/AAAAAAAAAjM/EFDVHRyP3c4/s320/Le%25C3%25A3o%2B1.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585554077380506994" /&gt;&lt;/a&gt;
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&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:Arial;color:#000099;"&gt;&lt;b&gt;
&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;O dia em que caçámos um leão...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Regressávamos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ao aquartelamento, depois de uma “operação” de rotina. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" color: rgb(0, 0, 153); font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Era já fim de tarde, e a noite cai depressa, depois de o sol desaparecer no horizonte, naquela zona tropical de África.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Estávamos já com o aquartelamento à vista. À frente, seguia o unimog 404 onde eu tomava lugar, ao lado do condutor. Na caixa da viatura, sentava-se uma secção de militares, costas com costas em banco central, prontos a responder a qualquer eventualidade de emergência. O carro não tinha taipais nem capota, como era de uso. Atrás de nós, uma berliet, com mais pessoal. Não recordo, de momento, o que tínhamos ido fazer, mas talvez regressássemos de Chiticula, onde estava colocado um pelotão da Companhia, estacionada no meio do distrito de Tete – Moçambique, cerca de 50 km a norte de Cabora Bassa, nas margens do rio Capoche, um ramo afluente do rio Zambeze.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;De repente, os soldados alertam para uma peça de caça grossa que atravessa a estrada, da esquerda para a direita, e se embrenha na savana. Era uma tentação, a perspectiva de carne fresca que a ocasião nos oferecia. Logo se inicia a perseguição do animal - uma espécie de impala – que não resiste ao fogo certeiro dos nossos “caçadores” de ocasião. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;A estrada tinha ficado a alguma distância, pela penetração das viaturas no mato. Enquanto o pessoal operava para recolher na berliet o produto da caçada, um soldado africano alerta em comentário: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Ela &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;(tratava-se de uma fêmea) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;ia a fugir do leão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Logo perguntei:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Como sabes isso?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Ele respondeu:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Eu ouvi.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;O que o militar queria dizer é que, entretanto, tinha ouvido um rugir de leão, nas proximidades, e esse facto causou-me alguma preocupação. Assim, ordenei que apressássemos o regresso à estrada (de terra batida), até porque a luz do dia ia desaparecendo progressivamente. Era quase noite.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Já na estrada, e uma vez carregada a caça na viatura, retomámos o movimento em direcção ao quartel, cujas luzes já se divisavam ao longe. Tudo ia bem, quando, a certo passo do andamento, aparece um vulto no meio do caminho, que fez o condutor abrandar a marcha e, até, parar. A noite tinha deixado cair o seu manto, e as viaturas circulavam já com os faróis ligados. De tal modo a figura se apresentava no lusco-fusco da penumbra, impávida e serena à nossa frente, que dava a ideia de ser uma pessoa... Alguém aventou que parecia “um homem em cuecas”. Confuso!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Levantei-me, e agarrei-me ao varão do pára-brisas... Disse para o condutor:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Põ&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;e a luz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt; nos máximos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Assim aconteceu, e logo diante de nós, no meio da estrada, de caras, a cerca de oito a dez metros de distância, se nos apresenta a figura de um avantajado leão, com juba e tudo. Silêncio absoluto, só entrecortado pelo ralenti do motor do unimog. Ninguém ousava falar. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Sabia-se que, numa situação destas, o animal, encandeado pelos faróis do carro, tentaria um envolvimento para atacar a presa (nós) por trás... Talvez para isso, começou lentamente a virar-se de lado, e ficou numa posição perpendicular ao eixo da estrada. Na verdade, o receio, naquela altura, era que a fera saltasse sobre o pessoal que viajava a descoberto no unimog. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;O que se passou a seguir, foi espontâneo, impensado, produto de reflexo. Vendo o animal naquele posição, senti que era a ocasião de jogar: ou tudo, ou nada, mas convicto de que não havia outra escolha. Dei comigo a levar a G3 à cara...; mirei a espádua do “bicho” (tinha a noção, adquirida, que desse modo atingiria o coração do animal) e disparei. O leão deu dois passos adiante, e aninhou. Os soldados alertavam que ele poderia estar a “fazer de conta”, e animal ferido é ainda mais perigoso.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Ninguém desceu da viatura para ir verificar se o leão fora ou não abatido. Manobrou-se o unimog de modo a ficar de frente e perto da “vítima”, e, pelo sim pelo não, confirmámos o “sucesso” com mais dois tiros. O leão estava morto!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Nova fase de carregamento: agora, do leão para junto da impala, na Berliet. Mas de novo o soldado africano que tinha, antes, ouvido o leão, voltou a avisar: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- A leoa deve estar por perto...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Era o que havia de faltar!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Já chega, e é noite. Vamos embora!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt; - disse eu.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Entretanto, no quartel, o pessoal não sabendo o que se passava, mas apercebendo-se de que algo de anormal acontecia connosco, estava em palpos de aranha, e aprontava-se para qualquer eventualidade. Quando as viaturas galgaram a rampa de acesso e romperam pela parada adentro, todos nos aguardavam de olhos esbugalhados. Perante a algazarra dos que chegavam, em gáudio pela proeza levada a cabo, e ao verem o leão na berliet, morto, ao lado da impala, todos estouraram em euforia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Era noite. Por isso, as fotografias ficaram para o dia seguinte, mas passados poucos minutos... o leão já não tinha rabo, nem dentes, nem unhas... Estes troféus desapareceram rapidamente... E logo de manhã, então, os rolos fotográficos da cantina esgotaram-se. Toda a gente quis tirar o retrato com o leão: acavalitavam o bicho, puxavam pela juba a sua grande cabeça contra o peito, ou punham o pé em cima do dorso... Foi um desfilar de pretensos heróis, em Cangombe. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Ainda se tentou aproveitar o último despojo “de guerra” – a pele. Porém, com o tempo, e com a chuva, acabou também por se estragar, apesar de aplicados alguns entendidos cuidados técnicos de curtimento para a preservar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Do evento, ficaram mesmo, e só, as fotografias, para recordação da proeza... Afora quem se locupletou, à socapa, com o rabo, os dentes, e as unhas do leão... morto em legítima defesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;Mas foi por causa deste acontecimento, que os soldados passaram a intitular a Companhia pelo listel &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;" Leões do Capoche"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 238);  font-style: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;img src="http://4.bp.blogspot.com/--3TXCG8X398/TYVCKQubmDI/AAAAAAAAAjc/deGA7x2BXVM/s320/Emblema.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585943656878807090" style="display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 230px; " /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#000099;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#CC0000;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color: rgb(0, 0, 238);  font-style: normal; -webkit-text-decorations-in-effect: underline; font-family:Georgia, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(0, 0, 0); font-family: 'Trebuchet MS', Trebuchet, Verdana, sans-serif; font-size: 13px; "&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial; "&gt;(&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;CArt 2628/BArt 2897)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;
&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1130499667787751763?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1130499667787751763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1130499667787751763' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1130499667787751763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1130499667787751763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/03/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-b-KsiTv5ZFY/TYPhCG6ZfGI/AAAAAAAAAjU/sYrD_Rn57-0/s72-c/Le%25C3%25A3o%2B5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-7175247589606825589</id><published>2011-03-18T17:17:00.009Z</published><updated>2011-03-20T00:28:23.904Z</updated><title type='text'>Para que da memória se faça História</title><content type='html'>&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;div&gt;
&lt;/div&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/-cS9lS5BiOVM/TYOWkpqiWbI/AAAAAAAAAi8/PZKnbvL-J6I/s1600/Bomb_Capoche%2Bfoto.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 208px;" src="http://2.bp.blogspot.com/-cS9lS5BiOVM/TYOWkpqiWbI/AAAAAAAAAi8/PZKnbvL-J6I/s320/Bomb_Capoche%2Bfoto.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585473519273269682" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;“Os bombeiros do Capoche”&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-GKNWZgqZa_E/TYOVETAiduI/AAAAAAAAAi0/IQEFNdKKyJw/s1600/Bomb_Capoche.jpg"&gt;&lt;img style="text-align: left;display: block; margin-top: 0px; margin-right: auto; margin-bottom: 10px; margin-left: auto; cursor: pointer; width: 320px; height: 279px; " src="http://1.bp.blogspot.com/-GKNWZgqZa_E/TYOVETAiduI/AAAAAAAAAi0/IQEFNdKKyJw/s320/Bomb_Capoche.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5585471863924094690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;Dia quente era aquele, de Fevereiro de 1970, na &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;ZOT – Zona Operacional de Tete, &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;Moçambique. Duas horas da tarde. &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;Depois da segunda refeição, andava eu&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt; com outro ofi&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;cial a mostrar ao &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Fumo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt; (chefe)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt; da a&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;ldeia que se estava a formar junto ao aquartelamento o local&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt; onde &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;iríamos, em princípio, erguer mais cubatas para&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt; as populações &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;recuperadas que chegavam do &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;i&gt;mato...&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Admirávamos, de cima da ponte, o curso do rio Capoche, acariciados por uma deliciosa aragem fresca que corria suave sobre as ág&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;uas. Dava vontade de navegar, de&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; canoa ou jangada, por ali abaixo, ao longo dos cinquenta quilómetros que nos separavam da barragem de Cabora Bassa, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;no Zambeze, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;já em construção.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A perturbar este remanso da Natureza, correu até nós&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, descendo a picada desde o aquartelamento -&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;que ocupava um morro na margem esquerda deste rio - o cabo de serviço à&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; estação de rádio, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;e gritou&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Do Batalhão, mandam sair imediatamente uma patrulha até ao rio Luia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;– &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;era a mensagem que trazia o militar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Responde&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; que não é preciso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; – repliquei - &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;porque saiu há pouco tempo uma coluna nossa com esse destino.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E o cabo lá subiu ligeiro&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; a encosta, de regresso ao rádio par&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a transmitir a mensagem resposta.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Continuámos a deliciar o nosso olhar pela maravilhosa paisagem selvática africana, de uma beleza rude mas atraente, a pulsar de sonho e de mistério. Ao redor, um ou outro pássaro exó&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;tico competia, em sonoros acordes&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;om o marulhar das águas do rio na&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; correnteza.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas eis que o cabo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;telefonista volta a descer em corrida &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;e proclama ofegante: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Dizem que é por isso mesmo... Ouviram um rebentamento, e pareceu-lhes ser para os lados da auto-estrada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Chamávamos “auto-estrada” a&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;o percurso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; de terra batida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; que &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ligava&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Cangombe, onde estávamos, até Moatize (Tete)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; passando pelos vários aquartelamentos das nossa tropas. O mais perto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, a cerca de duas dezenas de quilómetros,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; era o do Luia, na margem&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; esquerda do rio com esse&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; nome, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a confluir&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, mais a sul, com o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;nosso rio &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Capoche&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, rumo ao Zambeze&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Cerca de uma légua mais á frente, encontrava-se o quartel do Comando do Batalhão, no Bene.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Ouvida a mensagem, n&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ão foi preciso mais nada. Rapidamente vencemos o caminho ascendente até ao aquartelamento. Aqui, já tudo andava em rebuliço. Havia só um “pincha” (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;unimog 411) e o carro da água (&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;outro unimog 411 equipado com o tanque da água, para reabastecimento diário do quartel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;. Uma força de voluntários se constituiu, “enquanto o diabo esfregava um olho”. Passados instantes, já marchávamos estrada fora, com as únicas viaturas que estavam à nossa disposição: o “pincha”, à frente; o carro da água, atrás, com o pessoal encavalitado como podia naquele barrigudo com tentáculos de mangueira, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;a segurar estas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; com uma mão e a espingarda (G3) na outra. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Pontos perigosos do itinerário: saltar, correr em marcha apeada; subir de novo...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Cuidado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;!!! O In pode associar qualquer emboscada ao que possa ter acontecido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; (todos supunham ter havido um rebentamento de mina...).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Divisa-se, mais além, uma coluna de fumo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Imagina-se logo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;um cenário de tragédia: v&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;iatura destruída, corpos despedaçados&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- A coluna deve ter “apanhado” com uma mina&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; – ouvia-se...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Em nossa mente, pressentimentos cruéis: feridos, mutilados, dor, gemidos...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;A estrada vai-se galgando, e o carro da água lá vai saltitando, atrás do pincha, todo vaidoso por também ser “operacional”. Na dianteira, os bravos soldados aperram as armas, prontos a ripostar a qualquer ataque inimigo.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Talvez depois daquela curva... Ou daquela lomba...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Mas nada! O coração aperta-se... Surge a ponte sobre o rio Luia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Graças a Deus! Já estamos no Luia. Mas... e as viaturas?... A coluna?... A mina?... Os feridos?...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Perco&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;rremos toda a ponte, e logo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;mais adiante, à esquerda, o quartel da companhia do Luia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Entrámos na área do aquartelamento. Ainda não eram três da tarde. As viaturas, apesar de apenas duas, fizeram um certo ruído. Logo apareceram, sonolentos, pela sesta interrompida, alguns militares... Oficiais, sargentos e praças, que olham para nós com ar estupefacto e interrogativo:&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Que se passa?!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 35.45pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;E &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;vendo &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;o “carro da água”: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;- Onde é o incêndio?... Não chamámos os bombeiros!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Viaturas paradas... Interrogação e surpresa em todos os rostos. Esperávamos uma notícia desagradável, e apenas isto nos surge!... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Respirámos de alívio. Mas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; ali estava o carro da água com os soldados nele empoleirados, segurando as mangueiras e de olhos esbugalh&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;ados pelo insólito. P&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;areciam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; mesmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; bombeiros à cata de um incêndio!...&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;Não tinha &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;havido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; mina, felizmente. O nosso pessoal – a coluna – havia passado ali em boas condições, são e salvo, a caminho &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;do&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; Bene&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;e, pela rádio&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, soubemos que já se encontrava &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;lá. Mais tarde, esclareceu-se que tudo surgiu porque&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; na área do Comando do Batalhão, algum espertinho tinha lançado uma granada de mão ofens&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;iva na margem do ribeiro que perto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;corria&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;na mira de apanhar alguns peixes, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;e a explosão c&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;onfundiu os “entendidos” daquela nossa tropa, associando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; o som do rebentamento a uma possível mina &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;accionada &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;na “auto-estrada”, por onde sabiam estar em marcha a nossa coluna&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt; de viaturas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;Para susto, tinha chegado. Lucrou-se o exercício de prontidão operacional, a qualquer custo, e com quaisquer meios... Mas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;não nos livrámos da chacota &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;que os militares do Luia nos endereçavam&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt; a &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;partir daí, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;e&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt; por esse &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;“&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;feito&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt; ficámos a ser conhecidos como&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;“Os Bombeiros do Capoche”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3333FF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;text-indent: 34pt; "&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family: Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;    &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;&lt;span&gt;  &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=" ;font-family:Arial;"&gt;(&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;CArt 2628/BArt 2897)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-7175247589606825589?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/7175247589606825589/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=7175247589606825589' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7175247589606825589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7175247589606825589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/03/os-bombeiros-do-capoche.html' title='Para que da memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-cS9lS5BiOVM/TYOWkpqiWbI/AAAAAAAAAi8/PZKnbvL-J6I/s72-c/Bomb_Capoche%2Bfoto.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-5357109068022752107</id><published>2011-02-11T22:20:00.005Z</published><updated>2011-02-11T22:36:57.124Z</updated><title type='text'>O Silêncio dos bons...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/-PYdFw7aepVo/TVW3knu7Y7I/AAAAAAAAAis/IXFTT_F70bI/s1600/05FEV2011.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 202px;" src="http://1.bp.blogspot.com/-PYdFw7aepVo/TVW3knu7Y7I/AAAAAAAAAis/IXFTT_F70bI/s320/05FEV2011.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5572561953709843378" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="mso-ansi-language:PT"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;span class="Apple-tab-span" style="white-space:pre"&gt;      &lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="Times New Roman Italic&amp;quot;;mso-ansi-language: PTfont-family:&amp;quot;;"&gt;“O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;margin-left: 216pt; text-indent: 36pt; "&gt;&lt;i style="mso-bidi-font-style:normal"&gt;&lt;span style="Times New Roman Italic&amp;quot;; mso-ansi-language:PTfont-family:&amp;quot;;"&gt;(Luther King)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align:justify;text-justify:inter-ideograph; line-height:16.0pt;mso-pagination:none;mso-layout-grid-align:none;text-autospace: none"&gt;&lt;b&gt;&lt;span lang="EN-US"   style="font-family:Verdana; mso-bidi-mso-fareast-language:EN-USfont-family:Verdana;font-size:13.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Este nosso Mundo, criado por Deus, está assente na Harmonia... Nada está desequilibrado, e toda a criação cumpre a sua missão, na mira de um sentido impresso desde origem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Foi e é o homem que quebrou e continua a quebrar essa harmonia, esse equilíbrio. E este facto está simbolicamente relatado na tentação da serpente, no Génesis: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"Sereis como deuses…".&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É nessa ânsia de se fechar em si próprio, de se tornar “deus” em e de si mesmo, que o homem atraiçoa a sua vocação existencial. Rompe o equilíbrio; desfaz a harmonia; autocondena-se ao niilismo egocêntrico. É esse o seu pecado - o &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;"pecado original"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;, que acompanha, na sua existência, esta pobre Humanidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Podia não ser assim?!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Não pudesse ser assim, o homem não seria um ser livre, embora com uma vocação dimensionada ao Infinito. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Toda a restante criatura universal é determinada, mas o ser humano é "livre". Por isso, fazendo o que quer (conscientemente), arrasta também com os seus actos as consequências, sobre si próprio e sobre todo o meio natural e humano onde vive, em partilha de projectos e de realizações, para o bem e para o mal.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O homem é um ser social, e como tal é a alma do Mundo. Não existe por si mesmo e para si mesmo; é um ser relacional, incompleto, em aperfeiçoamento contínuo. Para se realizar tem de se projectar na direcção de um tu. Mas é precisamente nisso que está estruturada a sua dignidade: administrador do seu destino. E esta administração desenvolve-se numa permanente e progressiva descoberta: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“Quem sou, donde vim, para onde vou (ou devo ir, e como)? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Contava-se na catequese às crianças, em maravilhoso e sugestivo diaporama, a história da “Bonequinha de sal”, que ajuda a dar resposta a estas interrogações. Saída do íntimo da montanha, esse pedacinho de sal-gema feito menina, resquício de uma época em que o mar cobria o solo agora seco, ansiava por encontrar o Mar, que lhe haviam revelado como a origem da sua existência. Deambulou de terra em terra à procura do mar... porque só aí encontraria a felicidade, a razão do seu viver. Perguntou aos rios, aos lagos, às fontes... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“- És tu o mar?”,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; e toda a resposta negativa fazia crescer mais o seu sofrimento. Finalmente, atravessando montes e vales, chegou à vista deslumbrante do oceano. Que imensidão! Que beleza!... Já na praia, correndo pelo areal, lançou de novo a pergunta: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“ - És tu o mar?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; “... e o mar respondeu: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“Sim, sou eu o Mar!”. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Era realmente ali o Mar. A bonequinha tinha encontrado a fonte original da sua vida. Estava feliz. Não precisava de mais nada. Caminhou até ao quebrar das ondas, e penetrou nas águas... Viu que os seus pezitos se diluíam nas águas do mar. Foi avançando, e à medida que entrava mais no mar, o seu corpo desaparecia nas águas, até que se integrou totalmente no oceano, sem perder, contudo, a sua individualidade. Mistério. Já vindo de um pouco longe, ouvia-se ainda, na praia, a voz da bonequinha de sal, emanando das águas do mar: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;– Estou feliz. Reencontrei finalmente o Mar, donde nasci!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Também o homem é um viajante na História, um peregrino na sua própria vida. O horizonte de cada vida humana está sempre a dilatar-se, e a Humanidade, sempre em contínua evolução, progride em aperfeiçoamento, ao encontro da realização plena. Arrastamos connosco toda a Criação, desde a origem, desde o ponto Alfa, disparados para o ponto Ómega – o Cristo total, que S. Paulo definiu na sua fé doutrinal, e Teilhard de Chardin vislumbrou nas suas investigações científicas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Se a boneca de sal não se abrisse, na sua ânsia, à imensidão da sua origem; se aquele bocadinho da criação do Mar, depositado nas entranhas da Terra, se fechasse egoisticamente dentro dos seus limites individuais, ter-se-ia fatalmente desfeito no niilismo, por não encontrar a razão do seu viver. Ora, como a bonequinha desta história, somos nós, humanos, seres contingentes, que só existimos em razão da Fonte da vida, e, por vocação, para ela tendemos, em liberdade de escolha, para nos realizarmos ou não. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É neste dualismo do ser e não ser, do claro e escuro, da luz e das sombras, do bem e do mal, dos bons e dos maus, que tem lugar a preocupação de Luther King: é mais pernicioso o silêncio dos bons, que o grito dos maus. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É na luz do Sol que ilumina a Terra, que todas as manhãs a escuridão da noite se dissipa. É na alegria que entusiasma as almas e nos dá razões de viver, que a tristeza opressora desaparece. É contra a coragem empreendedora e o exemplo frutificante dos “bons”, que se desfaz a arrogância gritante dos “maus”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Mas quem são os bons e quem são os maus?... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Daria “pano para mangas” tentar encontrar, com exactidão, resposta a esta pergunta. Contudo, julgamos que tudo se poderia resumir, com lucidez bastante, à parábola evangélica do bom samaritano &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;(Lc 10, 25-37).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; Ou, então, atender ao mandamento novo de Jesus de Nazaré: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“… Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;(Jo 13, 34). &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;De outro modo, continuando a ouvir o Salvador: &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;“Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;(Mc 10, 17)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Poderíamos então concluir que, sendo o homem criado à imagem e semelhança de Deus, os “bons” são aqueles que na sua vida prática mais configuram o seu comportamento à vontade do Criador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;O drama deste mundo e desta nossa humanidade não é, de facto, que existam os maus, que exista o mal, mas que os “bons” fiquem calados e de braços caídos perante tanta necessidade de promover, proclamar e defender o Bem e a Verdade, para que o mundo se harmonize. E é aqui que se torna imperioso, também, o empenhamento pela Justiça, porque veículo e fundamento da Paz. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;text-indent: 36pt; "&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;É isto que dá nobreza à Politica, e ajuda a compreender a tragédia que desaba sobre os povos quando nas cadeiras do poder se sentam os maus políticos, perante o silêncio complacente dos que poderiam fazer alguma coisa pelo bem comum.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-5357109068022752107?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/5357109068022752107/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=5357109068022752107' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5357109068022752107'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5357109068022752107'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/02/o-silencio-dos-bons.html' title='O Silêncio dos bons...'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-PYdFw7aepVo/TVW3knu7Y7I/AAAAAAAAAis/IXFTT_F70bI/s72-c/05FEV2011.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-9112657357443637534</id><published>2011-01-22T23:31:00.004Z</published><updated>2011-03-18T18:03:31.286Z</updated><title type='text'>Para que da memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TTtqN13iGBI/AAAAAAAAAiY/_adukcZdyMY/s1600/Capela%2B2.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TTtqN13iGBI/AAAAAAAAAiY/_adukcZdyMY/s320/Capela%2B2.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565158550577223698" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TTtqEmBAvFI/AAAAAAAAAiQ/0sg_exuze0s/s1600/Capela.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TTtqEmBAvFI/AAAAAAAAAiQ/0sg_exuze0s/s320/Capela.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5565158391703190610" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:Arial;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-large;"&gt;Há sempre milagre... no meio de todas as tragédias&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Corria o ano de 1970. Havíamos chegado, há poucos meses, à nossa posição, no distrito de Tete, Moçambique. Ocupávamos o cabeço de uma pequena elevação, que dominava um vasto planalto bordejado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi- font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;de montanhas no horizonte e em todo o redor. O aquartelamento da Companhia era formado por umas três barracas de zinco&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;e algumas construções de adobe com cobertura de capim.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;O rio – o Capoche – passava em baixo, no sopé do pequeno monte. Uma estrada razoável, de terra batida, a que chamávamos de “auto-estrada”, ligava-nos ao quartel mais próximo, a vinte quilómetros de distância, em pleno mato deserto. A actividade operacional desenvolvia-se no seu ritmo programado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Um dia, ao fim da tarde, tendo eu ido à arrecadação de material, vi que o M..., o cabo quarteleiro responsável pela mesma, estava, com mais dois companheiros (na tropa, camaradas) a rezar o terço. Aproveitei o ensejo para sugerir, então, que poderíamos construir uma pequena capela, dentro do aquartelamento, e fazer do «Terço» uma prática diária, de piedade, pública, para quem quisesse aderir.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Pegada a ideia, no dia seguinte já o M... com o seu auxiliar deitavam mãos à obra, e com ramos de palmeira, capim e alguns pequenos troncos de árvore, depressa deram como pronta a capelinha, com altar e tudo. Ao lado direito do mesmo altar, uma barrica cortada a meio ia ser o nicho para alojar uma imagem de Nossa Senhora, o&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Coração de Maria de Fátima, que, da Metrópole, eu encomendara para o efeito. Ficava linda, ali, a Virgem Mãe, tendo a seus pés uma nuvem feita de algodão em rama obtido no posto de socorros da Companhia. Todos os dias, ao toque de sineta, a capelinha enchia-se de devotos, e rezava-se o terço.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Certa vez, ao jantar (o prato era bife com ovo a cavalo, depois de algumas semanas de penúria por falta de reabastecimento) ouviram-se uns estalidos à distância, e ficámos de orelhas afitadas... Não tardou que as granadas de morteiro começassem a ribombar em redor, acompanhadas de rajadas de metralhadora, vindas de algumas elevações da vizinhança. O pessoal, já anteriormente testado por simulacros de ataque, em exercícios dentro do plano de segurança e defesa do aquartelamento, ocupou rapidamente as suas posições e respondeu, adequadamente, à flagelação.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Dentro em pouco, vi que o M... era transportado em braços para o posto de socorros, banhado em sangue. Tinha uma face do rosto dilacerada, certamente por uma bala inimiga. O impacto do projéctil tinha-lhe, também, deixado em cacos o maxilar. Não podia falar, mas de olhos abertos e por gestos, já na enfermaria, pedia papel para escrever. Sobre alguns aerogramas do Movimento Nacional Feminino, foi escrevendo documentos impressionantes, ensanguentados - que ainda guardo -, dirigidos à sua mulher, aos seus camaradas, e aos seus superiores. Pedia perdão por todas as eventuais ofensas, na convicção de que iria morrer, e, à sua esposa, guardava palavras... que aqui não vou revelar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;De noite não havia qualquer hipótese de evacuação aérea. O hospital militar de Tete estava a largas dezenas de quilómetros. O único médico a quem se podia recorrer, pertencia a outra unidade, à distância de uma vintena de quilómetros. Mandar uma força buscá-lo, àquela hora, e naquelas circunstâncias, era praticamente impossível. Todas as colunas se faziam de dia e «picando» a estrada, na detecção de minas, e, após um ataque, mandar sair uma força para o exterior, sem aqueles procedimentos de segurança, era colocar mais vidas em risco, no pressuposto de que o itinerário estava, segundo as práticas conhecidas, minado. Dramático, ter de decidir, entre uma vida que ali se perdia, esvaindo-se em sangue, e o risco de atirar para a morte outras vidas, na busca do médico. Um corajoso furriel, avançou e cortou o «nó» do dilema: «Eu vou!». &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Entretanto, o ataque havia parado. Na cabana que servia de messe, a lanterna focou um gato, em cima da mesa, que se aproveitava da miséria dos outros para tirar..., da sua barriga, as misérias... dele. Para o gatinho... ficara guardado o bocado, que outros não havia comido, apesar de uma espera de semanas pela tão desejada carne. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;O furriel A... partira, com alguns voluntários, para o comando do Batalhão, em busca do dr. G. ... Ficámos, assim, com um homem... a morrer, e com o coração apertado, porque outros mais poderiam perder a vida no caminho. O “milagre” estava a acontecer... Dentro de duas horas, o pessoal chegou sem problemas e com o médico. Mas seguiu-se uma desilusão: o clínico, diante do quadro que se lhe deparava, nada podia fazer... Nem havia possibilidades de recorrer a uma transfusão sanguínea. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Enquanto isso, o M..., deitado de lado na maca, todo ensanguentado, continuava a escrever, como podia, nos vários aerogramas que lhe iam dando... Não muito distante, alguns militares, sem respeitos humanos, rezavam na capelinha que o M... construíra, pedindo o auxílio do Céu para o camarada e amigo, que se debatia entre a vida e a morte...&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi- font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;A evacuação por helicóptero já tinha sido pedida, via rádio, aos comandos superiores. O médico e o furriel enfermeiro, como os socorristas, rodeando de cuidados o M..., sentiam-se impotentes, e eram de opinião que ele não resistiria muito mais. Esgotara-se o plasma, as compressas, até mesmo o algodão... Não havia mais nada a fazer.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Alguém lembrou, então, que, aos pés da imagem da Virgem Maria, na capelinha onde se costumava rezar o terço, havia algodão, a imitar uma nuvem branca. Rapidamente se deu ordem para ir buscar essa nuvem, dos pés de Nossa Senhora.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;Trouxeram-na, já cheia de formigas... Os pés de Maria ficavam sem o afago da nuvem branca, mas o M... precisava do algodão, e a Mãe do Céu não lhe negaria esse auxílio.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;O tempo passava, lento e dilacerante. O M... resistia, incompreensivelmente, sem nunca perder a consciência. De manhã, outra contrariedade surgia: o helicóptero não podia levantar de Tete, por falta de tecto para a navegação aérea. De facto, depois daquilo tudo, só faltava mais essa: das condições atmosféricas adversas. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Meio dia, no «day-after» da tragédia. O M... resistia. Com o céu mais aberto, chega finalmente o helicóptero do socorro. Procede-se à evacuação, e o M... é levado de maca para a aeronave, estacionada no campo de futebol. Os olhares circunstantes são de perplexidade, mas de muita esperança, agora mais fortalecida. Consciente, o Cabo M..., lança um último olhar para os que ficam, e levanta a mão num reconhecido adeus. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;O helicóptero levantou, e levou consigo aquele ferido, com metade do rosto desfeita, sem poder falar ou sorrir, mas com uma alma grande e um coração agradecido à Virgem Mãe, que lhe forneceu&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;a nuvem branca que tinha a seus pés, como derradeiro mas eficaz meio de socorro, para, em situação tão dramática, continuar a viver.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;Resta dizer, para concluir, que o M..., casado e pai de filhos, sobreviveu aos ferimentos recebidos, apesar de todos os prognósticos negativos. Depois de longos meses de tratamento hospitalar e de várias intervenções correctoras, refez a sua vida, que lhe não tem sido fácil, não por causa dos ferimentos recebidos, mas por outras circunstâncias de percurso. Contudo, lutador persistente, e homem de muita fé, hoje está bem, embora com algumas deformações no rosto, e diz que teve a experiência de Job: tudo lhe foi tirado, e tudo lhe foi restituído em abundância.&lt;span style="mso-spacerun: yes"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt; mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent:34.0pt;tab-stops:180.7pt;mso-layout-grid-align: none;text-autospace:none"&gt;&lt;span style="font-size:10.0pt;mso-bidi-font-family:Arial;mso-bidi-font-family:Arial;font-size:8.0pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-9112657357443637534?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/9112657357443637534/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=9112657357443637534' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/9112657357443637534'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/9112657357443637534'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2011/01/ha-sempre-milagre-no-meio-de-todas-as.html' title='Para que da memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TTtqN13iGBI/AAAAAAAAAiY/_adukcZdyMY/s72-c/Capela%2B2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-998628181077216649</id><published>2010-12-18T11:06:00.009Z</published><updated>2011-02-02T01:04:31.493Z</updated><title type='text'>Natal 2010</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TRZ7VKHZcnI/AAAAAAAAAh8/JoLU9-yk6XQ/s1600/Natal%2B2010%2B5.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 228px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TRZ7VKHZcnI/AAAAAAAAAh8/JoLU9-yk6XQ/s320/Natal%2B2010%2B5.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5554762793830937202" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TQyW4G9iKFI/AAAAAAAAAhw/LgWab2Aed4Q/s1600/Natal%2B2010%2B5.png"&gt;
&lt;/a&gt;
&lt;!--StartFragment--&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style=" ;font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Natal é Paz, Amor, Perdão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Natal é Esperança num Mundo Melhor. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Natal é Vida que se abre em flor... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Natal é rasgar o peito pelo irmão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Oh! Triste dor da Humanidade, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Que sofre em toda a parte ódios sem fim!... &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Levantem-se os profetas de Israel,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;Tragam Abraão, Moisés e Samuel,  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;P’ra anunciar de novo a Liberdade  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que um Menino traz num mundo assim...  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Acorrentado ao prazer e à maldade.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Cantemos com os anjos nas alturas &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Hinos de glória e de louvor! &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Esqueçamos, todos nós, tantas agruras, &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Pois vai nascer de novo o Redentor!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:x-large;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'times new roman';"&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: 'times new roman'; "&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="color:#3366FF;"&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;                                     V.S. 2010&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: left;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;!--EndFragment--&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-998628181077216649?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/998628181077216649/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=998628181077216649' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/998628181077216649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/998628181077216649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/12/natal-2010.html' title='Natal 2010'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TRZ7VKHZcnI/AAAAAAAAAh8/JoLU9-yk6XQ/s72-c/Natal%2B2010%2B5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3665379842055848550</id><published>2010-09-03T23:24:00.010+01:00</published><updated>2010-09-15T08:58:59.025+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Episódios do “Verão quente de 75” -  III  (*)&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;3. Segunda experiência na Serra do Pilar&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Entretanto, a 12 de Setembro, há mudanças no Quartel-General. O Comando da Região é assumido pelo então Brigadeiro Pires Veloso. Também, na sequência, o oficial que comandava o RASP é chamado para assumir funções no QG. Na Serra do Pilar fica no comando outro oficial superior (major), com uma desgastante e dolorosa perspectiva no seu horizonte profissional e pessoal. Há situações, na vida de quem comanda, que exigem o máximo de doação, de acrisolado bom senso, e sentimentos de humanidade bem afinados. O novo comandante pertencia a uma geração desse tipo.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O CICAP (Centro de Instrução de Condução Auto do Porto), onde pontificavam alguns milicianos esquerdistas, encerra a 3 de Outubro, por ordem de Pires Veloso, que destina o complexo edificado à Saúde e ao Ensino. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na noite de 6 para 7 de Outubro, o quartel da Serra é invadido por manifestantes, militares e civis, que se haviam dirigido ao CICAP com o fim de protestar contra o seu encerramento e, possivelmente, invadir e ocupar o quartel (é conhecido o “slogan” vociferado na altura: “O CICAP é do Povo, não é do Veloso!”). 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não conseguindo os seus intentos, face a uma guarnição já precavida, a turbamulta dirigiu-se, então, para a Serra do Pilar. Aqui, com a conivência de graduados de serviço afectos ao movimento contestatário, os manifestantes lograram transpor os portões do quartel, e aí “armaram tenda”. Qualquer reacção violenta que tivesse sido ordenada, após o facto consumado, para contrariar a “invasão”, teria provocado consequências dramáticas imprevisíveis – alguém haveria de desabafar mais tarde que o motivo que evitou o confronto foi, ponderadamente, evitar-se o derramamento de sangue; um simples fósforo aceso poderia, na conjuntura, desencadear uma guerra civil.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Seguiu-se uma situação de quase anarquia, a todos os títulos insustentável. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No dia 8 de Outubro, à noite, e após um comício no Porto, manifestantes do PPD decidem, por isso, dirigir-se, em peso, ao quartel da Serra do Pilar para aí se manifestarem contra a ocupação e, quem sabe, libertar a Unidade. Os ocupantes, porém, avisados deste intento, conseguem mobilizar toda a guarnição de praças e de civis, ocupantes e sitiantes, contra o que anunciam ser um ataque ao Quartel pelas forças de direita. Descem, então, até junto da ponte de Luís I, onde tentam barrar o caminho aos manifestantes, com o apoio de duas pesadas viaturas militares de combate que, para o efeito, a esse local fazem conduzir. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No mesmo cenário de intensa agitação, ao fundo da Av. da República, comparecem também forças militares a mando do Quartel-General, para manutenção da ordem e evitar a violência. Uma rádio transmite em directo o evento, e ouvem-se, na reportagem, os avisos feitos à multidão pelo comandante da força, tentando apaziguar os ânimos. Logo a seguir, são sonoros e nítidos alguns disparos de armas automáticas. 
No dia seguinte, a situação apresentava-se confusa. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No QG, pouco ou nada se sabia sobre o que, em pormenor, se passava intra-muros na Serra do Pilar. Os telefones estavam controlados. No interior do RASP, a vida normal da Unidade parecia ter parado. Os portões estavam fechados, e, fora, permaneciam montes de gente com ar ensonado, mas agressivo e vigilante. O rescaldo de uma madrugada de luta. 
Lá dentro, os ocupantes (militares revolucionários oriundos de outras unidades e civis) organizavam-se, e recebiam apoio logístico, vário, do exterior. Na parada, oficiais e sargentos da Unidade tentavam fazer o ponto da situação, e interrogavam-se sobre perspectivas de solução a tão nefasta como perigosa situação em que se viam envolvidos. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Esta situação rocambolesca durou alguns dias, até que, em 14 de Outubro, o então Chefe do Estado-Maior do Exército, General-graduado Carlos Fabião, visitou o RASP e dialogou com os cabecilhas. Propôs-lhes o abandono das instalações do Quartel, com o anúncio de que iria transformar o CICAP numa unidade militar de elite, a que daria o nome de “Batalhão 25 de Abril” .
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Os invasores concordaram, e dispuseram-se a retirar… Com uma condição: voltariam passados 10 dias, a ver se as promessas eram cumpridas.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E voltaram! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, como o povo diz: &lt;span style="font-style:italic;"&gt;“Depois de casa roubada, trancas às portas”&lt;/span&gt;, este aforismo foi devidamente aplicado. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;É que em 10 dias muita coisa tinha mudado. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A normalidade havia regressado ao quartel da Serra. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Um novo comandante assumira funções. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As tropas regressavam à disciplina e ao cumprimento dos seus deveres e tarefas.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;4. Epílogo &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As instalações do CICAP acabaram por ser de facto destinadas ao Ensino (Universidade) e à Saúde (Hospital). 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E a “Revolução” foi, a seguir, mitigada com o “25 de Novembro”. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pires Veloso, que viria a sofrer um “misterioso” acidente de helicóptero em Lavadores, adquirira merecido prestígio militar e político, a ponto de ser cognominado pelos formadores de opinião “o Vice-Rei do Norte”. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Jaime Neves, à frente dos seus “Comandos”, em digressão de treino e dissuasão, viria desfilar, em parada de continência, na Av. da Boavista, frente à janela do Hospital Militar de D. Pedro V, onde o sobrevivente e politraumatizado Brigadeiro sem medo acenava, comovido.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tinha-se virado mais uma página da História de Portugal, e nela o Norte escrevera o significado da palavra liberdade – da autêntica Liberdade! 


 &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(*) – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;São omitidas nestes relatos referências
 nominais aos protagonistas dos acontecimentos 
evocados, quando não sejam do conhecimento 
universal. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3665379842055848550?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3665379842055848550/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3665379842055848550' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3665379842055848550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3665379842055848550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/09/para-que-da-memoria-se-faca-historia_03.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-7401816794109328314</id><published>2010-09-03T23:13:00.003+01:00</published><updated>2010-09-03T23:22:48.109+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Episódios do “Verão quente de 75” -  II  (*)
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;2. Primeira experiência na Serra do Pilar&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No quartel do RASP (Regimento de Artilharia da Serra do Pilar), encontrei um ambiente ainda mais «revolucionário» do que no anterior GACA 3, de Espinho. Tudo já era diferente. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Comandava a Unidade um Major de Artilharia, homem experimentado, sensato, e de grande “tarimba” militar (hoje coronel, na sit. de reforma). Segundo soube, o seu antecessor (já falecido, no posto de coronel), não teria suportado a situação a que se tinha chegado, com a indisciplina grassante após o “25 de Abril”, havendo renunciado ao cargo. Estavam muito activas as ADU (Assembleias de Unidade), uma emanação da organização suvista (SUV - Soldados Unidos Vencerão) promovida em Agosto pela LCI – Liga Comunista Internacionalista. Faziam-se «plenários» amiúde. Era “dirigente” influente nesse «esquema» um oficial miliciano (Alferes), que tinha os seus assessores entre as praças. Uma espécie de «comissariado político».
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O diálogo com os elementos revolucionariamente mais activos do Quartel tinha de ser permanente, pois, por dá cá aquela palha, sempre apresentavam questões a resolver, reivindicações de toda a ordem e feitio. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nos frequentes “plenários”, eram factor de «desmobilização» intelectual as intervenções de um conhecido capitão da Unidade (hoje coronel na situação de reforma), homem com uma intrepidez imaginativa  fora do vulgar, de  espírito flamejante, e dotado de uma rica capacidade dialéctica. Também o próprio capelão militar, homem do Norte e de uma cultura filosófica afinada, ripostava à «maralha» marxista-leninista com argumentos adequados e imbatíveis. Lembro que, nas suas prelecções, chegou a versar temas sobre educação sexual, munindo-se  do «Fritz Khan», talvez  para, no âmbito da sua  missão formativa, ocupar, de modo mais  aliciante, o tempo  gasto  nas  arengas  de mentalização política, e desviar a mente da soldadesca para outras ideias menos agressivas. Importa referir que nem todo o pessoal das «assembleias» tocava música pela mesma partitura, mas, nessa conjuntura, a diferença exigia heroicidade, resultando daí uma espécie de sintonia geral forçada. Contudo, muitos tinham ideias próprias e não bebiam água pelas bicas de Moscovo ou de Pequim.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Recordo que, naquela altura, ao ouvir os «slogans» e as reivindicações dos revolucionários, eu dizia: «Fecho os olhos, e só vejo as “banjas” e as manifestações do PAIGCV», tais eram as cicatrizes que ainda marcavam o meu subconsciente, pela situação vivida, um ano atrás, em território da Guiné.
Os problemas no exterior também davam que fazer ao Quartel, e, frequentemente, um oficial (o já referido capitão, acima citado), como delegado da Unidade, tinha reuniões na Câmara de Gaia, com o elenco dirigente do Município. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Era um tempo de agitação, em que as forças políticas locais lutavam pelo domínio e liderança das massas populares. Certa vez, em dia de domingo, à tarde, o próprio elemento camarário que exercia as funções de presidente apareceu na Serra do Pilar. Esteve no bar de oficiais e mostrava receio do que lhe pudesse acontecer, dizendo que andava sempre armado de pistola, para sua defesa. Surgiam, em Gaia, manifestações anti-comunistas, e ele queixava-se de que, nesse dia, nos Carvalhos, no decorrer de uma sessão de esclarecimento, junto ao pavilhão do clube de hóquei, tinha mesmo sofrido ameaças à sua integridade física. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na Serra do Pilar, também a situação reivindicativa das praças não parava, a ponto de, como solução de recurso, o comandante ter decidido, em determinado dia, que “a partir de amanhã”, todos passariam a ter as refeições em comum no refeitório das praças. Foi, porém, o epílogo da indignidade, talvez inevitável, mas caiu-se a um nível de degradação impressionante, só lentamente corrigido com o passar do tempo: à hora da segunda refeição, oficiais, sargentos e praças, todos a monte, acotovelavam-se à entrada para o refeitório geral, e ocupavam as mesas, indiscriminadamente, à medida que junto delas chegavam. Não havia qualquer precedência de posto ou graduação (mesmo inversa). Todos iguais: na colocação das terrinas, na distribuição da comida, no levar para a copa os pratos e talheres, e rapar as sobras para os caldeiros respectivos... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E como podia haver conversa e partilha, à mesa, com pessoas culturalmente tão diferenciadas, com interesses específicos, e, se calhar, a desconfiarem umas das outras? Similar panorama se passava nas salas-bar de oficiais e sargentos... Eram frequentadas por todos. Um rompimento total na disciplina e tradições anteriores, a proporcionar um ambiente pesado e carregado de suspeições. Todos eram «iguais»... O respeito e a hierarquia, pilares estruturantes das relações entre militares, diluíam-se... Qualquer atitude tendente a corrigir alguma entendida anomalia podia ser considerada «fascista», a originar notícia nos boletins ou panfletos revolucionários, clandestinamente difundidos. Sentiam, os graduados, que eram permanentemente «vigiados» pelos subordinados, mesmo disfarçadamente, que logo comunicavam ao «sistema» revolucionário os seus deslizes relativamente aos seus padrões.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
        &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(Continua)
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(*) – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;São omitidas nestes relatos referências
 nominais aos protagonistas dos acontecimentos 
evocados, quando não sejam do conhecimento 
universal. &lt;/span&gt;
&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-7401816794109328314?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/7401816794109328314/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=7401816794109328314' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7401816794109328314'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7401816794109328314'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/09/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6626896578971031142</id><published>2010-07-27T23:04:00.003+01:00</published><updated>2010-07-27T23:14:37.933+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Episódios do “Verão quente de 75” -  I&lt;/span&gt;  (*)


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;1. Antecedentes&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Regressado da Guiné, para onde parti a 25 de Maio de 1974, em terceira comissão de serviço, voltei, em 24 de Outubro, ao GACA 3, donde tinha saído, e aí tomei contacto com a situação de convulsão que grassava na disciplina das forças militares... De resto, não havia muita diferença entre esta situação e aquela com que tinha deparado na Guiné, onde a indisciplina dos militares portugueses tinha caído a patamares insustentáveis, por de mais aviltantes e inimagináveis! Como a pessoa humana se descontrola, no mau uso daquilo que pensa é a Liberdade!...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De notar que, no GACA3, em Espinho, as coisas, pelo que ouvia falar, já estavam mais normalizadas. Comandava esta Unidade, nessa altura, um conhecido e bem conceituado coronel de Artilharia, homem que brilhava pelo seu fino trato e esmerada educação cívica e militar, organizativo até ao mais elementar pormenor, pelo que não podia dispensar nunca o seu bloco de apontamentos, fiel companheiro de todo o desempenho das suas funções profissionais, e até da sua vida particular.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Recordo-me também de que ali prestava serviço um capitão da mesma Arma, puro transmontano (hoje coronel, na situação de reforma), que conseguia contrapor uma certa moderação ao ímpeto revolucionário dos aspirantes milicianos que faziam a famigerada «dinamização cultural» pelas aldeias da zona de responsabilidade. Lembro-me, até, que, de certa vez, o substituí, por sua impossibilidade pessoal, na presidência de uma destas sessões, em Alvarenga (Arouca), onde fiquei estupefacto perante os temas e a argumentação correspondente desenvolvidos e defendidos pela equipa dos «dinamizadores». Tudo não passava de uma verdadeira “lavagem do cérebro” das populações, à boa maneira dos métodos revolucionários marxistas e leninistas. Era a “Revolução” em marcha, ideológica, dogmática, massificadora.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De outra feita, já ao fim da tarde de certo dia, e a solicitação do já citado comandante da Unidade, tive de ir resolver uma situação de conflito laboral, numa unidade fabril das proximidades, onde a RTP já se aprestava para registar imagens, fazer entrevistas, e noticiar o acontecimento. Isto, de resto, era já vulgar, um dado quotidiano, nessa altura. Situações difíceis, num país que tinha perdido o sentido da justiça, onde cada um puxava a brasa para os seus próprios interesses mais imediatos, e onde o horizonte do futuro se divisava sem esperança, enigmático, incerto, obscuro, ou mesmo absurdo.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, neste período, sentia-se que a Unidade militar de Espinho, apesar de tudo, estava devidamente comandada, ao contrário do que teria acontecido algum tempo antes, logo após o “25 de Abril”, em que os militares «progressistas» tinham chegado ao ponto de incluir o próprio comandante do Quartel nas escalas de serviço de limpeza da parada – faxinagem. Ao que se tinha chegado!...  
Entretanto, fui nomeado para a frequência de um curso (estágio), no IAEM - Instituto de Altos Estudos Militares, em Pedrouços (Lisboa), incluído numa turma de três dezenas de oficiais do meu Quadro. Aí conheci professores (militares do antigo Corpo de Estado Maior) de grande integridade profissional e moral, de apurada competência e conceituado renome. Alguns chegaram, depois, a generais e desempenharam altos cargos na organização operacional e administrativa do Exército.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Marchei para essa actividade em Fevereiro de 1975. Passei ali, em Pedrouços, o célebre “11 de Março”, onde acompanhei pela rádio, nesse dia, o acontecimento no “RALIS”, enquanto, à hora de almoço, todos assistíamos às evoluções dos caças a jacto, da Força Aérea, a picarem sobre o COPCON (Comando Operacional do Continente), logo acima, no forte do Alto do Duque. Ouviu-se, depois, dizer que os aviões estavam desarmados… Apenas intimidação de sinal contrário, dissuasão! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No dia seguinte, nas aulas, não havia serenidade… Não se falava de outra coisa. Os comentários e os comentadores eram dos mais diversos. Spínola tinha fugido de helicóptero para Espanha. Sabia-se, ainda, que tinha havido, entretanto, de noite, uma agitada Assembleia do MFA (Movimento das Forças Armadas), donde arrancou o ímpeto para as nacionalizações desenfreadas. Na turma do nosso Curso, notava-se a ausência de um “condiscípulo”, que apareceu dias depois, a contar o que se havia passado nesse tumultuoso encontro da “vanguarda” revolucionária – da qual era, de resto, elemento activo (veio a ficar conhecido, tempo depois, pela sua actuação num avantajado desvio de armas, que, segundo as declarações de outro prócer do Movimento, tinham ido cair em boas mãos).   
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Só regressei ao Norte no fim do curso, em meados de Julho, mas agora para ser colocado no RASP (Regimento de Artilharia da Serra do Pilar), devido à extinção da minha anterior Unidade - o GACA 3, de Espinho - entretanto superiormente decidida no decurso da reestruturação do Exército. 
         … … …
&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(Continua)
&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;(*) – &lt;span style="font-style:italic;"&gt;Por questão de ética jornalística, tenta omitir-se nestes 
relatos qualquer referência nominal aos protagonistas 
dos acontecimentos evocados, quando não sejam 
do conhecimento universal. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6626896578971031142?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6626896578971031142/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6626896578971031142' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6626896578971031142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6626896578971031142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/07/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3239167152211041828</id><published>2010-05-27T10:24:00.006+01:00</published><updated>2010-05-27T11:03:00.273+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_470WtFCZI/AAAAAAAAAac/VEuUZinAiAs/s1600/Painel+Guin%C3%A9.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 227px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_470WtFCZI/AAAAAAAAAac/VEuUZinAiAs/s320/Painel+Guin%C3%A9.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475879967562992018" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Em jeito de &lt;span style="font-style:italic;"&gt;"POSFÁCIO"&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; &lt;span style="font-style:italic;"&gt;(Foto: Um dos painéis de Renato Torres, pintor carvalhense - Palácio do Governo da Guiné, em 1974) &lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;“Para trás a saudade… Que futuro?!...&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Desta saudade e desta dúvida que enquadravam o meu espírito, ao escrever a última crónica dos meus “Apontamentos” - naquele mês de Dezembro de há quarenta e seis anos -, apenas persiste, agora, a primeira – a “Saudade”. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Saudade de um tempo que já está para “o outro lado do Tempo”… De um tempo que os, então, tão apregoados “ventos da história” engoliram, numa desastrosa turbulência que não deixou “pedra sobre pedra” sobre os feitos maiores de um Povo em séculos de construção.
Que futuro?!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois de Angola, nova missão em Moçambique, e, mais tarde, outra na Guiné, terras onde respirei o mesmo ar de um Portugal multirracial, multicultural e pluricontinental. Hoje já não existe a dúvida sobre o “futuro”, esse futuro que desabou como um “tsunami” sobre esta Pátria de heróis e de santos, numa pretensamente radiosa manhã primaveril de Abril. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Que futuro?!...
Recordo, por exemplo, da Guiné, aquela cena, já na descolonização, de um chefe de tabanca (aldeia) agarrado à sua bandeira verde rubra, que religiosamente guardava entre os seus pertences, a dizer que não se desfaria dela, mesmo com o perigo de o “PAIGC” a encontrar consigo e, por via disso, ver a sua vida ameaçada (coisas destas, testemunhou Almeida Santos, publicamente, a respeito do tão martirizado povo de Timor). 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E foi também com a alma perpassada pela negrura da tristeza que assisti, em Bissau, ao último arriar da Bandeira Portuguesa, na fortaleza da Amura, horas antes de entrarmos para as lanchas de desembarque (LDG) que nos haveriam de transportar ao encontro do navio Niassa, no alto-mar, nessa derradeira noite da presença portuguesa na terra que Nuno Tristão descobriu, e regou com o seu sangue, em Junho de 1446.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Que futuro?!...
O Futuro projecta-se em ideais… Mas, a História escreve-se com factos: com heroicidades, mas também com traições...; com exaltações de honra, mas também com ignomínias de cobardia.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E hoje os factos aí estão. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As dúvidas de ontem estão desfeitas com a realidade do presente. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não soubemos ou não pudemos terminar com êxito o ciclo da nossa História… Nem honrar aqueles que se sacrificaram e deram a vida, para construir essa História, ao longo de séculos de gerações, e à face do planeta. 
Já não há “Futuro”; apenas resta, aqui e em toda a parte por onde esta Pátria passou, a nostálgica Saudade… 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Saudade do Povo português e de uma Pátria que se chamou Portugal!

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;V. N. dos Santos
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Portugal - Junho de 2010&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3239167152211041828?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3239167152211041828/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3239167152211041828' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3239167152211041828'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3239167152211041828'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/05/para-que-da-memoria-se-faca-historia_27.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_470WtFCZI/AAAAAAAAAac/VEuUZinAiAs/s72-c/Painel+Guin%C3%A9.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1393573151837707291</id><published>2010-05-19T11:04:00.005+01:00</published><updated>2010-05-19T11:22:08.739+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_O40fCSf5I/AAAAAAAAAaE/G04LNA-eEfw/s1600/Eu.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 260px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_O40fCSf5I/AAAAAAAAAaE/G04LNA-eEfw/s320/Eu.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472921184009093010" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 21
&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Despedida&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ao tomar a pena, para escrever a última crónica destes humildes apontamentos, trespassa-me a saudade... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não a saudade desses momentos sombrios e terríveis da guerra  porque a guerra não pode deixar saudade , mas a nostalgia de uma terra e de uma gente, a que deixei prender o meu coração de português. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E também o pesar profundo por não ver no regresso camaradas que me acompanharam na vinda. Permitiu Deus que aqui ficassem a cimentar com as suas vidas os alicerces da Pátria lusitana, e a regar com sangue de heróis este solo pisado durante séculos pelos nossos missionários, e que os ventos da história, loucos, endemoninhados, pretendem devastar. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando o Chefe do Governo disse à Nação, com aquela firmeza do “sei o que quero e para onde vou”, que da hora se não podia perder um só minuto, senti ferver em meu íntimo o vigor natural da minha juventude. As imagens das primeiras partidas para terras de Angola causaram-me um enorme desejo de também seguir, e a satisfação veio pouco mais tarde, quando a hora se prestou para o cumprimento do serviço militar. Em dor, deixei os que me eram queridos, mas o coração transbordava de alegria, por assim poder ser útil à minha Pátria, nas fracas possibilidades que tinha. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Dois anos são volvidos, já. Missão cumprida, regressamos ao afago do lar, à doce paz na família. Grande foi a experiência vivida... Dura, cruel! Grande foi a lição que em terras de África consegui receber, como homem, como cristão, como português! Não fiz tudo o que, agora, em visão retrospectiva, compreendo seria possível levar a cabo... Mas, voltar atrás é impossível no domínio do tempo!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Graças Vos dou meu Deus por todos os benefícios que me destes neste período. São para Vós todas as minhas horas: as de alegria, as de sofrimento, as de amargura, as de solidão, as de perigo. Graças Vos dou, sobretudo, pelo benefício da vida, que poupastes à morte trágica, naquela hora traiçoeira e terrível. E peço-Vos perdão por todo a mal que em mim pode encontrar culpas. 
A todos os leitores de “Missões e Missionários”, na sucessão destas crónicas, procurei dar algumas centelhas de luz. Centelhas fugidias, mas, estou certo, de algum modo iluminadoras do seu espírito, para que nele melhor fosse recebida a realidade que nos envolve em África. Realidade de sentido profundo no Mundo e na História! A esses leitores que me acompanharam durante esta vintena de meses, eu rendo a minha inteira gratidão, pois compartilharam, com a sua assiduidade e atenção, do frémito de que se tomou a minha alma, em face dos nossos irmãos de cor. Bem sei que fui pobre em meus assuntos... De quanto vos não poderia eu falar!... Mas ainda que mais dissesse, sempre uma lacuna ficaria. É que a África  repito o que já tenho dito  só se aprende in loco! É, na realidade, de mistério e de sonho..., cativante, arrebatadora. Penetrar no espírito do aborígene, avaliar a potencialidade económica da terra, tocar o âmago social deste povo... É inebriante! E, sobretudo, quando tudo isto faz parte da nossa Pátria!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sinto-me feliz por ter vindo... Mas como poderia sentir-me satisfeito?... Mais, imensamente mais ficou para além do que se me ofereceu. Eis porque, ao deixar a África, sinto uma imensa saudade... e desejo de voltar. 
Ao Senhor Padre Lopes, digníssimo Director desta Revista, só posso ficar imensamente reconhecido, pelo carinho com que sempre recebeu a minha correspondência, e pelas palavras tão amigas e acalentadoras que sempre dirigiu, desde a primeira hora, a este soldado português em África. As suas cartas traziam vigor exuberante e cálido amor...,  vigor e amor que tão preciosos são para combater as correntes deletérias que atacam a juventude que aqui se bate. O calor do seu conforto levantava-me quando me via sem forças, e, num sussurro, ouvia em meu interior a voz da consciência: – Continua! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;África! Terra de missão... e de promessa!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando os marxistas-leninistas pensaram em arruinar as potências ocidentais, pela tomada da África, lançando sobre os povos árabes o negros os tentáculos do comunismo e da subversão, não contavam com o escolho que para eles se tornou Portugal. Não tomaram em consideração que, ao chegarem às províncias Portuguesas, não teriam unicamente uma operação de expulsar, mas de cortar. Portugal ganhou raízes em África, não veio apenas para sugar. Não importa o que fizeram alguns portugueses sem escrúpulos... Antes, importa, sim, para condenar atitudes particulares, pouco dignas ou indignas, tomadas por indivíduos de um povo, traindo a consciência nacional e histórica do país a que pertencem. Mas, fundamentar-se em factos isolados, para daí inferir uma linha de conduta histórica, é erro, é difamação, é desonesto! Circunstâncias históricas e a mentalidade de uma época permitiram a escravatura, mas a sensatez da razão aboliu tal, quando os espíritos, mais libertos da ambição, se deixaram vencer pelo coração e pela verdade. Isto só prova que, apesar de tudo, sempre prevaleceu o ideal supremo na Nação que em todas as épocas teve um denominador comum: civilizar, fazer cristandade! E se hoje se fala muito dos defeitos do passado, com amargor e espírito construtivo, isso só prova que o ideal português continua, na mesma constante de sempre, ainda que os homens, de quando em vez, os possam atraiçoar. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Acabada a missão de Portugal em África?... Longe disso! E se alguém disser que estamos atrasados décadas, a contrapartida só pode ser uma: empregar todos os esforços para recuperar. Perante a arremetida comunista, só resta permanecer de pé, rechaçar o ataque e… ficar! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mais do que nunca, hoje, que mercê de circunstâncias trágicas sentimos bem forte a alma portuguesa, temos oportunidade de afirmar ao mundo o que somos, praticando esse ideal que arrebata a nossa consciência nacional: fazer cristandade! Para realizarmos esse ideal nobre, temos de possuir uma mentalidade segura e esclarecida a respeito do que somos e do que queremos. Esta é a primeira batalha a travar! Só portugueses de fé e de querer, honrados e leais, conscientes das suas responsabilidades e da missão da sua Pátria; só portugueses que não destoam dos feitos e do nome dos seus maiores; só portugueses que vibrem a espada na guerra e levantam bem alto a cruz na paz; só portugueses que sejam ao mesmo tempo cristãos autênticos… poderão salvar a Pátria nesta hora de sacrifício. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não basta ter a nacionalidade... É preciso ser, ser português como os de sempre! É preciso resistir à devassidão, à ambição que ilude, à vida fácil e sem escrúpulos, ao mal... ao pecado! Esta é a batalha que o inimigo não descura. Se a vencermos, então e só assim, poderemos continuar a missão que do promontório de Sagres receberam os que antes de nós vieram há quinhentos anos. Mais do que nunca, temos hoje consciência dessa missão. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E se um dia pudermos dizer: “missão cumprida!”  (grande momento histórico esse, Portugal!...), quem poderá dizer que estes solos não são terra da nossa terra, e esta gente povo do nosso povo?!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Deixo Angola numa hora em que o ódio, espalhado por toda a África, mutila corpos, dilacera almas e arrasa civilizações... Mas peço a Deus que um dia me deixe voltar e ouvir ainda, como agora, essas meigas crianças, brancas, pretas e mestiças, à mistura, cantar em uníssono e no calor das suas almas puras: - “HERÓIS DO MAR, NOBRE POVO, NAÇÃO VALENTE E IMORTAL!...” 


      
      &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola – Dezembro de 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1393573151837707291?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1393573151837707291/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1393573151837707291' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1393573151837707291'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1393573151837707291'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/05/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S_O40fCSf5I/AAAAAAAAAaE/G04LNA-eEfw/s72-c/Eu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-5554554768071229371</id><published>2010-04-13T01:30:00.004+01:00</published><updated>2010-05-19T11:18:17.330+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S8O8WtCdJXI/AAAAAAAAAZM/HZxRKZSxyuE/s1600/Imbondeiro.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 237px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S8O8WtCdJXI/AAAAAAAAAZM/HZxRKZSxyuE/s320/Imbondeiro.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5459414271536211314" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 20&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Árvore das Patacas&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando eu era criança, ouvia falar na “árvore das patacas”, existente, naquela altura, lá para os lados do Brasil... E estava eu convencido de que, na realidade, havia a tão desejada árvore, e que, português que ao Brasil fosse, e abanasse a ramagem da dita, regressava rico. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Os tempos passaram. Fui perdendo aquela santa e inocente crença na famigerada planta e, até com decepção e tristeza, cheguei à conclusão de que o “fruto patacal” era colhido, não de uma frondosa e verdejante árvore exótica, mas de alguns expedientes e trafulhices…, embora para muitos, felizmente, a árvore não fosse senão o seu honesto e intenso trabalho, de tronco rodeado pelos espinhos do sacrifício. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Parece que hoje, porém, tal crença ou ilusão voltou a tomar muitas almas, e já não somente o Brasil possuirá o madeiro que tão precioso fruto dá – se é mesmo que não o perdeu - mas noutros pontos do mundo ele se levanta para muita gente, e pena é que o nosso Ultramar esteja neles incluído. Para aqui, correm muitos em ávida procura da sombra acolhedora dessa árvore que nos pode tirar da miséria, e sem mais nada considerar do que o seu dito fruto. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tal situação levanta enormes problemas sociais, que não são estranhos, não só ao indivíduo em si mesmo, mas também à Família, à Igreja, e à Economia da Nação - que se vê desfalcada no potencial humano de que tanto necessita na hora que passa. E o problema é tanto mais grave, quanto é certo que o País tem de empregar actualmente grande parte da sua juventude - que é o vigor da Nação - na defesa do solo pátrio, o que traz, já por si, inúmeras consequências humanas, sociais e económicas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não seria, então, de desejar que a corrente humana que se escoa para o estrangeiro, da qual, repito, muitos dos seus elementos vão simplesmente em procura da “árvore das patacas”, se encaminhasse para as Províncias Ultramarinas, onde agora mais do que nunca precisamos de marcar fortemente a nossa presença?!... 
Sim! Mas, importa não cair no erro a que uma visão simplista do problema nos leva. 
É que não basta vender a mobília, e mesmo a casita ou as terras que, se bem que modestamente, sempre iam servindo de ganha-pão quotidiano, comprar as passagens e arribar a qualquer cidade do nosso Ultramar. E há tantos que o fazem deste modo!... &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Efectivamente, é preciso vir com certeza, e não à sorte. Torna-se necessário que a nossa gente da Metrópole, por meio de idóneas entidades particulares, ou através de organismos oficiais e da especialidade, encontre nas Províncias Ultramarinas as condições propícias à sua à sua fixação, de modo a garantirem uma vida desafogada e útil, que seja melhor que a usufruída anteriormente. E não só ao Governo compete tomar as medidas tendentes ao desenvolvimento das Províncias, para que estas possam receber os eventuais excedentes populacionais da Metrópole, mas também às entidades particulares se pede o investimento adequado no mesmo sentido. A Nação precisa dos esforços de todos... Não imputemos unicamente ao Estado as responsabilidades. Ao esforço da juventude que no campo militar dá o que pode dar, mesmo a mais humilde..., aquilo que tem de mais precioso - a sua própria vida -, não se possa opor a traição daqueles que, no campo económico, procuram a retirada, como precaução e defesa mesquinha dos seus interesses particulares. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Vir para o Ultramar, pensando apenas em abanar a “árvore das patacas”, é acção digna de reprovação, e perigosamente arriscada. Mas há quem o faça, e não são poucos! Talvez movidas por ilusões fabricadas por uma propaganda fácil e atraente...; talvez empurradas por ambições que surgem em seu íntimo, ao tomarem conhecimento de êxitos rápidos alcançados por alguns, o certo é que chegam a Angola pessoas que só pensam no que vêm fazer quando põem pé em terra. Até aí, tudo era sonho de doce ilusão - vir para África -, mas a verdade é que, após o desembarque, não sabem, tantas, para que lado se hão-de virar. E, como os tostões são poucos, e a pensão, num trago, os comerá, não têm outro remédio senão começarem a pensar no regresso à terra mãe, depois de alguns dias a procurar emprego, sem resultado. E, consequentemente, são estas mesmas pessoas que vão dizer que isto está mau, quando afinal não saíram de Luanda, e, devido à sua situação desesperada, retomaram o barco de regresso, quase em pânico, e endividadas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Contra esta situação, levantou há tempos a sua voz o órgão da Arquidiocese de Luanda, “0 APOSTOLADO”, e a mesma mereceu já a atenção das entidades oficiais. Mas, apesar disto, ela continua a verificar-se. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ainda há dias, tive ocasião de ver em Luanda um pobre homem que pedia a um soldado seu conterrâneo uma ajuda monetária para regressar à Metrópole. Era um recém-chegado.... e já andava aflito para partir. E mais dois, ao que parece, lhe faziam companhia no infortúnio. Olhei para eles... Um trazia um ananás na mão, talvez para se convencer de que estava em África... E senti pena!... - e eu tinha razão (por motivos particulares e pessoais) para sentir pena!... 
Não! A “árvore das patacas” não existe, afinal! Não é chegar... dar uma abanadela, e voltar. Quem vier a pensar desse modo, esse é que ficará dentro em pouco abanado... e sem pataca no bolso. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola, ou outra qualquer Província, precisa de gente, mas não pede a ninguém que venha à aventura, e muito menos acreditando na ilusória “árvore das patacas”, porque ela não existe em lado nenhum do mundo. Nada se faz sem trabalho, e este por vezes é penoso, embora todo o trabalho tenha o seu prémio. Alguns dos que chegam arranjariam serviço no interior, mas esta ideia aterra-os: “o mato... é a guerra”! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Como seria bom que os barcos viessem cheios de portugueses dispostos a engrandecer a Província, e com ela a Pátria, pensando mais no que poderiam trazer a esta terra de missão, do que naquilo que dela haveriam de tirar; dispostos a trabalhar em qualquer parte, e não apenas em Luanda, com medo exagerado do “mato”, que, para os que chegam de novo, lhes aparece como prenúncio de morte.
E nesta Angola... - onde uma vara que se espeta na horta a servir de estaca, sem que se queira floresce e ramifica, e se torna árvore frondosa!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;… Mas nunca – nunca! – “Árvore das Patacas”!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola - novembro de 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-5554554768071229371?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/5554554768071229371/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=5554554768071229371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5554554768071229371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5554554768071229371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/04/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S8O8WtCdJXI/AAAAAAAAAZM/HZxRKZSxyuE/s72-c/Imbondeiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-624794440017040677</id><published>2010-03-08T22:40:00.009Z</published><updated>2010-03-08T23:02:23.031Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S5V-146Ky7I/AAAAAAAAAZE/Ki14GbRqvzA/s1600-h/Aptmts+Mar_10.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 204px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S5V-146Ky7I/AAAAAAAAAZE/Ki14GbRqvzA/s320/Aptmts+Mar_10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5446398788649012146" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 19&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Sanzala&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A sanzala é o habitat característico da gente africana que vive no mato. É constituída por um grupo de cubatas, habitações pequenas com um ou dois compartimentos apenas. Há cubatas feitas só de capim seco, cuidadosamente disposto e atado sobre uma armação de paus finos; outras, de barro amassado atirado à mão sobre paredes de pequenas pedras seguras por varas entrelaçadas; algumas, de adobes, numa construção mais adiantada, que são blocos secos feitos de barro misturado com capim. Vêem-se sanzalas com tectos de telha, mas, na maior parte, as cubatas são cobertas de capim e folhas de palmeira, numa disposição adequada, e não há água que por aí penetre. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O chefe da sanzala é o soba, eleito pelo povo e com autoridade sobre todos. Para questões delicadas, há um conselho de anciãos, que funciona como um tribunal... E eles zangam-se, se a autoridade administrativa é preferida à sua douta opinião. Sobre os sobas das várias sanzalas de um aglomerado importante, existe ainda um regedor, indivíduo de grande consideração entre o seu povo.  
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em cada sanzala existe, geralmente, um edifício mais espaçoso, construído de adobos, destinado a capela-escola, onde o missionário reza missa e ensina, ajudado pelos catequistas, nativos escolhidos e preparados para esse mister. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Antigamente, o preto vivia em núcleos dispersos situados segundo as condições naturais que melhor serviam as suas necessidades primárias. E, além destas, pouco mais ele tinha para lhe dar preocupação. Por influência da autoridade administrativa, os nativos passaram a habitar ao longo das estradas, em sanzalas mais ou menos ordenadamente construídas, deixando, embora com relutância, e nem sempre definitivamente, as aldeias do interior. A sua capacidade de adaptação e de construção, graças aos processos simples empregados e à facilidade de obtenção de materiais, que buscam no meio que os rodeia, ajudou-os a formar, aldeamentos mais vastos e bem localizados, que emolduram as estradas de Angola. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Alguns povos não deixaram de vez a mata, aí arraigados pelo seu primitivismo ancestral, naturalmente renitente às exigências das ordens administrativas, ou presos a ela pelas vantagens várias, como as condiç6es de solo e água para as suas lavras (hortas). Aquando da confusão, muita gente fugiu para essas aldeias antigas, instigada pelos elementos subversivos, deixando o triste espectáculo das sanzalas abandonadas, que se pode admirar ao longo das vias de comunicação do norte de Angola. Nestes três anos últimos, muitos povos voltaram, recuperados, aos seus aldeamentos, a fim de, refeitos ou arrependidos, iniciarem um nova vida, e com este objectivo se tomam medidas destacáveis, particularmente na zona de Carmona. 
Recordo com saudade a minha chegada a estas maravilhosas paragens africanas (vai fazer já quase dois anos, e parece que foi ontem; ao mesmo tempo, parece também que foi nos primeiros dias da minha vida…, tal é a marca que esta minha passagem pelo Ultramar deixa na minha alma, que tanto quer amar as coisas simples, mas plenas de sentido e de beleza):
 &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Com um punhado de rapazes, íamos à lenha para o rancho geral... A tarde, soalheira e quente, convidava a andar no exterior, apesar do medo de qualquer façanha terrorista inesperadamente surgida de qualquer canto, do capim ou de uma rocha mais agressiva. Havia poucos dias que a África nos tinha no seu seio. Não admirava, pois, o medo que nos invadia a todo o minuto e em todo o lado. Angola, e, nesta, a região que nos calhava, era ainda para nós um autêntico Adamastor, cheio de terror e de incógnitas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O machado, a golpes certeiros, manobrado por mãos firmes de um bravo soldado do Alto Douro, ia deitando aos poucos por terra uma árvore seca à beira da picada. Ao longe, divisavam-se alguns tectos de cubatas... A curiosidade e o espírito de patrulha puseram-nos a caminhar até lá. Passos lentos e seguros... mãos crispadas na espingarda -  que em nós incutia uma sensação forte de defesa...-, espaçados e mudos..., de olhos fitos em redor e meios cobertos pelo capim, fomos avançando. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;À nossa frente, ficou, dentro em pouco, uma sanzala abandonada, com cubatas alinhadas de um e de outro lado da estrada, algumas em ruína, outras semi-destruídas e queimadas pelo fogo posto. Era a sanzala “Santa”, uma de tantas que se podiam encontrar ao longo dos caminhos, marcadas com as insígnias da fúria do terrorismo. Mas era bela... poética... Acolhedor o seu conjunto ambiental. Frutos pendiam rosados das mangueiras frondosas... Flores silvestres enfeitavam o terreiro onde as cubatas se erguiam… Palmeiras dendém a chamar as galinhas do mato para o fruto caído no chão e ressequido... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A tarde finava. O sol aproximava-se bastante da linha do horizonte, oferecendo matizes alaranjados ao céu azul que nos cobria. A sua luz dourada beijava também pela última vez no dia aquele capim pardacento das cubatas envelhecidas pelo abandono, e o chão, duro como cimento, de batida terra amarelada.
Um tiro de reconhecimento por nós disparado cortou o silêncio daquele ambiente paradisíaco, mas depressa ele se fechou novamente atrás da trajectória daquela bala sem resposta. O medo desvanecera-se já... Antes, uma atracção enorme me infundia o desejo de ali ficar. Paz, sossego, beleza... Porque estava aquele lugar sem ninguém?... Porque tinha o povo fugido?... Que mais ele queria além do... tudo?... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eram as perguntas que me bailavam no cérebro, ainda pouco a par das manobras insidiosas do inimigo. E a resposta viria, nestes dois anos... Clara, por vezes dura, contundente. 

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola – Outubro, 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-624794440017040677?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/624794440017040677/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=624794440017040677' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/624794440017040677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/624794440017040677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/03/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S5V-146Ky7I/AAAAAAAAAZE/Ki14GbRqvzA/s72-c/Aptmts+Mar_10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-8726815263100618117</id><published>2010-02-12T15:16:00.002Z</published><updated>2010-02-12T15:28:20.919Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VzPpsfnpI/AAAAAAAAAY8/M-RWZSsFVRw/s1600-h/%C3%80s+m%C3%A3es+dos+soldados.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VzPpsfnpI/AAAAAAAAAY8/M-RWZSsFVRw/s320/%C3%80s+m%C3%A3es+dos+soldados.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437378837847449234" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 18&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Às mães dos soldados&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando aquele barco que nos trouxe deixou Lisboa, muitos lenços brancos acenaram num comovido e cruelmente doloroso adeus. Ali estavam, certamente, irmãos daqueles rapazes que partiam; ali, esposas e noivas; ali, mães, com o coração sangrando pela separação dos filhos queridos, cujo destino permanecia ainda sob o véu impenetrável do futuro incógnito e incerto. Elas viam partir para muito além do que a vista alcançava a carne da sua carne, aqueles para quem o seu carinho nunca tivera limites, o seu tesouro, a alegria da sua própria vida.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Todos sofreram ao ver partir os seus, mas, as mães, essas, irreconhecíveis na mole humana que gritava e agitadamente se despedia, não sofriam somente. Partiam com seus filhos, numa comunhão de amor e dor que jamais podia fenecer. Elas choravam, mas davam generosamente os seus filhos. Davam, porque só elas podiam compreender o grito lancinante dessa outra mãe - a Pátria. Sim, só tu, ó Mãe Portuguesa, compreendes a emergência da hora que passa, tão perigosa e tão rude, tão decisiva e tão pesada. Só o teu coração pode sentir a chaga que tão insidiosamente abriram ao teu Portugal, porque só a tua maternidade pode ser posta em paralelo com o valor de uma Pátria! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Outros navios partiram desde então, como antes também tinha já acontecido. Outros lenços brancos volitaram nos ares, outras lágrimas rolaram nas faces ternas de outras mães. E algumas dessas lágrimas...  jamais deixarão de cair. A dádiva foi total! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tenho à minha frente uma carta mal escrita de uma pobre mãe que perdeu seu filho nesta luta. Nas suas palavras, ditadas a um outro filho pequeno, transparece a dor, mas de modo nenhum se nota nelas desespero. Morreu o seu querido, como lhe chama a pobre mãe. Em casa, era um céu aberto com ele; mas, um dia, ele partiu para sempre ... Oh! Virgem Santa! Também o teu Filho amado te deixou, um dia, para nunca mais voltar... a não ser no fim dos tempos, para julgar os homens. Os pecados da humanidade pesaram-lhe em terrível fardo, e por eles foi pregado numa cruz, condenado à morte. Que mudou o mundo em dois mil anos, ó Mãe? Os crimes do homem continuam a abrir com o seu punhal odiento o peito das nossas mães, como, naquele tempo, as sete espadas de dor atravessaram o teu Coração Imaculado!...  
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Oh!, meu Deus! Cada vez a imoralidade parece grassar mais sobre a terra! Eis que a rádio e os jornais nos trazem horrendas notícias. Já não respeitam sequer as crianças inocentes... Vês, Senhor, essa pobre juventude abandonada ao sabor da corrente mundana?... A família deixou de ser um templo, para ser um foco de vícios! Mas, aplacai-Vos, ó Deus omnipotente e misericordioso. Se troa forte o canhão da guerra, mais forte ainda é o clamor que se eleva até Vós e que brota do coração das mães Portuguesas. Elas deram seus filhos, aquilo que para elas era tudo; aqueles por quem tanto sofreram para que viessem ao mundo. Elas continuam a ser hoje, Senhor, aquelas mulheres que Vos acompanharam no Calvário, contra a indiferença dos que se esquecem de Vós. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quanto não deve a Pátria às mães de Portugal!... Todos falam desta guerra. Todos são juizes e se arrogam o direito de julgar, quase sempre negativamente, a conjuntura que nos cerca. Todos pensam trazer em seu bolso a solução para os graves problemas que nos afligem. Mas, só a mãe Portuguesa, que sente a guerra na sua própria carne; só a mãe Portuguesa, que é bem a encarnação da Pátria; só a mãe portuguesa, que seus filhos dá em sacrifício, permanece na verdadeira consciência desta guerra. E ela não desespera, não blasfema, não se revolta. A sua dor é enorme, mas é maior a sua nobreza.  A perda dos filhos que morrem é incomensurável, mas a sua alma não sente o vazio e o remorso dos que fogem espicaçados pela traição ou simplesmente por cobardia. . 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Continua a mãe, na sua carta humilde, que já atrás referi: 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;«O meu querido filho nunca poderá ser esquecido. Tenho desgosto de estar tão longe e de não poder visitar a sua campa. Gostei muito de saber que houve homenagem e missa por alma de todos os que têm a infelicidade de aí ficarem caídos pela Pátria». 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Oh!, Mãe humilde, mas de coração tão rico! Não!... O teu filho nunca ficará esquecido, porque a Pátria, como tu, sempre o terá presente no seu peito! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Honra, glória e gratidão, a vós todas, ó mães dos soldados de Portugal, que, como naquele ano de 1918, em que tanto sofrestes pelos flagelos da guerra, sustentais as colunas da Pátria com o clamor das vossas orações, e dais alento a nós, vossos filhos, para defendermos o solo sagrado da Pátria lusitana. Deixai falar os ímpios e os traidores. A sua voz é vento que passa, mas esse clamor que se expande das vossas almas é força e vida, e chegará solícito e agradável aos céus. Há-de ecoar para todo a sempre, na História, e na Eternidade de Deus. 

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola Setembro - 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-8726815263100618117?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/8726815263100618117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=8726815263100618117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/8726815263100618117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/8726815263100618117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/02/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VzPpsfnpI/AAAAAAAAAY8/M-RWZSsFVRw/s72-c/%C3%80s+m%C3%A3es+dos+soldados.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6593150712354949239</id><published>2010-02-12T15:02:00.004Z</published><updated>2010-02-12T15:14:22.432Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VvQr0KxnI/AAAAAAAAAY0/Y4mq5rQqoEE/s1600-h/P%C3%B4r+sol+B.+Monteiro+1963.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VvQr0KxnI/AAAAAAAAAY0/Y4mq5rQqoEE/s320/P%C3%B4r+sol+B.+Monteiro+1963.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437374457549866610" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 17&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;

&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O Sol desponta novamente
&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O Povo sabe que a guerra ainda dura em Angola... como em toda a parte... em todo o mundo! Sim. É uma guerra total, ideológica, de civilizações. Total, embora se pretenda situá-la em alguns pontos geográficos exclusivos; ideológica, ainda que as armas nela vomitem metralha; de civilizações, mesmo individualizada em povos ou nações. É uma guerra de sobrevivência: a civilização cristã resistindo às arremetidas dos materialistas utópicos - do anti-Cristo - que pretendem fundar uma paz longínqua (a “paz dos mil anos”) sobre alicerces de sangue. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Foi esta guerra que sobre nós se abateu em 1961, como sobre outras nações, antes ou depois, em obediência a planos revolucionários desde há muito concebidos para dominação do Mundo. Passámos momentos difíceis, mas depois da noite escura e sangrenta daquele Março e dos tempos mais ou menos cruéis que se seguiram, começa a despontar o sol novamente... O sol radiante da paz e do amor, do progresso e da ordem, da salvação social e da reconquista espiritual, não obstante alguns bandoleiros ainda permanecerem acoitados em alguns pontos de difícil acesso, prontos a desferirem os seus golpes fatais, quais feras mortalmente atingidas lançando o ataque do desespero final. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Poderão dizer que o terrorismo ainda não foi completamente exterminado, e que bandos de facínoras se treinam no exterior para prorrogarem a luta. Mas, este sol que desponta aquecerá todos os corações, e o banditismo morrerá à míngua de apoio por parte das populações. Estas, experimentadas por uma terrível e dura prova, não mais alimentarão outro desejo que não seja o de continuarem a ser portuguesas e de mais engrandecerem a sua terra de Angola - Portugal. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A guerra continua... Mas à guerra das armas segue-se uma guerra de acção social e espiritual. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há tempos, encontrei um capelão militar que fundou nesta Província uma Missão de Leigos: o célebre jesuíta Rev. Pe. Manuel Pires da Silva. Contou-me ele que, em determinada região, onde, antes, os nativos fugiam aos missionários religiosos, os leigos começaram a penetrar e habilmente cativaram as simpatias daquela gente atemorizada, através de ensinamentos diversos e interessantes. Daí à catequese, não foi muito, e assim se abriu para aquele povo desconfiado o caminho da luz cristã. Em muitos outros pontos, embora não com tão esmerada organização, se está a exercer também acção meritória através de elementos militares, chegando a haver casos de ensino técnico profissional. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O Dr. Pinheiro da Silva, Secretário Provincial para a Educação, tem desenvolvido notável trabalho no campo escolar, destacando-se, em particular, a obra das cantinas, inovação que muito veio trazer de bem à juventude angolana. É com grande consolação que se verifica o maior êxito nas suas visitas por terras onde o terrorismo dominou, e que agora são iluminadas por este sol novo do ressurgimento angolano. Os Estudos Gerais Universitários são uma prova convincente desse renascer das cinzas. Não foi em vão que esse português teimoso sulcou as águas, deixando para trás tudo o que tinha de seu e de mais amado, e de armas na mão aqui velo lutar... e morrer. Não foi em vão, e não o será persistir ainda nessa luta que nos travam, e onde quer que ela rebente. Os braços que seguram as espingardas também saberão sustentar a Cruz, e hão-de levantá-la sempre bem alto, como o fizeram os portugueses teimosos de antanho. E as vidas em holocausto dos que caem pela Pátria, aos golpes traiçoeiros do inimigo, são bem o grito da generosidade do Povo Lusitano. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A Nação, ferida, saberá levantar-se e retomar com mais vigor a sua vocação histórica. Um povo que é experimentado pelo sangue derramado na luta, ganha uma nova vitalidade. A guerra que sobre nós caiu ainda dura! Na Guiné e em Angola, o inimigo ainda espreita e ataca. Mas um ar fresco de manhã primaveril se faz sentir depois de uma noite escura e tremenda. O sol da caridade de Cristo desponta novamente, e rasga as trevas do ódio, que perverte as almas.

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola – Agosto de 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6593150712354949239?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6593150712354949239/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6593150712354949239' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6593150712354949239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6593150712354949239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2010/02/apontamentos-de-um-soldado-em-africa.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/S3VvQr0KxnI/AAAAAAAAAY0/Y4mq5rQqoEE/s72-c/P%C3%B4r+sol+B.+Monteiro+1963.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-5480040951900512369</id><published>2009-12-02T22:01:00.002Z</published><updated>2009-12-02T22:11:04.870Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Sxbl7sj3Y5I/AAAAAAAAAYM/KGYzcHiQb2Q/s1600-h/Igreja+Ambriz+1964.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 235px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Sxbl7sj3Y5I/AAAAAAAAAYM/KGYzcHiQb2Q/s320/Igreja+Ambriz+1964.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5410764816068862866" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 16&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O Óbito&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tinha acendido as velas do altar-mor, quando à porta da pequena e pobre igreja ouvi um reboliço acompanhado do correr de fechos. Preparava-me para receber a sagrada comunhão, e o sacerdote já se encaminhava da sacristia para o altar, a fim de satisfazer o meu pedido. A missa era de réquiem, e apenas seria rezada dali a meia hora. Havia falecido no hospital da vila uma pobre mulher nativa, a quem o enfermeiro, cristão, baptizara poucas horas antes da morte a que a tinha levado uma doença não cuidada a tempo. Por isso, eu pedira ao padre que me ministrasse, antes, a comunhão, pois me causava atraso esperar pela missa de corpo presente dessa pobre mulher, a quem Deus se tinha aberto nos derradeiros momentos da vida. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, ao olhar para trás, a saber, num gesto espontâneo e mecânico, o motivo do barulho, vi com espanto que um grupo de pretos, homens e mulheres, carregavam uma urna para dentro da igreja. Traziam consigo duas cadeiras, para nelas apoiarem o caixão, ao mudarem de mãos, pelo caminho. Dirigi-me ao pároco e contei-lhe rapidamente o acontecido; e, um e outro, não pudemos conter o riso, tão inesperado era o que se estava a passar. Eram oito horas e meia da manhã. O funeral estava marcado para as nove. Mas, talvez pensando poupar trabalho ao ministro de Deus, talvez impacientes com a lenta aproximação da hora, ou talvez ainda para adiantar tempo, não esperaram que o sacerdote fosse levantar o corpo, e vá de levá-lo quanto antes para a igreja. No fundo, essa pobre gente procedera tal quanto a sua ignorância religiosa o permitira, tanto mais que alguns dos elementos do grupo deviam ser pagãos, como pagã fora quase até ao fim da vida a defunta ali presente. 
Refeito do incidente, o sacerdote (capelão militar acumulando as funções de pároco) resolveu então, para minimizar os males, celebrar a missa e, terminada esta, acompanhar o préstito ao cemitério. 
Mas não findara por aí o dia... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;À tarde, nova turma de gente se apresentou à porta da igreja. Era outro funeral. Mas, desta vez, tratava-se de uma criança que não era baptizada, e, portanto, não podia ter cerimónias religiosas. E o grupo dirigiu-se, então, para o cemitério municipal, do mesmo modo como até ali viera. 
Já na minha crónica anterior fiz referência ao problema pastoral, missionário, desta terra. Os casos atrás narrados elucidam em certa medida a sua gravidade. 
Os nativos estão habituados a enterrarem os seus mortos à sua maneira. Quando há óbito, há comida e bebida, e isto torna-se frequentemente uma ocasião de diversão para aqueles a quem a dor menos aflige. As famílias visitam os enlutados e levam panos ou mantas que servirão para cobrir o morto, que neles será embrulhado e metido no esquife. As mantas que sobram são distribuídas, depois, pelos doridos. 
.Não admira, assim, que, habituados aos seus costumes pagãos, os nativos tenham procedido de maneira tão simplista. De manhã, o funeral era talvez um dos muito poucos que levavam padre, e os indígenas acharam que estavam fazendo uma grande coisa, ao transportarem, sem mais nem menos, o corpo para a igreja, ao encontro do sacerdote; de tarde, pretenderam, sem qualquer fundamento, seguir o exemplo do primeiro funeral, não sabendo, sequer, a diferença que aquele punha em plano superior (em termos religiosos). À tarde, era o enterro de um não baptizado. Teria sido diferente, se, seguindo os conselhos já dados pelo pároco, este tivesse sido solicitado na hora derradeira. 
Quanto estas almas pedem missão!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já expus, também, no mês passado, as dificuldades que atormentam o pároco, impotente para tão grande e tão diferenciado rebanho. Capelão militar, ele irá embora daqui a alguns meses. Outro virá, na melhor das hipóteses, mas outro, diferente. Depois, ainda outro… Oh! Como é grande a seara, e os operários tão poucos e sem meios!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A hora que passa é a “Hora dos Leigos”. Não de alguns... de todos! De todos os cristãos, para que, unidos à Hierarquia, façam renascer a Igreja. Na África, o tempo urge. O terrorismo não é mais que um indício de que vamos atrasados! Estamos numa época de velocidades. Tudo corre, e também correm os conquistadores da pessoa humana. Nós, portugueses - todos -, temos de olhar de frente o problema. A gente do Ultramar pede, mais do que nunca, muitos e santos missionários. Mas, enquanto eles não chegam, que todo o branco traga uma cruz na mão, no peito uma chama ardente de caridade, na alma uma formação sã e arrebatadora. Este ideal está, porém, longe de ser atingido... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Graças a Deus, que já há missões de Leigos, em Angola. Amplos são os resultados. Mas, é preciso mais!...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Com os capelães militares, o problema missionário, agravado ao máximo com o terrorismo, foi em parte atenuado. Mas a solução é precária, e a isto conduz o carácter nómada destes sacerdotes. E, ainda, os capelães militares veriam o seu trabalho mais frutífero, se a seu lado trabalhassem os leigos com igual ânsia de apostolado. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De todos os cantos do torrão metropolitano saem jovens para as fileiras do Exército, para que no Ultramar mantenham íntegra a nossa Pátria. Importa prepará-los, para que sejam ao mesmo tempo soldados do Exército de Cristo. A Acção Católica tem aqui um grande campo de trabalho... E todos nós, todos vós, os que ficais. Orai! 
&lt;span style="font-style:italic;"&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;Ambriz - Angola, Julho de 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-5480040951900512369?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/5480040951900512369/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=5480040951900512369' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5480040951900512369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5480040951900512369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/12/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Sxbl7sj3Y5I/AAAAAAAAAYM/KGYzcHiQb2Q/s72-c/Igreja+Ambriz+1964.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4891220071621974170</id><published>2009-11-03T15:29:00.006Z</published><updated>2009-11-04T17:59:48.903Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBOObvYmvI/AAAAAAAAAX8/Ob7ux60ptOo/s1600-h/Aptmts+Nov+09+2.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBOObvYmvI/AAAAAAAAAX8/Ob7ux60ptOo/s320/Aptmts+Nov+09+2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399901963088861938" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBOJAyvnAI/AAAAAAAAAX0/i-cAWbZnPSY/s1600-h/Aptmts+Nov+09.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 228px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBOJAyvnAI/AAAAAAAAAX0/i-cAWbZnPSY/s320/Aptmts+Nov+09.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399901869955849218" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 15&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Novas terras, novas gentes&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O soldado em Angola quase se assemelha ao cigano, que, nunca estando bem numa terra só, procura continuamente novas paragens, em cumprimento do nomadismo que lhe está no sangue. Obedecendo a ordens superiores, eis que, também, não podemos nós ganhar raízes num único torrão, pois é mister que novos horizontes busquemos, a fim de que nos seja dado um relativo e legítimo bem-estar, após tempos passados em sacrifício, ou, saindo de uma zona mais ou menos calma, atendamos ao chamamento de outras onde se reclamem novas forças e frescos ânimos. 
Isto permite ao soldado melhor conhecer esta Angola que o chamou e mais aprenda da maneira de ser da sua gente, que, de região para região, tão manifestas diferenças apresenta. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ficaram para trás essas matas tão frondosas como cheias de perigo, onde sangue dos nossos foi vertido, a selar para sempre a portugalidade destas terras; ficaram os penhascos agressivos e as picadas poeirentas e traiçoeiras; ficaram as emboscadas assassinas de uma guerrilha alimentada pelo ódio e pela subversão internacional comunista. Nova terra, agora, nos acolhe, mais atraente e mais calma, bafejando-nos com a brisa do oceano, no cair das tardes quentes e multicoloridas deste céu africano. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Novas terras... novas gentes! Novas gentes… novos problemas! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Enquanto que, antes, ocupávamos uma região praticamente abandonada, esta apresenta uma população mais ou menos numerosa, com brancos, mestiços e pretos. O habitat do aborígene, aqui, não se diferencia muito do tradicional. A sanzala situa-se na periferia da vila, ou junto ao mar. Não tendo a mata para se dedicar ao café e à caça, os homens ocupam-se da pesca e no trabalho das salinas. As mulheres, contudo, continuam a tratar das lavras (hortas), onde homem não mete mão; elas encarregam-se da agricultura, para cujo trabalho não causa impedimento o filho que trazem às costas ou que, enchendo-se de terra, brinca a seu lado. E é de certo modo consolador ver esses bocados de solo arenoso começarem a verdejar poucos dias após a sementeira, como retalhos pluriformes na extensa zona plana junto à praia. Deitaram à terra milho e jinguba (amendoim), utilizando ainda processos rudimentares, primitivos, mas as sementes hão-de germinar e contribuir grandemente para as suas subsistências. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O problema pastoral é de acuidade extrema. Grande parte da população nativa não é baptizada, embora se verifique, neste campo, uma tendência bastante acentuada e positiva por parte dos naturais. Mas não é fácil, como à primeira vista pode parecer, aproveitar esse movimento em procura da pia baptismal. Impunha-se organizar o catecumenato, cuidar mais da seara; contudo, o trabalho é sobremaneira pesado para o pároco local, cuja função é desempenhada em acumulação pelo capelão militar, que além das suas ovelhas paroquiais tem a tropa, espalhada por várias locais distantes, e que de modo algum poderá abandonar. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Alguns problemas de ordem moral, e de certo modo graves, se levantam também entre a juventude indígena, particularmente nas raparigas. A não ser a catequese, e, a este tempo, em precárias circunstâncias, nenhum movimento de apostolado existe na comunidade. E à juventude, a não ser a Igreja, mais ninguém pode aqui ensinar um caminho de plena realização de vida. A gente africana - já o disse nestas crónicas - tem pouca experiência dos padrões da  nossa civilização, e, por outro lado, possui sentimentos delicadíssimos. O contacto com o europeu, quando este tem mais defeitos do que qualidades a pesar no prato da balança, pode ser-lhe, e é geralmente, prejudicial. Pode destruir-se o seu sistema tradicional de vida, sem integração natural num outro que supere o antigo. A facilidade com que, por isso, o indígena é influenciável pode permitir o caos moral... e é muito triste quando isso acontece! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O terrorismo, com o abandono de algumas fazendas e a consequente delimitação das áreas de livre circulação, trouxe algumas dificuldades em matéria de alimentação. Tal ferrete deixou também as suas marcas no quadro humano desta região, facto de que as crianças são a sua mais viva e negativa expressão. 
Não fique o leitor desta crónica, e por ela, com ideias aterradoras sobre o que nos cerca. Não! Situações destas encontram-se em todo a mundo, e seria criminoso escondê-las. Importa encará-las de frente e combater os males pondo os problemas em equação... Mas estas equações sociais não se podem submeter unicamente aos números da Estatística; a incógnita continuará persistente, se a caridade de cada um nós, em todos os prismas porque pode ser vista, não for uma realidade activa. Tal como noutros sítios já, vi o preto pedir trabalho e executá-lo como o branco, ou melhor. Daqui se prova, ao contrário do que muitos pretendem fazer crer, que o africano não é um preguiçoso por natureza. Ele trabalha, se as suas necessidades lho determinarem, e com ele podemos contar para a restauração da terra que ele e nós amamos, irmanados num mesmo ideal cristão o patriótico. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Eis que encontramos, por conseguinte, um novo campo de luta. Luta que já não é propriamente de armas, mas de corações e de almas. Que Deus nos ajude a cumprir a nossa missão durante estes meses que aqui estivermos: a trabalhar, se necessário mesmo para além das nossas forças.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Ambriz - Angola Junho de 1964&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4891220071621974170?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4891220071621974170/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4891220071621974170' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4891220071621974170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4891220071621974170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/11/para-que-da-memoria-se-faca-historia_03.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBOObvYmvI/AAAAAAAAAX8/Ob7ux60ptOo/s72-c/Aptmts+Nov+09+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2361512440209847244</id><published>2009-11-03T15:17:00.007Z</published><updated>2009-11-04T17:56:03.462Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBLOPaGF-I/AAAAAAAAAXk/HdWizkNqdY8/s1600-h/Aptmts+Out+09.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBLOPaGF-I/AAAAAAAAAXk/HdWizkNqdY8/s320/Aptmts+Out+09.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399898661243459554" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 14&lt;/span&gt;
&lt;span style="font-style:italic;"&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Moralidade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há tempos, li, numa revista angolana, um protesto escrito pela sua própria Direcção contra uma carta que alguém, com razoável bom senso, dirigira àquele órgão de imprensa, desaprovando certas ilustrações mais ou menos mundanas que o mesmo publicava de quando em vez. Li... e senti tristeza ao tomar conhecimento do critério pouco seguro e capcioso que essa revista utilizava para justificar as suas gravuras. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não é sistema novo, explorar o sensualismo do leitor para que qualquer publicação atinja grandes tiragens. Infelizmente, a formação moral da nossa gente parece ter entrado em decaída. E se tal se pode afirmar da gente já madura, é trágica verdade que a nossa juventude sofre horrivelmente de idêntico mal. Assim, o melhor meio que qualquer editor menos sério tem a utilizar para obter grandes vendas das suas obras é “prantar” nas suas capas espampanantes figuras manchadas pelo indecoro moral, e célebres, muitas vezes, pelos escândalos mais escabrosos. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Só uma consciência empedernida poderá ficar insensível perante tais agentes de corrupção e, até, negar os seus efeitos tão deletérios. Só uma mente pervertida pode atribuir a esses manejos do mafarrico uma benéfica manifestação da mais pura arte. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Atravessamos um período acutilante, neste aspecto da vida. A pornografia, descarada ou camuflada, entra por todas as portas e em toda a parte. Vozes diversas têm clamado por todos os cantos contra esta invasão terrível. O alarme chega a tocar nos próprios estabelecimentos de ensino. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Também em Angola a campainha tem de soar. Quem pode – e todos podemos - deve trabalhar contra esta arremetida do inimigo. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Alguém disse, há muitos anos: “A corrupção há-de penetrar de tal modo em vosso meio, que, quando os vossos exércitos forem chamados a intervir, eles se desmoronarão. Não há dúvidas, pois, quanto à táctica inimiga. O materialismo marxista penetrará por qualquer forma e com os meios mais apropriados. A nossa juventude, uma vez pervertida, entrará nas fileiras já vencida e sem forças para segurar as armas. E mesmo sob a farda, os ventos da imoralidade não deixarão de a sacudir, porque eles nada poupam. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há quem chame à pornografia “motores de arranque”. Talvez, à semelhança de imoralidades praticadas em algumas guerras, com o fim de levantar o ânimo à soldadesca vencida pelo tédio!...  
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ah!... Se todos os exércitos tivessem um Nun'Álvares por chefe!... Que outro lenitivo mais forte pode um soldado cristão escolher, se não o seu Cristo, que no madeiro resgatou o mundo?!...  Foi a Cruz que se ergueu sobre a terra, e não o abismo da ignomínia e da devassidão! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Clamemos, clamemos sempre! Lutemos, lutemos sem tréguas! Rezemos, rezemos com piedade! O inimigo avança traiçoeiro e quer minar os alicerces da nossa integridade. Urge abrir os olhos aos incautos. É grande mister sanar o ambiente conspurcado pelas mais corrosivas produções, e, sobretudo à nossa juventude, mostrar a luz deslumbrante da verdadeira moralidade, sem a qual a vida é caos insuportável.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Angola - Maio de 1964&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2361512440209847244?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2361512440209847244/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2361512440209847244' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2361512440209847244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2361512440209847244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/11/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBLOPaGF-I/AAAAAAAAAXk/HdWizkNqdY8/s72-c/Aptmts+Out+09.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1310557797759223876</id><published>2009-11-03T14:49:00.006Z</published><updated>2009-11-04T17:53:45.548Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBEUyoTNTI/AAAAAAAAAXc/_3obgE7phu8/s1600-h/Farol+de+Ambriz+-+1964.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBEUyoTNTI/AAAAAAAAAXc/_3obgE7phu8/s320/Farol+de+Ambriz+-+1964.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5399891077196100914" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 13
&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Da guerra ao lar amado &lt;/span&gt;


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Entrei naquele enorme charuto alado...  Quase abafava sob o calor do seu ambiente fechado. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Lá fora, uma multidão se acotovelava ainda, em disputa de prioridade na estreita passagem da escada que dava acesso ao boeing. Quase parecia impossível como dentro de escassos minutos aquela mole imensa se tinha acomodado toda nas cadeiras suaves do avião. Mais uns segundos, e Luanda ficava de baixo dos meus pés... para, em breve, ir passando para trás mais e mais, até se perder no fundo do horizonte. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O ar tornava-se agora mais fresco e, mais tarde, ficou, mesmo, frio, a ponto de me fazer doer os pés. Inclinei as costas da cadeira para trás. Levantei os olhos e, pela escotilha, reparei que lá no fundo... muito fundo já, a terra fugira até quase se dissipar. Passáramos já Ambriz, Ambrizete, St. António do Zaire... - pequenos desenhos na face distante do Globo. Angola ficava... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Recostei-me e respirei fundo. Parecia um sonho, mas era realidade: depois de quinze meses, ia, enfim, voltar a ver aqueles rostos queridos que deixara com os olhos marejados, naquela doca de Lisboa. Dentro de horas, ao noitecer, apenas, poria pé firme em Lisboa, e, depois, rumaria ao Norte, em busca do lar amado. Oh!, Deus! Obrigado! Que mais pode um soldado desejar, fora do cumprimento do sagrado dever, do que voltar à terra em que nasceu, e beijar aqueles que o trouxeram ao mundo?!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ainda havia poucos dias desde que a morte rondara de novo pelos nossos. Num ataque inimigo, mais um jovem português dera a vida pela Pátria. Horas um pouco amargas se passaram nesses momentos. E como que num abrir e fechar de olhos, a guerra se tornava, agora, para mim, distante... Para trás, para trás... mas só por um mês. Tempo, contudo, suficiente para respirar lufadas de ar retemperador metropolitano; para receber os afagos cheios de lenitivo vital do ambiente familiar. 
Em poucas horas, Lisboa voltava a acolher-nos no seu seio. Mas... - que ingrata! - a quem vinha do sol quente do céu africano, oferece um frio incomodativo, uma temperatura de onze graus centígrados. Ingrata?!... Incomodativo ?!... Oh!  Na verdade, não podia ser de outra forma. Lisboa dava o que tinha, do que era mesmo de seu. Era o seu beijo de boas vindas. E como, ao sentir esse frio, a princípio importuno, senti consolada a profunda nostalgia que há mais de um ano me dilacerava a alma! Sempre tivera saudade do frio da saudosa Metrópole... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;No mesmo dia da chegada, um comboio me traz veloz aos braços dos que deixara. Mas se uma alegria exuberante me invadia o coração..., a minha alma conservava uma lacuna, onde habitava uma preocupação também nostálgica e dilacerante. Neste céu de felicidade que agora me começava a cobrir, não podia expulsar do pensamento os camaradas de armas que continuavam no campo da luta. Impossível olvidar aqueles bravos e simples rapazes que sempre tive sob as minhas ordens e que comigo passaram momentos de angústia e tensão. Jamais, pois, poderia considerar-me afastado dessa guerra que, ao levantar de Luanda, me parecia ficar pelas costas. Longe, sim, e sob os carinhos dos que me são amados, sinto-me, também, no meio dos que continuam sofrendo nas matas e savanas, nos montes e vales, nas traiçoeiras estradas do norte angolano, ou no isolamento dos acampamentos, onde o conforto falta. Ficaram... e eu vim. Ficaram... para que eu pudesse vir. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Só agora compreendo o que muitos não querem ver. Só agora sinto a tua abnegação, ó soldado humilde português que no Ultramar labutas para que outros, longe do troar das armas, vivam a paz doce de seus lares. E tu, heróico, esforçado, insensível à dor e à tristeza, não pedes sequer um agradecimento... uma única palavra... nada! Lutas sob a força do teu ideal – a Pátria, onde todos - em teu coração - têm laços de família. Lutas e morres também, ainda que o não penses, pelo teu Deus, que te criou. Longe... mas presente! Alegre... mas sofrendo! Afinal, rapazes que me acompanhastes, continuo a vosso lado. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ouço também aquelas palavras dos pobres nativos de quem me fui despedir na hora da partida, e que circunstâncias determinadas pela rotação do dispositivo de forças não permitirão, talvez, voltar a vê-los. Ficaram tristes. Era para eles – disseram – “o nosso pai e o nosso mãe”... E eu ia deixá-los! Lembro a todos com saudade, e jamais deixarei de ouvir essa exclamação, autêntico grito de chamada missionária. Recordo, ainda, aquela última frase de uma simples mulher do povo, mãe de duas ternas crianças, e amparando mais uma de tenra idade, cujos pais na mata ficaram: -“ Goze muito boa viagem, nosso! ...”
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola já tinha ficado lá muito para atrás... O avião rasgava as alturas do céu... à procura do seu destino. Mas, Angola continuava a acompanhar-me nas entranhas da alma... Continuava! Vinha comigo! Talvez por isso achasse fria de mais a temperatura dos ares de Lisboa. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Obrigado, ó Deus, por me trazeres de volta ao lar... Mas a missão não está totalmente cumprida. Tenho de voltar. Ajuda-me a beber o licor tonificante destas férias, e leva-me depois, de retorno, ao meu lugar, nesse solo martirizado de Angola, com maior força e coragem para vencer.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-style:italic;"&gt;Angola - Abril de 1964&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1310557797759223876?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1310557797759223876/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1310557797759223876' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1310557797759223876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1310557797759223876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/11/apontamentos-de-um-soldado-em-africa.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SvBEUyoTNTI/AAAAAAAAAXc/_3obgE7phu8/s72-c/Farol+de+Ambriz+-+1964.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3740453009438776313</id><published>2009-07-21T01:36:00.007+01:00</published><updated>2009-08-06T21:17:31.383+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmUOgMatRRI/AAAAAAAAAW0/spHxifdiJgI/s1600-h/Cora%C3%A7%C3%A3o+de+Maria.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 223px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmUOgMatRRI/AAAAAAAAAW0/spHxifdiJgI/s320/Cora%C3%A7%C3%A3o+de+Maria.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5360706877706290450" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 12&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A Ti, Mãe Imaculada!&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Naquele dia cinzento, a morte desferiu o seu terrível golpe. O terror desta guerra traiçoeira e cruel ria-se perante aqueles corpos despedaçados entre gritos o ranger de dentes.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Dia tremendo! Dia inolvidável na mente o no coração de quem passou por cima dessa morte sem que ela lhe fechasse as suas garras dilacerantes, para as unir ferozmente instantes depois. Mãe! Prometi não escrever essa tragédia, cópia de muitas outras que esta guerra traz ao palco do seu teatro... Mas deixa que lembre apenas esse momento impressionante e abalador que me fez trazer até aqui a Tua Imagem. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Éramos poucos. Tu sabes que bastavam algumas rajadas inimigas para que o luto mais caísse sobre nós. Urgia trabalhar eficazmente, para que a desgraça maior não fosse. Perante aquele doloroso espectáculo, a Ti se dirigiu uma invocação, naquele próprio campo de luta tingido pelo sangue. E como se fez sentir tão manifestamente o Teu auxílio!   ... Quis Deus levar três dos nossos ... mas se Tu, Mãe, não estivesses connosco, ali ficaríamos, talvez, todos para sempre. E aos que partiram do nosso convívio, não deixarás de oferecer alívio para as suas almas. 
Naquela hora, fiz voto de realizar o pensamento que já vinha alimentando há tempo: trazer para esta terra, outrora densamente povoada, e agora só, a imagem do Teu Coração Imaculado. E aqui ficarás, então, Mãe, sem medo do terrorismo sanguinário, mostrando o Teu Coração irradiando Amor, de braços prontos a acariciar ternamente os Teus filhos arrependidos. Aqui ficarás, a abençoar a terra que tem sido campo de lutas..., teatro de ódios e de vinganças. E  a Tua benção passará os montes, entrará suavemente nas matas, em melodia inebriante, e há-de tocar aquelas almas enganadas pelas ideologias falsas que ora assolam a mundo. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;“&lt;span style="font-style:italic;"&gt;0 Comunismo espalhará os seus erros... Muitas nações serão aniquiladas&lt;/span&gt;” – anunciaste, em Fátima. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E isto se cumpriu, porque fechámos os ouvidos aos Teus pedidos de penitência; porque não quisemos orar; porque continuámos a nossa vida de comodismo e de pecado! Oh, Mãe! E ainda hoje pecamos; ainda hoje nos custa orar; ainda hoje não nos penitenciamos !... Mas, aceitai as vidas aqui sacrificadas, os sofrimentos que nos flagelam, as orações dos que ainda se lembram de Ti e de Teu Filho! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As horas que passam são horríveis. De toda a parte, notícias nos chegam que deixam conhecer a loucura do mundo, cada vez mais devastadora e cruel. Os povos lutam contra si mesmos... Há chacinas aos milhares... Matam os missionários e arrasam as missões. A humanidade parece mergulhar nas trevas por vontade própria!... Morte! Crime! Pecado! Contudo, ainda se continua a proclamar, paradoxalmente, que essa luta destruidora há-de trazer Progresso e Ordem; que esses horrores hão-de virar em Felicidade; que essa morte será fonte de Vida futura! 
Os povos esqueceram Deus... Não! Repudiaram-n’O!... Ao Amor, contrapuseram o ódio, no seu mais elevado e requintado grau. E há tantos que não querem compreender o que tão claro se mostra à consciência dos homens!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Desordem no Mundo... porque ninguém quer pôr em ordem, primeiro, a sua consciência, a sua alma. E haverá sempre luta, sangue e desoladora destruição, enquanto cada um projectar para o ambiente em que vive as calamidades do seu interior, a luta do seu próprio ser com a vida desregrada que leva, as consequências dos seus pecados!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Fica nesta terra a Tua Imagem... E ficarás com ela Tu, para sempre. Ordena para o bem a alma e o coração destes que ficarão também a ser Teus filhos... e que agora se escondem à procura do momento oportuno para desferirem os seus golpes mortais. Demove-os do crime, para a caridade; da vingança, para o perdão; da luta, para a paz. Lança através dos montes e dos vales a Tua bênção cheia de ternura, e faz com que todos nós, portugueses, brancos, pretos e mestiços, sejamos fiéis a Teu Filho – Cristo, Redentor! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mãe! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aqui ficarás, solícita, para que sob a força do Teu sorriso maternal, também aqui, neste cantinho de Angola, terra da minha Pátria, como em todo o mundo, o TEU IMACULADO CORAÇÃO TRIUNFE, FINALMENTE!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Beça Monteiro - Angola, Março 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3740453009438776313?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3740453009438776313/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3740453009438776313' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3740453009438776313'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3740453009438776313'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/07/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmUOgMatRRI/AAAAAAAAAW0/spHxifdiJgI/s72-c/Cora%C3%A7%C3%A3o+de+Maria.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4589696911664332275</id><published>2009-07-18T22:43:00.005+01:00</published><updated>2009-07-18T22:59:01.919+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 11&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Aos jovens&lt;/span&gt;


&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmJD7JEW0DI/AAAAAAAAAWs/TeQ-_E-8EIs/s1600-h/Aptmsts+11.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 205px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmJD7JEW0DI/AAAAAAAAAWs/TeQ-_E-8EIs/s320/Aptmsts+11.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5359921189849845810" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Chegou o princípio de outro mês... É altura de mandar para “Missões e Missionários” mais um destes apontamentos singelos que me comprometi a enviar para que fosse sempre mantido o contacto do nosso espírito – daqueles que se viram transportados para novas paragens, atrás de um chamamento aflito da sua amada Pátria. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Passeando, pensava, há bocadinho, na matéria que, desta vez, poderia constituir a nossa conversa. Tanto há que se podia trazer para aqui!... Horas boas... e horas más. Alegrias e dores; esperanças e desilusões; glórias... e tragédias! A guerra tem de tudo... É como um teatro imenso, onde o mundo representa ao vivo as suas peças mais variadas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pensava... E, não sei porquê, veio-me à mente aquela juventude que se prepara para vir até cá, a continuar a obra que outros começaram há centenas de anos; a consolidar mais e mais o sagrado nome de Portugal. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Pensei na juventude... e senti um calafrio de tristeza!... É que, na minha consciência, ao lado daquelas almas irrepreensíveis; daqueles caracteres lusitanos prontos a honrarem os seus maiores e a defenderem os lares dos seus semelhantes; daqueles corações caridosos, seguidores de Cristo, ansiosos de realizarem em toda a plenitude a vocação da terra que os tomou por filhos... apresentou-se-me essa juventude que, pejorativamente, chamam de «juventude moderna»... Esses rapazes (e raparigas) que precocemente se desligam da autoridade paterna...  Esses jovens que se habituaram a olhar o mundo só pelo prisma do presente e a vê-lo segundo as suas leviandades! Muitos virão às terras de África, porque a Pátria o vai ordenar... Porque lhes vai exigir a sua parte na construção desta obra que os anteriores nos legaram e que temos de deixar incólume e mais desenvolvida aos vindouros. E estarão eles à altura de cumprir?... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não há muito, disse o Professor Adriano Moreira:  
« ... do que não podemos ser perdoados, é de que a juventude que foi confiada à escola não esteja preparada para aceitar com dignidade, com coragem e com portuguesismo os desafios que o destino reservar à Nação Portuguesa». 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E a preparação da juventude, para ser genuinamente portuguesa, não pode deixar de ser profundamente cristã. A acção de Portugal no mundo é uma acção missionária. Só consolidaremos o Portugal multirracial, se nos alicerces conservarmos as pedras basilares dos princípios cristãos. De resto, não estamos nós a ser campo de luta entre forças adversas, porque queremos continuar fiéis ao Portugal de Henrique e de Nun'Álvares?... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Senti tristeza ... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Porque vi alguns jovens iludidos e levianos malbaratarem essas energias que  a Pátria lhes vai pedir... Porque  vi uns tantos rirem-se de Cristo e de seus ministros... Porque os senti mal preparados para esta obra tão delicada e difícil! Alguns serão, chefes, terão homens a seu cargo... e arrastarão outros atrás de si! Cegos a guiarem outros cegos!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Compete à escola, sim, formar a juventude que vem ao Ultramar. Mas pede-se urgentemente e com gravidade à Família que eduque e vigie os seus filhos, aqueles a quem a Nação há-de ser entregue nos tempos próximos. Seria para nós um grande desastre, se a juventude que embarca para África fosse aquela que desgastou o corpo e a alma pelos salões de baile, nos macabros «twists»; aquela que passou as horas livres extasiando-se perante artes imorais e lascivas; aquela que se habituou a postergar a honra e o valor supremo dos que já caíram na luta! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Admiro neste momento um quadro real de impressionante beleza e simbolismo: através da janela, veja projectada no céu azul a gloriosa Bandeira das quinas. Ao longe, por detrás dos montes Vucussos, inóspitos e escalvados, a imensa e perigosa mata Sanga espreita com a morte escondida na sua vegetação frondosa, mas traiçoeira. Há lá famílias subjugadas que temem a tropa, sob a pressão do terrorismo cruel dos bandoleiros, vivendo assim num dilema sufocante. É preciso ir buscá-las e mostrar-lhes a verdade... Mas a Verdade que o Senhor, há muitos anos, proclamou na Palestina, e que Portugal aceitou como obrigação de levar às almas que a História lhe confiou. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A Bandeira, flutuando ao vento e projectando-se no horizonte sinistro, parece querer dizer que Portugal vencerá, por fim. Mas, nunca vencerá, se o braço do soldado já vier cansado... Se a sua alma já vier empedernida pelo pecado... Se o seu coração já vier mergulhado no veneno que tem derrubado o mundo!


       &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola – Fevereiro, 1964
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4589696911664332275?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4589696911664332275/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4589696911664332275' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4589696911664332275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4589696911664332275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/07/chegou-o-principio-de-outro-mes.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SmJD7JEW0DI/AAAAAAAAAWs/TeQ-_E-8EIs/s72-c/Aptmsts+11.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-8565686707535173570</id><published>2009-04-30T23:55:00.005+01:00</published><updated>2009-07-23T00:16:10.934+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfotpKnYWWI/AAAAAAAAAV8/8amath8Z1do/s1600-h/Aptms+10.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 198px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfotpKnYWWI/AAAAAAAAAV8/8amath8Z1do/s320/Aptms+10.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330623294193817954" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 10&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Almas brancas de gente negra&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O negro de África constitui, para aqueles que pela primeira vez contactam com a sua vida e a sua maneira de ser, um autêntico mistério, cuja curiosidade em desvendar se torna motivo de grande interesse. Já algumas vezes tive aqui oportunidade de referir alguns aspectos do comportamento dos nossos irmãos negros, mas não será demais voltar ao mesmo assunto e alargar um pouco o panorama em observação. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há quem olhe para os povos africanos, para aqueles que ainda não assimilaram em profundidade a cultura do nossa civilização, vendo neles o protótipo do homem primitivo... Surgem, por outro lado, opiniões que se afastam um bocadinho desta linha de pensamento, vendo nessa gente, não um tipo primitivo, mas uma cultura diferente, dentro dos limites naturais do seu desenvolvimento, para o que a palavra “primitivo”, adquire um sentido mais remoto e diverso. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não importa quedarmo-nos nesta discussão, mas talvez não seja descabido apontar o facto seguinte: muitos que vêm para África julgam, infelizmente o temos de confessar, ver no preto o tal primitivo... e, o que é de muito lamentar, estendem o seu conceito para além da capacidade técnica, instrumental do nativo, para situar na sua própria alma uma espécie de insuficiência espiritual, que o impede de se aproximar dos nossos ideais, das nossas maneiras de sentir, justificando, ao mesmo tempo, para com ele, um tratamento diferente, às vezes aviltante.                   
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Assim, tenho assistido já, terrivelmente embaraçado por tal, a ditos tendenciosos, por parte de brancos a negros, que nascem de um falso complexo de superioridade rácica... quando, afinal - e com facilidade isso se deduz de um pouco de experiência no meio - a mentalidade desses brancos é manifestamente inferior à dos negros!...  É que a falta de preparação para a missão social tão delicada e espinhosa como a que ora nos chama, pode levar a julgar o negro como um ente que só tem a receber e nada a dar... Erradamente, aceitamos a ideia de que tudo o que o branco fizer, o preto tem de aprovar, porque para ele isso só pode servir de bem... Não penetramos suficientemente no seu íntimo, e, por isso, nem sequer procuramos saber o que ele pode pensar. Deste modo, não o compreendemos, e atingimos insucesso quando lhe pretendemos impor um determinado “status”, sem olhar para aquilo que sempre constituiu para ele a maneira normal e certa de existir. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na verdade, o nativo olha para nós com os mesmos olhos com que olhamos nós para ele, com o mesmo espírito observador e crítico. Ele julga os nossos actos pelos padrões que possui e, mesmo que o não faça exteriormente, no seu íntimo aprecia-nos com admiração, ou lamenta-nos com indiferença. E, então, se nós mesmos entramos em contradição perante ele... Se lhe dizemos que isto é assim e se faz desta maneira, e procedermos de outro modo... Mais valera não começar! Quando em certa ocasião disseram a uma indígena que tinha de ir à escola para aprender a ler e a escrever, ela respondeu, simplesmente, que também havia muito branco que não sabia ler... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A justiça é para os africanos uma coisa sagrada, que sentem de modo apurado. E nós temos de nos mostrar absolutamente à altura de os servir neste aspecto. Se nos caçam uma falta, nunca a esquecem, e ficam bastante chocados... Tanto mais, quanto, pelos seus próprios meios, menos possibilidades têm de colocar as coisas nos seus devidos lugares. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Outro dia, um rapaz, tocou na buzina de um carro. Chamei-o e admoestei-o. O rapaz ficou atrapalhado... mas mais atrapalhado fiquei eu, quando um outro, do mesmo grupo, se adiantou até mim, dizendo-me abertamente: “- Eu também toquei”!... Fiquei sem saber o que fazer: se ralhar, se calar-me. Em voz mais branda, fiz-lhes, então, compreender o mal praticado, e aconselhei-os a não repetirem a acção. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De outra vez, prometi qualquer coisa - que agora não lembro o quê – aos miúdos da escola. Não cumpri tão depressa como seria para desejar, e então um deles me disse na primeira oportunidade: “ - Tu mentiste”!... 
Vários casos poderíamos aqui apontar comprovativos de que a alma negra pensa e sente como a nossa, e tem bem arreigados os sentimentos de pudor, de respeito, de gratidão, de amor, enfim, aqueles tesouros que alguns pensam ser apenas apanágio da gente branca. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Fui um dia fazer umas compras a uma aldeia. Anteriormente, já lá tinha ido com um capelão militar, e este mostrou-me um pequerrucho de quem era padrinho de baptismo. Desta última vez, perguntei ao soba pelo rapazito, e dentro em pouco apareceu a mãe trazendo-o ao colo. Ali mantivemos por momentos agradável conversa. Quando me preparava para vir embora, fui informado de que a mulher queria oferecer-me alguma coisa... Esperei, e ela apareceu com... um pequeno molho de tenras couves!... Quis pagar-lhe, mas não aceitou dinheiro. E fiquei a pensar naquele gesto... e rio valor que ele teria no coração daquela pobre mulher, expressando desse modo a sua gratidão!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Vi, noutra ocasião, um cabo Sipaio dizer para uma mulher ainda nova: “ - Até logo, mãe»! Admirado, perguntei ao preto por que chamava mãe àquela mulher, uma vez que ele não podia ser filho dela. Explicou-me que era uma forma de prestar respeito... Ela era uma mulher; por isso podia ser uma mãe!... Semelhantemente, ouvi, em outra ocasião, uma mulher chamar sogro a um homem já de certa idade, e ao qual nenhum laço familiar a unia. Compreendi, então, quanto eles respeitam a pessoa humana! Quando conversam, sempre se tratam por “você”, e gostam imensamente de apertar a mão, em cumprimento, quando se encontram na rua. Atitudes que envergonhariam certa gente chamada civilizada. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Perscrutando o íntimo destes nossos irmãos, nós encontramos na sua alma uma riqueza imensa. Riqueza que muitos desconhecem... Que nós próprios contaminamos, por vezes, com os nossos defeitos e os nosso vícios... Riqueza que falsas ideologias políticas e materialistas pretendem avassalar em nova “escravatura”,  sob as ondas da revolta universal. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Saibamos nós, portugueses, cientes da nossa missão humana e cristã, realizar aquilo que Deus nos pede e a Pátria exige, orientando à luz da Verdade a alma destes nossos irmãos de África.

       
       &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola - Janeiro 1964&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-8565686707535173570?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/8565686707535173570/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=8565686707535173570' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/8565686707535173570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/8565686707535173570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/04/para-que-da-memoria-se-faca-historia_30.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfotpKnYWWI/AAAAAAAAAV8/8amath8Z1do/s72-c/Aptms+10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4373892850230452398</id><published>2009-04-30T23:33:00.008+01:00</published><updated>2009-05-01T00:13:16.630+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfoqeZ-ARBI/AAAAAAAAAV0/EfVvFDFg0Yg/s1600-h/Apontam...+foto+1.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 218px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfoqeZ-ARBI/AAAAAAAAAV0/EfVvFDFg0Yg/s320/Apontam...+foto+1.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5330619810801796114" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 9&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Para Além das Armas&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Contemplo aquele pequenito ali a brincar... Traquina, de sorriso franco, aberto... Parece que vai a cair em desequilíbrio na magreza das suas pernitas negras, mas, saltitando, consegue suster-se... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando veio, gritava aterrado de medo, ao ser observado pelo médico. Parecia um bicho-do-mato... O mesmo acontecia às outras duas criancitas, mais ou menos da mesma idade, que esta família trouxe. Mas, agora, a sua memória esqueceu os conflitos emocionais que abalaram a sua alma pura e inocente. Já não foge, aterrorizado... Antes, corre atrás de nós às gargalhadas e, por vezes, até, desata em choro por largar os soldados, quando a irmã o vem buscar para junto dos seus. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ao demorar o meu olhar sobre esta criança, desenha-se-me no espírito uma interrogação inquietante... Interrogação que transponho para além do tempo, como que auscultando na penumbra do futuro terríveis dramas pessoais, silenciosos, mas cruéis. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O mundo soube das tragédias que o terrorismo espalhou pelo norte de Angola... Soube e sentiu o abalo forte causado por tão macabros acontecimentos. A rápida decisão do Governo em utilizar prontamente as Forças Armadas obstou a que as consequências fossem ainda mais desastrosas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O cair da noite trazia para Luanda horas de amargura e desassossego. Nos musseques, a população pervertida batia com paus e soltava clamores ameaçadores, prenunciando uma arremetida ao centro da cidade. Alguns civis saíram para a rua, de armas na mão, mas insuficientes para barrar uma avalanche da multidão endemoninhada. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As forças da ordem chegaram ainda a tempo, e pouco a pouco se foram recuperando as terras calcinadas pelo calor do ódio. 
Quase três anos passaram... Muitos esqueceram já o barulho feito pela revolta... Esqueceram aqueles que felizmente não sofreram de perto as feridas abertas pelos golpes traiçoeiros, mas não o podem esquecer nunca aqueles que viram seus lares em derrocada e mortos os seus mais queridos parentes. Não o podem esquecer aquelas famílias que vivem ainda sob a pata do inimigo... e, por conseguinte, nunca poderão esquecer essas horas cruéis aqueles que receberam sobre os ombros a espinhosa mas nobilíssima tarefa de combater esse terrorismo que tudo destrói e torna a vida fardo impossível de suportar. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Olho esta criança... e outra... e outras... e penso naquelas que não posso ver mas que notícias trazem ao meu conhecimento... e também nas outras tantas que não escapam à observação das estatísticas. Olho, e vejo o seu sorriso inocente a perder a graça, a sua face a entristecer, o seu olhar, mais penetrante, a situar-se para além  do horizonte... para quando a sua inteligência, mais desenvolvida, começar a compreender a dura realidade que envolve a sua existência! 
“Havia algumas noites – contava-nos, outro dia, um pacato nativo - que homens vinham às casas e induziam em segredo as famílias a fugiram para a mata. Comigo, nunca falaram, porque tinham medo que eu dissesse na Administração, onde exercia a profissão de cozinheiro. Então, um dia, deu-se a «confusão»”. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Os povos fugiram para as matas, a habitarem locais antigos, instigados e coagidos por elementos subversivos que obedeciam a planos cuidadosamente preparados. Aqueles que quiseram ser fiéis à sua vida ordeira sofreram as terríveis consequências da onda de crimes e destruições movimentada pelos terroristas. Na ocasião da fuga, os que não estavam em casa ficaram para trás... Muitas pessoas se desgarraram de suas famílias... Muitas crianças ficaram abandonadas! Tenho na minha frente uma edição da “Cáritas” que refere um apelo levantado pelo governador do distrito do Uíge a chamar a atenção para milhares de crianças pretas abandonadas e em perigo de perecerem. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aqui na escola há uma dezena de rapazes e duas rapariguinhas ternas e despreocupadas. Alguns destes pequenos vivem em casa de comerciantes brancos, porque não têm família. Se lhes perguntamos pelos pais... a resposta é triste, e, de olhos no chão, apenas dizem: “- Foi no capim...”. A menina mais velha, com doze anos, foi recuperada há alguns meses na mata pelas nossas tropas. Lá perdeu, ao que parece, a mãe e um irmãozinho... num drama pungente.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Alguns povos se têm apresentado, noutras regiões, conseguindo quebrar os grilhões que os prendem aos malfeitores. Nesta zona em que estamos, a pressão do inimigo é forte... Os guerrilheiros, aquartelados mais no interior das matas, em pontos de difícil penetração ou nas cavernas dos penhascos mais agressivos, servem-se da gente indefesa como fonte de manutenção vital. Em sítios próprios, obrigam-nos a cultivar hortas e a proceder ao abastecimento dos bandos escondidos. Para mais facilmente os reterem, geram sobre eles um clima de duplo terror: eliminam, por um lado, aqueles que tentam regressar às suas antigas sanzalas, e, por outro, induzem-lhes a convicção de que a tropa matará todo o preto que encontrar na mata, e nesse objectivo exploram todos os motivos aproveitáveis. Deste modo, é fácil compreender porque mesmo mulheres e crianças fogem como gazelas perante a aproximação da tropa, quando esta, em qualquer batida, atinge zonas habitadas.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Quando uma patrulha nossa conseguiu, há cerca de um mês, recuperar a família que agora aqui vive sem temores, com assistência, e ganhando já dinheiro por serviços prestados, uma mulher indicou a outra, do mesmo grupo, que lhes iriam cortar o pescoço... Um homem já de certa idade, o chefe da família, perguntava a medo quando lhe iam dar o tiro... Tal era, pois, o terror que amedrontava o seu espírito.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Com esta gente, veio esse rapazito engraçado, que nos cativa e comove com um simples sorriso... Seu pai morreu no mato, em consequência de doenças ocasionadas pela alimentação deficiente, que mais difícil torna a vida desses povos refugiados. A mãe fugiu com outros nativos mata adentro, na altura em que as nossas forças chegavam. A memória dos seus três anitos é leve demais para reter factos tão tristes... Mas um dia, voltará ainda a sentir o drama da sua vida... como tantos outros... no silêncio da sua consciência já mais aberta à compreensão do que o rodeia! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Numa noite trágica de ódios recalcados e de ambições desmedidas, desabou sobre as terras de Angola uma tempestade sangrenta de rancor e de crueldade... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas também numa noite fria, há muitos anos, uma nova Luz rasgou a noite dos tempos, o negrume dos céus da humanidade perdida, e um clamor magnífico, suave, ecoou sobre o mundo... Era uma mensagem de Paz! Uma mensagem de Amor para todos homens!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Neste NATAL, de 1963... lembrai junto a Jesus, no Presépio, estas almas despedaçadas que sofreram, sofrem... e ainda hão-de sofrer por muitos dias e anos as consequências desse cataclismo cruento que dilacerou a nossa Pátria!... Lembrai também os soldados, que lutam nesta guerra por uma esperança de paz!... E por que havemos de esquecer, também, os próprios que nos combatem... aqueles que foram pervertidos?!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Possa a LUZ dessa noite santa inundar todos os povos, para que todas as almas encontrem esse caminho de AMOR e de VERDADE que há dois mil anos se abriu sobre Belém!

       
     &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola - Dezembro 1963&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4373892850230452398?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4373892850230452398/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4373892850230452398' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4373892850230452398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4373892850230452398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/04/apontamentos-de-um-soldado-em-africa.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SfoqeZ-ARBI/AAAAAAAAAV0/EfVvFDFg0Yg/s72-c/Apontam...+foto+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6573734095581103311</id><published>2009-04-21T23:40:00.009+01:00</published><updated>2009-05-01T00:06:26.298+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Se5L672hSmI/AAAAAAAAAVk/hihpOaRlbXo/s1600-h/Capela+BMonteiro.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 160px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Se5L672hSmI/AAAAAAAAAVk/hihpOaRlbXo/s320/Capela+BMonteiro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327278885096737378" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apontamentos de um soldado em África 8&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;O laicado católico nas missões africanas&lt;/span&gt; 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Talvez nunca o pensamento da nossa gente fosse tão dirigido para os problemas missionários como nos momentos actuais. As questões que nesta época conturbam o mundo vieram abrir os olhos àqueles que ainda não tinham deixado empedernir de todo o seu coração. As necessidades prementes de muitos homens, mulheres e crianças, necessidades vitais, de sobrevivência, a contrastar com a vida faustosa de muitos, em outros pontos distantes, levantaram um brado suplicante à caridade dos povos. E, perante a desesperada situação dos fracos, os abastados e os remediados, ao fim e ao cabo todos os que podem, têm de compreender que a hora exige que se dêem as mãos para uma ajuda fraternal, para um esforço abnegado que salve a comunidade humana da desintegração no ódio, que a impeça de mergulhar no turbilhão da desordem. Aos cristãos conscientes da suprema importância da sua missão no mundo, que culmina numa elevação última das almas a Deus Eterno, a premência da chamada é ainda maior, visto que, num derradeiro propósito de salvação material, a humanidade pode ser habilmente conduzida a escolher o caminho do caos e da perdição. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O problema presente faz-se sentir agudamente em África, onde, como noutras partes da terra, o vírus da revolta já se alojou nos corpos e nas almas. Em face do progresso vertiginoso, e nem sempre correndo na linha do bem comum, experimentado pelas nações de outros continentes, os povos africanos, a quem a técnica levou de repente o contacto com o resto do mundo, instigados por mentes ardilosas e interesseiras, ou dando expansivo a recalcamentos múltiplos (que, infelizmente, se fundamentam em alguns casos práticos), pretendem tomar a todo o transe uma posição destacada na conjuntura mundial. E os meios e as oportunidades escolhidos para tal fim nem sempre são os mais ortodoxos (criando certos embaraços no contexto social). 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A Igreja, interpretando com luz claríssima esta amargura da humanidade, oportuna como sempre e mais incisiva do que ninguém, transmite à cristandade sábios ensinamentos e convites frequentes, a fim de que todas as inteligências e todos os corações possam formar um exército que irradie verdade e amor para a luta que ora se trava no mundo. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já foi tempo em que a religião era considerada como acessório da vida e função exclusiva dos padres e das freiras. Valores primorosos se levantam hoje no seio da Comunidade Cristã, numa fecunda união de clérigos e leigos, para a santificação cada vez mais frutuosa da vida sobre a terra. Dirigida a um Fim Supremo, ela tem de ser impregnada, no seu processo, do perfume que emana desse Fim. Em todas as actividades humanas existe um cunho de espiritualidade, uma presença efectiva de Deus. Desta forma, o laicado católico não pode subtrair-se ao serviço que lhe exige o Senhor da vida, quer nas operações mais comuns do trabalho diário, quer na participação real na actividade militante da Igreja, como na glorificação a Deus no papel que lhe reserva a Liturgia. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Missionar, então, não pode ser visto hoje como o poderia ter sido outrora por olhos menos abertos. Não se resume apenas na ministração de ensinamentos catequéticos... Não se pode confundir com uma acção de simples proselitismo religioso. Missão, para nós, católicos, comporta um sentido mais largo e mais profundo... É dar civilização - Civilização Cristã! É levar Cristo à vida das almas e as almas a Cristo através da vida. E para esta obra grandiosa, o leigo tem de marchar ao lado do padre; a técnica e a assistência social têm de formar um todo operante, transformador, com a função religiosa. Cristo tem de viver nas almas e nos corpos; na igreja, na escola, no lar, na rua e no trabalho; na saúde e na doença; na alegria e na tristeza. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ide !... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Este imperativo, ao mesmo tempo tremendo e sublime, dirige-se a todos os corações e obriga todas as consciências. A Voz do Vaticano II é bem a interpretação desta chamada geral a que urge obedecer. 
Foi-me contado, há algum tempo, que numa igreja de Luanda se apresentaram ao sacerdote dois recém-casados que pediam as bênçãos matrimoniais. Tratava-se, salvo erro, de um casal espanhol que se dirigia para uma cidade do sul de Angola, onde serviriam num hospital civil. Ele era médico; ela, se a memória não me atraiçoa, era enfermeira. Custa-me conceber que os seus propósitos fossem motivados por meras questões de interesse pessoal... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Iluminado por este quadro raiante do generosidade, surge-me no pensamento a terra que me roubou um pouco do coração, e através da qual a África me começou a desvendar alguns dos seus misteriosos e fascinantes segredos: Tomboco. Ali, vivem várias gentes, assistidas por uma missão católica da Congregação do Espírito Santo, a cujo trabalho o terrorismo veio trazer sérias dificuldades. Antes da “confusão” - nome que os nativos dão à revolta... - um grupo de religiosas ali espalhava também a sua benéfica influência. Rapazes e raparigas, homens e mulheres recebiam nas duas casas da Missão a formação cristã, a luz da vida civilizada, que ainda hoje se vê luzir na face daquele povo, mas à qual pretendem alguns negar a fonte, com frieza. E ao trazer novamente à memória essa terra e a sua gente, que, com saudade, por dever do cargo tivemos de deixar para trás, eu penso também nas múltiplas bênçãos que ali cairiam se um grupo de leigos bem formados e instruídos para tal fim ali permanecesse um certo tempo julgado óptimo, para, num trabalho de mãos dadas com a Missão Católica, assistirem e encaminharem na vida aqueles que para nós voltam a face comovente e suplicante! E Tomboco não é caso único... É apenas um exemplo ! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Mas, se agora olharmos aqueles que vêm do outro lado... aqueles que deixam a mata, onde a vida constitui terrível pesadelo debaixo da pressão aterradora dos criminosos, então o nosso peito sangra perante a insistência da chamada à caridade das almas generosas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Na II Semana Missionária, em Coimbra, depositavam-se amplas esperanças naqueles jovens que escolheram Deus... Que o Senhor sopre nas suas almas o alento vivificador capaz de impulsionar as vontades num movimento novo, assistido por quem de direito, que dê às nossas gentes rurais do Ultramar o caminho da prosperidade material e espiritual, contra a miséria fatal e a desordem ideológica a que levam as influências tendenciosas do exterior; que dê ao coração do nosso povo plurirracial a paz necessária à frutificação daquele Amor que Cristo glorificou no monte do Calvário. Todos podemos ser desse movimento; se não trabalhando de modo efectivo e actual, ao menos orando (menos?! ... ) para que tenhamos muitos e santos missionários, e para que os leigos saibam ocupar o seu lugar nas terras de missão. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola - Novembro -1963&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6573734095581103311?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6573734095581103311/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6573734095581103311' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6573734095581103311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6573734095581103311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/04/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/Se5L672hSmI/AAAAAAAAAVk/hihpOaRlbXo/s72-c/Capela+BMonteiro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-5263376589365223885</id><published>2009-02-19T10:55:00.006Z</published><updated>2009-05-01T00:07:16.528+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZ07szviRHI/AAAAAAAAAU8/rKQzujucVkI/s1600-h/Mina+B.+Monteiro.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 206px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZ07szviRHI/AAAAAAAAAU8/rKQzujucVkI/s320/Mina+B.+Monteiro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5304461577102181490" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Apontamentos de um soldado em África - 7&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;A lição dos Nossos Mortos&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ao tempo em que escrevo estas palavras, discute-se na ONU o problema (problema!...) de Portugal em África. Grita-se, nesse Areópago internacional onde se respira confusão, ignorância e ódio, a palavra «Independência», pedra dura que muitos nos atiram, para que abandonemos os nossos territórios sagrados. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O soldado é apolítico, mas nunca será um insensível perante os berros da Política - no caso presente, da Política Internacional -, se eles ferem o que de mais profundo consolida o seu coração de militar - a Pátria. É para ela que ele existe, para o seu povo, para as suas tradições, para a sua história; é por ela que sofre os ardores da luta e enfrenta as garras do perigo; é por ela que morre, num holocausto generoso e heróico. E, muitas vezes, como na conjuntura que nos trouxe à terra africana, ele encontra, a complementarem-se no seu ideal, a Pátria e a Fé, o seu Povo e o seu Deus. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Independência!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Este grito tendencioso não pode deixar de me trazer à mente a recordação de alguns camaradas caídos, há bem pouco tempo, no campo da honra, no cumprimento da sagrada missão. Ainda não vão longe os dias em que trabalhávamos lado a lado... Num momento, a guerra ceifou-os para sempre! A Pátria pediu-lhes o sacrifício supremo... E o seu exemplo pede-nos que sejamos fiéis, como eles o foram; que continuemos fazendo aquilo que eles já não podem lavar a cabo; que honremos a sua memória, o seu nome; que protejamos os seus lares, como eles quiseram guardar os nossos até à última gota do seu sangue! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não! Os nossos mortos não nos deixam capitular perante as arremetidas estóicas e ambiciosas do inimigo. As vidas que partem clamam um Portugal uno e eterno, e seria traição horrenda não abrir a nossa alma ao seu brado, não prosseguir com redobrado vigor a defesa deste solo regado pela sangue de várias gerações.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Independência!... Para quem?!... De quê?!...  
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Portugal deu ao mundo novos mundos, ao mesmo tempo que arruinava na base o poderio dos que ameaçavam a Europa. Encontrou gente em estado selvagem, e à barbárie contrapôs a luz de uma civilização. Os ventos da História ... esses mesmos ventos que muitos pretendem agora fazer soprar de novo, levaram uma determinada delimitação geográfica aos territórios que possuímos. E à mistura de gentes, de raças, de culturas, de dialectos, de costumes e tradições, oferecemos uma unidade de civilização, sem destruirmos o que de seu era lícito manter. Demos uma Língua. para se comunicarem mais livremente, demos a nossa maneira de ser; demos a nossa Fé e a nossa história. Ensinámos o seu coração a sentir como o nosso; a amar no mesmo Amor, a querer na mesma vontade, a ansiar na mesma esperança. Fundiram-se as raças e as almas, em África, na Ásia e na Oceânia, e nestes continentes surgiram novos valores, rasgaram-se mais largos horizontes. Não usurpámos direitos, não acorrentámos nações. Libertámos gente do primitivismo, estendendo até ela o calor do nosso lar. Completámos uma Nação, demos uma Pátria ...; arranjámos mais irmãos. 
Aqueles que nos combatem não compreendem (não querem compreender...) que um metropolitano se sinta irmão do angolano, que o homem de Cabo Verde não seja um estranho diante do goês; que o moçambicano se ache no seu país, quando visita a Madeira, Açores, Guiné ou Timor. É, de facto, grandioso de mais para quem se habituou a largar ao sabor das conveniências; para quem se habituou a ser padrasto, em vez de pai; para quem se habituou a receber, em vez de dar!... É de facto grandioso de mais, para alguns, ver nas escolas, nas universidades, nos seminários, nas oficinas, nas fileiras do Exército... lado a lado labutando num ideal comum, os portugueses dos territórios geograficamente mais afastados; lado a lado, brancos, pretos, amarelos e mestiços. E como é belo ouvi-los  falar a mesma língua, apreciá-los sentir do mesmo modo! Um português só se apercebe verdadeiramente da dimensão da sua nacionalidade, quando se vê em presença de um seu irmão de outro continente. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não há, pois, um povo a pedir «Independência»! Há, sim, insurreição organizada de alguns, instigada por mentores ambiciosos, que pretendem avassalar o mundo através de uma nova ideologia; insurreição instigada por quem tenta a todo o custo destruir este nobre conceito de Pátria no coração dos homens; insurreição que estaria já extinta de todo, se não fossem as infiltrações de mercenários que não sentem pejo em ligar o crime ao seu modo de viver. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Defeitos?... Males?... Quem os não teve, e não continua a ter? Mas é isso um problema internacional? Quem se arroga a direito de entrar na casa do vizinho, sob pretexto de querer resolver os seus problemas familiares? As dificuldades do Ultramar Português apenas a nós dizem respeito, assim como as das outras nações somente a elas pertencem... E não são estas menores do que as nossas! Não há comunidade nenhuma que se possa vangloriar de não ter questões de que haja de se preocupar. Para enfrentar os problemas que nos aparecem, é a nós, portugueses, e a todos, que incumbe fazer esforços. Já há muito que são réprobos da Sociedade aqueles que colocam os seus interesses pessoais acima do bem comum.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Em vez de sairmos de África, agora, mais do que nunca, a ela nos temos de votar. Militares e civis, leigos e clérigos, técnicos e intelectuais, num viçoso florescimento de juventude espiritual, num enriquecimento cada vez mais largo e mais profundo da Raça Lusitana. O metropolitano não passará de um ente mesquinho e fechado, se não abarcar no seu ideal os valores que nascem nas terras de Além-mar, e o ultramarino não pode, sem se atraiçoar, desprezar o berço da sua nacionalidade. A vocação africana..., a vocação ultramarina, deve encontrar cada vez mais acolhedora morada no coração de todos os portugueses, especialmente agora, que o mundo se levanta contra nós. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Foi, por alguém, não há muito, levantada uma justificada pergunta: «Como serão os nossos jovens quando regressarem do Ultramar?». A resposta é de aguda delicadeza. Mas, se todos nos compenetrarmos das pesadas responsabilidades que nos incumbe suportar; se, nos diferentes campos da vida, soubermos conduzir os nossos actos no cumprimento fiel da missão que nos é confiada pelo momento histórico e pelas circunstâncias; se soubermos afirmar ao mundo que ainda somos portugueses e cristãos, não teremos que recear as consequências desta campanha que chamou a juventude fora do seu lar. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Incomparável mercê que a História te concede, ó Portugal, baluarte no Ocidente da civilização que a Europa parece deixar vacilar! Que o teu Povo se mostre ao nível dos teus desígnios sagrados, e ouça o clamor dos teus mortos a pedirem fidelidade ao seu exemplo!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Angola - Outubro de 1963&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-5263376589365223885?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/5263376589365223885/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=5263376589365223885' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5263376589365223885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/5263376589365223885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/apontamentos-de-um-soldado-em-africa_19.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZ07szviRHI/AAAAAAAAAU8/rKQzujucVkI/s72-c/Mina+B.+Monteiro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6139188687190841425</id><published>2009-02-17T01:24:00.003Z</published><updated>2009-02-17T01:29:24.488Z</updated><title type='text'>A Coragem de Viver</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Já lá vão cerca de dois anos, vi, numa papelaria desta minha terra, exposto um livro que, pelo seu título, me chamou a atenção. Peguei nele, folheei-o, li algumas pequenas passagens, e fiquei logo impressionado pelo seu conteúdo. Adquiri-o, e li-o todo com ávido interesse. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Simplesmente impressionante! Coragem de viver!... Sem dúvida, mas também testemunho de muito amor e dedicação dos protagonistas... Familiar e profissional. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma menina que nasceu num parto difícil, e, por isso, ficou marcada com deficiências físicas, motoras, para toda a vida. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma família exemplar, com os progenitores a dedicarem-se, devotamente, a sua filha, para que ela conseguisse usufruir a melhor qualidade de vida, tanto no campo da saúde como no âmbito da sua educação e formação integral (felizmente, a criança não tinha ficado com sequelas nos seus dotes de inteligência). 
Um médico, que a cerca de duas centenas de quilómetros de distância, se empenhou totalmente a multiplicar os cuidados e a dilatar a esperança de um futuro promissor para a sua paciente. Exemplo de abnegação pessoal e de muita competência profissional e humana. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Depois... O dedo do Altíssimo a desenhar o percurso de tudo isto na vida atribulada da menina! Os acontecimentos «misteriosos» de que se serviu o Espírito, para guiar por mão sobrenatural os passos desta família! O lugar privilegiado onde se acendeu um farol de esperança, que veio iluminar o caminho a percorrer (capela da Senhora da Saúde, nos Carvalhos). Nada acontece por acaso, neste mundo. O que é preciso é estarmos atentos e disponíveis, para, no momento certo, reconhecer os sinais de Deus.   
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Não temos qualquer intuito publicitário na divulgação desta obra. Contudo, achamos que «A Coragem de Viver» é um autêntico Evangelho de vida, uma Boa Nova de salvação para todos os que desesperam dos seus dias mais ou menos dolorosos, mas sobretudo uma voz gritante contra aqueles que propagandeiam o aborto e a eutanásia como solução para a falta de coragem para viver e abraçar o sofrimento, que polarizado na Cruz de Jesus Cristo, é caminho de redenção e de felicidade eterna. 
Não se pode ler este livro, esta autobiografia, sem verter, de quando em vez, algumas lágrimas... É este, outro condão que o escrito possui – penetrar até ao íntimo mais profundo de nós mesmos e amolecer o nosso coração petrificado pelas nossas auto-suficiências, pelo nosso edonismo ávido de prazeres, pela nossa insensibilidade diante do sofrimento alheio. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Susana Santos... não é uma «deficiente»! Susana Santos é uma heróína, como heróis são os seus pais e o médico que a tem acompanhado no seu longo calvário de dor. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A Susana, uma jovem de 31 anos de idade, foi aluna da Escola Preparatória P. António Luís Moreira, e cursou a faculdade de economia da Universidade do Porto. Há dias, encontrei-a com seu pai, num supermercado desta nossa terra. Não pude resistir a manifestar-lhes a minha gratidão pelo seu testemunho de vida. E o facto de trazer hoje, a estas páginas, este apontamento, apenas se deve à vontade de lhe prestar pública homenagem, e de bradar bem alto a todos os que isto possam ler, nestes momentos de crise colectiva que atravessamos, que, apesar de tudo, a Vida tem um valor infinito que é preciso defender e preservar,  e que, contra todos os seus detractores e contra os profetas da desesperança, importa nunca perder, como todas as Susanas deste Mundo,  a «Coragem de Viver».&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6139188687190841425?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6139188687190841425/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6139188687190841425' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6139188687190841425'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6139188687190841425'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/ja-la-vao-cerca-de-dois-anos-vi-numa.html' title='A Coragem de Viver'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6412864797415135600</id><published>2009-02-12T14:40:00.006Z</published><updated>2009-02-12T15:02:32.148Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ32sV-0vI/AAAAAAAAAU0/-MYep1FEB4c/s1600-h/Tomboco+2.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 212px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ32sV-0vI/AAAAAAAAAU0/-MYep1FEB4c/s320/Tomboco+2.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301924074077737714" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África  6&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Forja de Portugueses&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Trairia a minha própria consciência se, nestes apontamentos simples e despretensiosos, permitisse a lacuna formada pelo esquecimento do esforço heróico que, nos momentos que ora passam, a Juventude Portuguesa generosamente oferece à sua amada Pátria. E, para que isso não aconteça, a todos os jovens de Portugal dedico hoje as minhas palavras humildes, mesmo porque a tal intento me obriga a homenagem sincera que como português e como soldado devo prestar a todos, e principalmente àqueles que já caíram para que a Pátria mais se levante. Homenagem saudosa... para os que topei no mesmo caminho, e que agora só posso encontrar nas imagens... indeléveis... da memória. Que esta pequena meditação possa levar a todos, e àqueles que, não obstante o pesar dos anos, comportam alma de moços, um pouco dessa satisfação espiritual que brota do sentir vibrante e viçosa a alma de Portugal eterna no coração de seus filhos. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ninguém desconhece, hoje, que estamos em guerra. Guerra de armas e de espíritos, guerra no espaço limitado do nosso território e no âmbito mundial das Assembleias de alto nível, guerra de sobrevivência de uma civilização. Ninguém desconhece, também, embora a mesma realidade seja recebida sob diversos ângulos, que capitular nesta batalha significaria encolher-se perante a afoiteza malévola do inimigo, e deixar-se envolver por um turbilhão de interesses contrapostos e devassos. E ninguém pode desconhecer ainda que esta é uma guerra de todos e terrível, onde o mais pacífico e afastado pode ser o mais acérrimo e próximo instigador; onde os inocentes têm, mais do que em outro qualquer conflito, insegura a sua própria integridade social e humana. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Guerra demoníaca, onde o ódio surge na sua mais acentuada manifestação, e onde, por isso mesmo, o AMOR é a mais eficiente e delicada arma de combate. Guerra fria e quente, que leva os homens a uma permanente desconfiança naquilo que os rodeia, e que obriga muitos, porque a desconhecem em profundidade, a combaterem-se a si próprios, iludidos pelas formas superficiais, e não vendo os resultados mais distantes consequentes dos seus actos. Guerra, enfim, que uns ganham e que outros, com idênticas intenções, podem conduzir a infelicidade da derrota. 
Foi esta a guerra que nos bateu à porta, como já outras nações visitara, e continua a ameaçar a mundo. Foi para esta guerra que os valores vitais da Nação se viram de um momento para o outro chamados a intervir. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sob muitos aspectos podem ser consideradas as implicações de uma guerra nos diferentes campos da vida social e particular. E não é, pois, com desacerto que se fala das diferenças encontradas nos períodos de após guerra. Também nós poderíamos desenvolver um estudo neste campo, e inferir de um variado número de dados e pressupostos as consequências prováveis e reais da guerra em que lutamos. Umas seriam mais próximas, outras mais distantes; umas boas, outras más. Mas não foi com este fim que me propus escrever. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Interessa-me, antes, aqui, agarrar uma característica imediata, uma realidade palpável, que a situação presente veio, não descobrir, mas levantar perante nós próprios, afirmar ao própria mundo... que talvez desconfiasse das páginas históricas cantadas por Camões. A batalha que se abriu perante o povo português foi uma demanda ao valor da nossa Raça. E, sem demoras, mas com intrepidez, a resposta foi, desde o começo, decisiva, retumbante! O braço lusitano mostrou possuir ainda a mesma força antiga... e a alma, os mesmos sentimentos e a mesma fé. É por isso que eu chamo a esta guerra em que na África nos batemos (e em todo o mundo ... ) &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;«Forja de Portugueses»!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Desde a casa fina da cidade, à cabana sóbria do pastor serrano, nas províncias metropolitanas e nas terras ultramarinas, tal como no antanho, diante dos arrojados empreendimentos das descobertas, mães portuguesas deixaram cair pela face lágrimas de saudade. Ontem, as caravelas partiam com seus filhos buscando o resto de Portugal... Hoje, os navios continuam a sair barra fora, cortando as mesmas águas, traçando as mesmas derrotas, afirmando uno e forte, fiel e cristão, esse Portugal que os outros nos fizeram. O esforço empreendido nas horas do presente deixa escapar o mesmo perfume que emanava dos trabalhos do passado. É isso o que afirmamos ao mundo inteiro, e que vemos mais saliente na tarefa em que estamos empenhados. E, como naquele tempo.... havemos de vencer! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Forja de Portugueses! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Estes bravos rapazes adaptam-se a todas as circunstâncias, sofrem os sacrifícios e todas as dores, sentem agudos os espinhos da nostalgia, mas conservam o mesmo espírito heróico, a mesma vontade indestrutível, a mesma fé inabalável, o mesmo sorriso nos lábios, o mesmo coração generoso, a mesma alma de gigantes! Transmontanos, Beirões, Minhotos, Algarvios, Alentejanos, Madeirenses, Açoreanos, Caboverdeanos... da Guiné, de Angola.... enfim, de todo o canto de Portugal, aqui, todos sentem que são irmãos, filhos da mesma Pátria, lado a lado rindo e sofrendo... unidos lutando pelo mesmo ideal. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E não só estes! As cartas que recebemos dos rapazes que ainda estão na Metrópole, mas prestes a entrarem nas fileiras, confessam o seu entusiasmo, a sua doação, exprimem esse mesmo sentir dos que aqui já empunham armas para a defesa do solo sagrado. Na verdade, acendeu-se em África... uma forja de portugueses! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A juventude que aqui vem é temperada no fogo espiritual de uma Pátria que luta para continuar a senda histórica iniciada há séculos. É certo que o demónio e a fraqueza humana, aliados à agressividade e rusticidade das condições, a que se não pode fugir, tentam por todos os meios pervertê-la. E muitos serão os que sucumbem, e se afastam daquela linha de integridade que o bom cristão ambicionaria possuir. Mas, a esses, dai-lhes chefes dignos e mostrai-lhes bem clara a luz da verdade, e vereis que se levantam sem demora, para darem tudo o que de si a Pátria pedir. Forja de Portugueses!... Os que dela saírem hão-de envergonhar essa minoria que, buscando a ignomínia da vida fácil, apenas mais nela fazem do que construir castelos no ar, que se derrubam com o mais leve sopro de indiferença e desprezo. 
Valorosa Juventude! Em ti se realiza em glória PORTUGAL; em ti... que escolhes Deus para finalidade suprema dos teus sacrifícios! E vós.... os que partistes desta vida no decorrer da luta, segurai bem fundo, lá junto do Senhor do Universo, os alicerces da nossa Pátria amada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6412864797415135600?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6412864797415135600/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6412864797415135600' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6412864797415135600'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6412864797415135600'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/para-que-da-memoria-se-faca-historia_12.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ32sV-0vI/AAAAAAAAAU0/-MYep1FEB4c/s72-c/Tomboco+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1945765054772012983</id><published>2009-02-12T14:23:00.010Z</published><updated>2009-05-01T00:09:16.594+01:00</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ0uTnvZNI/AAAAAAAAAUs/GMDwwJTFEU4/s1600-h/Capela+BMonteiro.JPG"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 193px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ0uTnvZNI/AAAAAAAAAUs/GMDwwJTFEU4/s320/Capela+BMonteiro.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301920631467500754" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África  5&lt;/span&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Soldados de batina branca&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;Eram seis e meia da tarde, a passar, já. A noite, vencendo o receio do crepúsculo, começava a cobrir tudo em volta. A sineta daquela cruz tosca, feita de dois troncos de árvore, acabara de tocar as últimas badaladas. Ia começar a devoção do terço à Mãe Imaculada... o acto pleno de beleza e de singular conforto espiritual do Mês de Maria. No altar daquela capelinha tão simples e humilde, construída com ramos de palmeira, presidia a Rainha Santa Isabel, numa homenagem dos soldados de Coimbra. Duas Rainhas a velarem pela mesma Pátria amada!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A oração começara, cheia de entusiasmo. Aos mistérios, elevam-se maviosos cânticos, que nos fazem sentir saudade e comoção. Saudade das mesmas cerimónias da terra natal – tão distante; comoção por aquele brotar de paz e louvor em terras que o ódio dilacerou e que olhos traiçoeiros vigiam. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O clamor daqueles soldados corria os ares. Talvez penetrasse por entre essas matas onde o perigo se esconde na frondosa vegetação... Talvez tocasse aqueles montes tão imponentes como inóspitos que avultam no horizonte! E se essa mensagem de amor conseguisse mover, no caminho, os corações dos que foram pervertidos... Se a solicitude da Mãe do Céu vencesse a dureza daquelas almas... Um dia, que Deus fará, elas ouvirão a Sua voz maternal... porque o Seu Coração há-de triunfar, finalmente! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Eles já estão arrependidos&lt;/span&gt; - dizem os nativos que aqui vivem sossegadamente.&lt;span style="font-style:italic;"&gt;- Eles passam mal, por lá. O preto não presta... O preto, na mata, apanha doença e morre –  &lt;/span&gt;acrescentam.
E tantos foram, na ilusão maligna! 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De rica e densamente povoada, esta terra maravilhosa - este nosso novo poiso... - é hoje encontrada num abandono infecundo. 
E a devoção continuava, fremente, sincera, filial... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;... Pelos soldados, que à guerra vão, 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Senhora, escuta nossa oração!&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aproveitando o ensejo deste piedoso acto, queria hoje dedicar as minhas palavras a uma certa classe de soldados, às vezes esquecida entre os feitos barulhentos das armas bélicas. Esquecida, talvez porque as suas armas por de mais silenciosas para uma guerra de tiros, mas sumamente eficazes e oportunas para os que, mesmo nas lutas sangrentas, não deixam de sentir a necessidade de combater nas guerras da alma... De organizar a defesa contra a concupiscência feroz, contra o desespero aviltante, que nas horas de insegurança e desconforto armam perigosas ciladas ao espírito do homem. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Abnegados, voluntários no sacrifício, eles, esses soldados de batina branca - os bravos capelães militares -, deixaram tudo, ao chamamento da consciência, entregando-se com toda a sua alma ao serviço da Pátria, e por ela servem às almas e a Deus. Incompreendidos, por vezes, mal queridos, em tantas outras, eles sujeitaram-se a uma vida cheia de contrariedades e privações, tocando, em algumas ocasiões, o limiar da amargura… Apenas porque ouviram o brado aflitivo de tantas almas que foram tiradas ao afago terno do lar, que deixaram de ter presente a força espiritual da sua igreja, que viram ficar para trás o seu ambiente normal entre os amigos e as coisas queridas. Deixaram tudo, porque a Nação lhes pediu: - Vinde, que de vós preciso! -; porque o Senhor lhes disse, no seu foro íntimo: - A missão é nobre... Caminhai!
 &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;E ei-los por essa África escaldante a defender as almas dos heróicos militares, para que estes possam vencer as condições hostis a que o dever os trouxe, e empenhem todo o seu valor na luta contra o mal que o príncipe das trevas espalhou nesta terra de promissão... Para que eles encontrem, na hora derradeira - aqueles a quem Deus chamar no campo da honra - uma palavra de confiança, que lhes fortifique a fé, uma chama de amor que lhes traga o arrependimento submisso, e lhes abra, no perdão, as portas da Eternidade. Momentos inesquecíveis e gloriosos, esses que o padre vive - apesar de humanamente tristes - quando em seus braços entrega a alma a Deus, o soldado que perece no cumprimento do sagrado dever! 
Soldados de batina branca!... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Podeis vê-los no altar, celebrando o Santo Sacrifício antes das lutas; ouvindo as confidências dos rapazes; perdoando as suas misérias; de fato de combate, indistinguíveis entre os mais sujos e esforçados atiradores, penetrando nas matas e no capim, abraçados pelo perigo, mas confiando na Providência, para que os últimos sacramentos não faltem ao ferido de golpe mortal, ou mesmo ao inimigo, moribundo, arrependido. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Podeis vê-los, ainda, entre as populações pacíficas e laboriosas, acalentando, ensinando... missionando! Não são desconhecidas as obras de engrandecimento social que os capelães militares têm desenvolvido entre as populações nativas. Os jornais proclamam-nas sem rebuços. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Há tempos, numa patrulha de reconhecimento feita a um monte próximo, o capelão acompanhou-nos. De espingarda em punho - que pedira a um soldado para esse mesmo fim - ele tomou também a dianteira, a abrir caminho por entre o capim espesso que nos passava muito acima. Subiu, e cansou-se, como nós; comeu da mesma conserva; e foi até cuspido da viatura em que seguia, quando esta, num desnível de terreno, se voltou. No fim de tudo, apenas se preocupava com a hora de regresso, porque tinha ainda o breviário para rezar!... Inúmeros são os exemplos que eles dão nesta Angola, para uma verdadeira gesta; sem conta as vezes que, plena refrega, ouviram assobiar por sobre a cabeça as balas assassinas. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Bravos soldados da Paz, nesta guerra insidiosa que o mundo nos levanta traiçoeiramente! Gloriosa, a página que na História inseris! A Pátria vos agradecerá por todo o sempre, e serão fecundos os frutos que espalhais! Sempre vos ficará bem a farda do nosso valoroso Exército, e nas suas fileiras jamais destoará a alvura da vossa batina, onde se pode reflectir, sempre com fulgor, o verde rubro da nossa Bandeira!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O acto piedoso ia terminar. De frente para os seus rapazes, o padre capelão incutia-lhes no espírito um novo alento, através das suas palavras cheias de caridade. Mais um dia de trabalho chegara ao fim, e eles iam recolher à caserna, em busca do merecido descanso, com a alma mais tranquila, de coração entregue a Maria, Mãe de Deus. 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;A capelinha ficou vazia, mas naqueles montes distantes... ainda ecoavam os doces cantares do mês de Maio... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-style:italic;"&gt;... Enquanto houver portugueses, 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Tu serás o seu amor... 
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt; O seu amor!...  
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1945765054772012983?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1945765054772012983/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1945765054772012983' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1945765054772012983'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1945765054772012983'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/apontamentos-de-um-soldado-em-africa.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZQ0uTnvZNI/AAAAAAAAAUs/GMDwwJTFEU4/s72-c/Capela+BMonteiro.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2997333774757708137</id><published>2009-02-11T00:15:00.003Z</published><updated>2009-02-12T15:27:56.002Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIbAbku5vI/AAAAAAAAAUc/EB5ElItu_hI/s1600-h/Apontam...+foto+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIbAbku5vI/AAAAAAAAAUc/EB5ElItu_hI/s320/Apontam...+foto+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301329405584271090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:130%;" &gt;&lt;span style="font-family:courier new;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 4&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maneiras de ser&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;  
     A coluna havia partido, de Ambrizete, já tarde, rumo a Tomboco. A noite não se fez, por isso, rogada, e em pouco tempo tomou conta de todo o céu. Numa viatura à frente da minha, ia o homenzito que o Chefe de Posto pedira para transportar. Tratava-se de um doente que há tempos viera à vila, a tentar curar-se de uma tuberculose. Agora, alimentava o desejo de visitar a família... As instâncias do Chefe de Posto levaram-me a conceder a «boleia» àquele pobre homem. Do seu corpo quase só restavam os ossos e a pele, e era a custo que conseguia mover-se. Impressionou-me, quando o vi, mas conseguiu subir para o carro, e lá se acomodou entre os soldados.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;      A estrada, de terra batida e deficiente, fazia com que as viaturas sofressem uma contínua trepidação. Lembrei-me daquele doente; ainda pensei mudá-lo para o meu lugar, mas não levei em frente esse reflexo de consciência...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;     Andámos mais alguns quilómetros, e as viaturas pararam. Procurei o motivo: era o homenzito que entrava em agonia. Pobre preto! Senti uma pancada dura e contundente no meu coração; uma espécie de remorso quase a dilacerar-me a alma. Depois, vi que, afinal, o homem não vinha muito mal instalado. Os soldados haviam-lhe emprestado uns cobertores que lhe vinham a servir de assento. Mas não possuíra forças para muito viver. Ele próprio tivera dito momentos antes que iria morrer naquele dia... Interpretara perfeitamente a sua fraqueza física.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;     Estendido no chão, em plena noite e em sítio ermo da «picada», a sua alma tomava o caminho da Eternidade. Diante daquele corpo a dar as últimas da vida, senti-me embaraçado. Ele ia morrer sem uma palavra de conforto, sem um alento espiritual?... Debruçados sobre o homem, como que a tentar encontrar, para segurar, algum sopro vivificador, começávamos a sentir pesado o ambiente que nos cercava. Sentia uma tirana tensão na consciência... Era o primeiro caso que naquele género me aparecia pela frente!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;     De repente, o Chefe de Posto (antigo seminarista), que nos acompanhava na viagem, quebrou aquele estado de tensão psicológica. Levantou a dúvida sobre se o homem seria baptizado. Como ninguém tinha a certeza (mais tarde vim a saber que era pagão, embora trouxesse ao peito uma medalha de Nossa Senhora) resolveu administrar-lhe o baptismo, sob condição, na esperança de o homem se encontrar ainda com algum sopro de vida. Tomando um cantil, despejou um pouco de água sobre aquela negra cabeça, e proferiu as palavras da fórmula baptismal. Enviei a Deus uma curta oração por aquela alma que partia...
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;     Importava prosseguir, e a coluna continuou a marcha, transportando, à mesma, aquele homem que, agora, não passava de cadáver. Não ia sentado como antes, mas estendido, hirto, com as mãos sobre o peito.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Cerca das vinte e três horas, chegámos à aldeia onde o defunto tinha gente de família. O Chefe de Posto, que viera mais adiantado à coluna, avisara o «povo» do acontecido. Quando lá chegámos, já todos esperavam aquele que não tinha conseguido aguentar o tempo suficiente para os visitar com vida. Parecia uma procissão de velas, tal o elevado número de pessoas que ali fora, com lanternas a iluminar o caminho.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Parámos. E quando se acercaram do defunto, algumas mulheres começaram a lançar ao ar gritos estranhos, e - os braços levantados - davam pequenos passos para a frente e para trás, numa espécie de dança que me deixava cheio de confusão e de espanto. Parecia-me que tudo aquilo era uma festa... Fiquei com a impressão de que causara alegria, a presença de tão tétrico facto.
   Vi, depois, que uma das mulheres, ao chegar-se junto de nós para ouvir contar como se tinham passado as coisas, trazia o rosto lavado em lágrimas. E, observando melhor, notei que em todas as faces se estampava, afinal, uma profunda tristeza. Estranha maneira de exprimir a dor! Ao fim e ao cabo, os seus sentimentos são bem arreigados e sólidos!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Se penetrarmos um pouco na vida desta gente, encontraremos muitos outros motivos que, a princípio, nos deixarão de certo modo perplexos, mas que logo compreenderemos, se tivermos um pouco de boa vontade e a sinceridade não for estranha ao nosso espírito.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Diante deste povo, deparamos com um modo de vida &lt;span style="font-style: italic;"&gt;sui generis&lt;/span&gt;, que se impõe respeitar... Não podemos alimentar a utopia de substituir uma civilização por outra, mas antes proceder a uma natural e mútua assimilação das culturas, aceitando o que os africanos têm de si próprios, desde que essas realidades não colidam com os nossos princípios cristãos e patrióticos. Lentamente, eles deixarão então os hábitos que, em face da nossa maneira de ser, começam a encontrar obsoletos. Às vezes fazem-no até depressa de mais... E também nos choca ver que eles adoptam os nossos processos e as nossas coisas sem estarem devidamente preparados para elas. Mas isso demonstra o natural desejo que têm de se aproximarem dos nossos costumes, e, se aproveitarmos este fluxo da sua personalidade e lhe dermos uma orientação cuidadosa e inteligente, poderemos então ter a certeza de que fazemos civilização, trazendo até nós aqueles que através de muitos anos procurámos arrancar ao primitivismo.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Quer nos admiremos ante a esquisita dança fúnebre, ou achemos graça à criancita que a mãe transporta amarrada às costas, com a qual trabalha nas lavras que diariamente trata com esmero; quer encontremos primitivismo no facto de ver as mulheres fumarem o seu tabaco, e com a lume para dentro da boca... (à excepção deste particular, parece que na sociedade civilizada se pretende voltar a esse estádio da vida…), ou achemos atrasado, mas típico, o moer da mandioca num grande almofariz feito de tronco de árvore, não nos podemos esquecer que estes são os nossas irmãos portugueses do Ultramar. Mas há muitos que o esquecem... Talvez porque julgavam que no mundo não se vivia de outra maneira além daquela que estavam habituados a ver em redor da sua casa de pedra o cal, ou porque, então, receberam, com a luz da civilização que os envolve, a escuridão do mal o do pecado, que infelizmente grassa por toda a parte onde houver vida de gente.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;    Mas nós acreditamos na vocação lusitana, iniciada há muitos séculos, abençoada pelo Senhor a quem têm de obedecer os universos, confirmada pela Senhora branca de Fátima, e que, finalmente, a história há-de provar, contra as insídias do príncipe das trevas, que encontram bom acolhimento nos corações pouco avisados. Acreditamos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2997333774757708137?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2997333774757708137/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2997333774757708137' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2997333774757708137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2997333774757708137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/para-que-da-memoria-se-faca-historia_7356.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIbAbku5vI/AAAAAAAAAUc/EB5ElItu_hI/s72-c/Apontam...+foto+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-7786509420843826831</id><published>2009-02-11T00:00:00.007Z</published><updated>2009-02-12T15:28:51.820Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIWlXika3I/AAAAAAAAAUU/KeQZkAWCt2U/s1600-h/Escola+3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 213px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIWlXika3I/AAAAAAAAAUU/KeQZkAWCt2U/s320/Escola+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5301324542598474610" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apontamentos de um soldado em África 3&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;
&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A Escola&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Se gloriosa, pela afirmação que faz ao mundo dos princípios fundamentais da nossa Civilização; se nobre, pelo seu carácter de abnegação caridosa a elevar as almas na Luz e na Verdade; se fecunda, pelo resultado profícuo da semente que se lança em terreno tão feraz, a missão daqueles que foram chamados ao Ultramar, nesta hora decisiva e pesada da vida nacional, é também extraordinariamente sedutora, inebriante.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;O artífice sente-se transportado em personalidade para a obra que realiza; o lavrador bebe o licor da satisfação espiritual quando, sorridente, vê, passados tempos, a cultura brotar dos campos, numa produção de cem por cada grão deitado à terra. Aí está, bafejada pelo poder do Criador, a coroação do seu esforço, do suor do seu sacrifício.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Do mesmo modo, e mais profundo ainda, é o consolo que todos sentem na tarefa da educação, visto que então – aí, sim! – vemos, numa outra alma, transplantada a nossa própria espiritualidade.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Chamados, de repente, às misteriosas paragens africanas, a confusão e o êxtase são talvez as primeiras impressões que nos dominam. Confusos, porque se nos depara um vasto campo de trabalho, com problemas complexos e segredos múltiplos, carregado de características particularíssimas, que, em parte, ouvimos referir alguma vez, mas que, na verdade, desconhecíamos completamente. A África não se conta… apreende-se! É preciso vir cá para que se possa construir acerca dela uma ideia mais ou menos fiel. Podemos prepararmo-nos para isto, mas senti-lo… só aqui!
E surpreende-nos também o êxtase, porque a beleza desse campo de trabalho é fantástica. Mãos à obra (se queremos atender à súplica que à nossa volta continuamente se levanta), logo sentimos que é reconfortante e atraente debruçarmo-nos sobre os problemas desta gente irmã, e dar-lhes tudo aquilo que o nosso coração não nega em capacidade.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nesta luta que somos obrigados a travar, para que sejam preservados os valores cristãos e nacionais, contra as arremetidas do mundo tresloucado, não cumpre a missão aquele que apenas confia à espada a solução dos problemas. Mesmo que poucos, os conhecimentos possuídos sobre a natureza desta guerra (que é mundial!...), aquele que pisa solo ultramarino logo vê que muito mais lhe é pedido. E ai dele… e, por ele, ai de todos nós, se a sua formação espiritual não está à altura de responder à exigências que lhe são dirigidas; se a sua alma traz o vício em vez da virtude; se o seu coração já começou a ser corrupto! Fora melhor, então, que não viesse, porque levar-nos-á ao tribunal da História… E bem terríveis são os seus julgamentos!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Uma das tarefas que neste tão penoso, como glorioso, trabalho nos ocupam, é a instrução primária das crianças – crianças, nem todos, porque muitos dos nossos escolares são já adolescentes. É extraordinária a vontade de saber que manifestam, e bem aguda, a sua inteligência. Parece ainda que um perfume de poesia, de ternura, de suavidade lhes enche a alma. Gradualmente, com cuidado, vamos-lhes ministrando os ensinamentos, e as horas passadas são de perfeito enlevo. Pena é que o tempo de que dispomos e as condições que nos assistem não permitam uma maior dedicação a este objectivo, pois nestas almas e naquilo que lhes damos joga-se o futuro da Pátria.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Para frequentarem duas escolas que funcionam nesta zona, alguns alunos têm de andar seis a sete quilómetros desde a sua aldeia. Mas vêm, providos ou não de alguns alimentos de reserva – meia dúzia de amendoins, duas ou três bananas, água, e, outros, um pouco de cana de açúcar ou uma raiz de mandioca. E lá estão, todos os dias, de olhos brilhantes e arregalados, face risonha e inocente, dispostos a receber a nossa mensagem de… civilização.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;De manhã, quando vamos a chegar, os pequenos que vivem nas sanzalas mais próximas da escola largam em frenética corrida, ao verem o jeep aparecer na curva da estrada. Um «bom dia», meio «abrasileirado», sai em coro daquelas boquitas a sorrir, e alguns vêm até nós apertar e beijar a mão respeitosamente.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Todas as manhãs, o catequista nativo, sob orientação da missão católica, vai ensinar à escola a doutrina cristã. Muitos são os que se preparam para se aproximarem pela primeira vez da sagrada Mesa eucarística. O Espírito de Deus e da Pátria habita ali entre aquelas paredes de adobes, sob um tecto de capim seco – construção singela que caracteriza sobremaneira as terras de missão.
Na hora de recreio, os jogos da pequenada trazem até nós a lembrança da longínqua Metrópole. É que também aqui as crianças vibram com a «cabra-cega», o «ratinho», o «João barqueiro»… com toda essa trama de brincadeiras a que não podia deixar de pertencer – já se vê – o velho «futebol», onde os rapazes são verdadeiros artistas.
Há, porém, na nossa acção (na zona em que me baseio para estas considerações) uma falta, uma lacuna difícil de preencher. É a ausência de uma mão feminina que toma a seu cuidado as meninas, dando-lhes aquilo que a sua personalidade particular e a vocação que lhes é própria tão prementemente imploram. Esperemos os dias que hão-de vir e o florescimento das generosidades que já não são estranhas aos corações das jovens metropolitanas.
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Se, na escola, tentamos introduzir um cântico da terra mãe, é com sofreguidão que o recebem. Podem não perceber o sentido das palavras, e muitas das crianças não percebem mesmo (é nossa missão ensinar-lhes a Língua pátria), mas a cantiga não demora muito a sair, sonora e entusiástica, de sotaque tipicamente africano… mas português. E dá gosto vê-las, no fim da aula, cantar a plenos pulmões a Portuguesa, depois de uma Ave-Maria devotamente oferecida à Mãe do Céu!
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ensinei, outro dia, uma pequenina canção, que aprenderam sem dificuldade… E sinto a minha alma embalada, ao deixar a escola, quando uns para cada lado recolhem a seus «povos» a cantarolar, em reminiscência dos ensaios:
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;«Quando o sol nasce, lá na serra,
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Toda a gente diz - «Bom dia!...»
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Sim, Ele – o Sol da fraternidade cristã – há-de sempre brilhar lá no céu, subir bem alto e aquecer num só facho de luz esses pedaços de terra espalhados pelo mundo onde pulsa um só coração e vive uma mesma alma – o coração puro lusitano; a alma portuguesa devotada a Cristo Redentor!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-7786509420843826831?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/7786509420843826831/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=7786509420843826831' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7786509420843826831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/7786509420843826831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/02/para-que-da-memoria-se-faca-historia_11.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SZIWlXika3I/AAAAAAAAAUU/KeQZkAWCt2U/s72-c/Escola+3.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3903469330967298092</id><published>2009-01-29T12:04:00.009Z</published><updated>2009-02-12T15:29:58.931Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Apontamentos de um soldado em África  2&lt;/span&gt;

&lt;blockquote&gt;&lt;span style="font-weight:bold;"&gt;Almas viçosas&lt;/span&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;As rabanadas à moda do Norte não tinham aparecido naquela mesa. Nem o creme, torrado o saboroso, que minha mãe costumava preparar. Nem as castanhas quentinhas, a indicar o tempo de Inverno. Lá fora, em vez de frio, sentia-se uma aragem quente, e, no ar, andava bailando uma melodia suave e comovente, a cortar o negro daquela noite serena e nostálgica. Era Natal... Natal, apesar de tudo! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;Àquela hora - pensava eu - lá longe, muito longe, a mesa de minha casa estava posta; bonita, como sempre o fora, insinuando no ambiente acolhedor do lar um aroma de fraternidade, de verdadeira consagração familiar. Havia lá uma cadeira vazia, como lugares vagos, tantos, estavam também em muitos outros centros de família. A saudade tornou-me os olhos marejados. Sentado na borda do meu leito, eu meditava na tristeza daquele meu Natal, enquanto que, uma a uma, iam passando em minha mente as faces que me eram queridas. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;Havia ainda uma esperança de sentir, ao menos um pouco, o bafejo daquela noite santa. Era a missa do galo. E, dentro em pouco, o sino da capela da Missão convidava os fiéis para a Ceia Eucarística. As badaladas, de toque&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;fraco, mas firme e compassado, conseguiram abrir o meu peito, e ou senti, então, que ainda tinha&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;alento na alma. Era meia-noite. Há muitos anos... nascera Jesus! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;A festa dos soldados, dirigida pelo padre capelão, havia chegado ao seu termo. Era de Iá que irradiava aquela música maravilhosa da noite natalícia. A capela encheu-se rapidamente de militares e de gente nativa. Esta, havia, também, assistido ao acto recreativo da tropa. No altar, singelo, mas cheio de pureza e a florescer em espiritualidade, o missionário preparava-se para dar início ao Santo Sacrifício. Era um alsaciano, de barba já quase embranquecida, apesar de não muita a sua idade. Seus olhos, penetrantes de vivacidade, transmitiam uma mensagem de abnegação, de caridade. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;A assembleia rompe, sob a orientação do capelão militar, em comoventes cantares a Jesus pequenino. Todos cantam: em Português, em Latim, e na Língua nativa. Todos, movidos por um único sentimento de louvor ao Rei da Glória, conscientes da mesma realidade intangível de irmãos em Cristo - aquela Criança que buscou para nascer a humilde manjedoura de uma gruta de Belém. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;«Gloria in excélsis Deo!...»&lt;/i&gt; - proclama o sacerdote, com voz sonora e em tom solene.. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;«Et in terra pax hominibus!...»&lt;/i&gt; -.prossegue o coro, em singulares acordes. E, enquanto dura aquela cerimónia sagrada, os cânticos enchem o ambiente da capela, pobre, mas acolhedora, como o lugar onde nascera Jesus. A gente negra excede-se em entusiasmo nos seus louvores. &lt;i style=""&gt;«N'Kembo mu zulu kua N’zambi... »&lt;/i&gt; - é o seu «Glória», em voz maviosa, plena de poesia e de ternura. Nascera Jesus! Chegara o Salvador! E as almas rejubilam... Ohl Menino pobre das palhinhas, que vieste resgatar a fraca Humanidade! &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;A missa chega ao fim. O celebrante pega no Menino para o dar a beijar. E, diante dele, de rosto radiante de alegria, as pessoas passam uma a uma, dobrando o joelho e osculando com amor e submissão o pezinho do Menino Deus. Novo cântico é lançado aos ares, e aquela gente vibra num clamor quase fantástico. Parei de rezar. Já não podia mais forçar a m i n h a atenção... Deixei-me arrastar por aquele piedoso espectáculo, a que jamais pensara assistir na minha vida. Ao som do &lt;i style=""&gt;«Yangalala beni, beni»&lt;/i&gt;, aquelas almas quase se precipitavam para beijar a imagem do Jesus. As crianças, essas guerreavam. E sob este cântico arrebatador – “alegria, muita muita”...- o templo foi sendo aos poucos abandonado. No silêncio, então, voltei a Deus o meu pensamento, para continuar as minhas preces e proceder à minha Acção de Graças. Mas, agora, já não sentia aquela tristeza que há pouco me desgostava. A saudade ainda me roía; ainda…; passei na memória as pessoas distantes..., mas a minha alma sentia uma paz nunca tida. Aqueles momentos tinham sido para mim de pleno enlevo. Devia estar grato a Deus por tudo. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;Entretanto, e a convite do capelão, acompanhei com ele, a pé, até à sanzala mais próxima um grupo de nativos, grandes e pequenos, que não haviam encontrado lugar no transporte feito por algumas camionetas militares. O relógio já buscava as duas da manhã. A noite continuava amena. Em determinada altura, o senhor padre Iniciou o&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;«&lt;i style=""&gt;Yangala&lt;/i&gt; ... », e todos responderam em coro «&lt;i style=""&gt;beni, beni&lt;/i&gt;»..., continuando o cântico com redobrado entusiasmo. Era a mensagem daquela noite de paz, desafiando o ódio e o crime. Lembrei-me do terrorismo (e nós estávamos no norte ... ), mas vi-o ali prostrado, vencido aos pés da Cruz. Aquele punhado de almas viçosas que nos seguia era bem a prova do que o amor pode fazer na luta contra o mal que nos quer avassalar. Almas viçosas, prontas a receber a boa semente da virtude, mas sujeitas também às influências perniciosas, porque são almas simples, dóceis, ainda não curadas pelas experiências da civilização que lhes vamos mostrando. Tudo depende da qualidade da semente que se lhes lança, e das intenções do semeador. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;Junto do leito, já, pronto a dar-me ao descanso que tardava, penso de novo naquela noite estrelada e maravilhosa, naquele Natal missionário, e ouço ainda na memória o clamor impressionante do &lt;i style=""&gt;«Yangala, beni, beni ... ».&lt;/i&gt; Torno a volver a Deus a minha gratidão, e, no silêncio do meu interior, vou meditando: se fossem muitos os que viessem, e viessem por bem.... oh!, Portugal, que estas almas viçosas de teus filhos de África jamais se deixariam envolver pelos ventos calcinantes do Oriente!&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3903469330967298092?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3903469330967298092/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3903469330967298092' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3903469330967298092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3903469330967298092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/01/normal-0-21-false-false-false.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4249465989688892227</id><published>2009-01-29T11:47:00.005Z</published><updated>2009-02-12T15:31:01.910Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGYHkqihHI/AAAAAAAAAT0/BysRlJ6Y8dk/s1600-h/Tomboco.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 320px; height: 202px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGYHkqihHI/AAAAAAAAAT0/BysRlJ6Y8dk/s320/Tomboco.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296681892633019506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt; font-weight: bold; font-family: lucida grande;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Apontamentos de um soldado em África - 1&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Soldados de Portugal, missionários de Cristo&lt;/span&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Ainda ecoavam no ar os últimos acordes do Hino Nacional, e já o barco abandonava a cais. Chegara, enfim, a hora da partida! Em terra, debaixo de um ambiente ao rubro, comovedor, sob gritos quase histéricos e lágrimas de profunda saudade, os lenços brancos agitavam-se numa cadência crescente e nervosa. Num último esforço, atirávamos as derradeiras palavras para os entes que ficavam. Mão fria e cruel apertava o nosso coração, enquanto que, de modo irritante, teimosamente, o cais nos ia ficando cada vez mais distante. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;As pessoas foram pouco a pouco tornando-se imagens confusas. Barra fora, o navio ia demandar o mar. Para a frente, água... água e céu - o horizonte fugitivo, a missão, o desconhecido. Para trás, as recordações, os carinhos, a saudade; as esperanças, as promessas e os anseios... As orações confi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;antes das mães e das esposas, das noivas, dos irmãos e dos amigos. Para muitos, talvez, ficavam também os sorrisos cândidos dos filhos pequenos... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Tudo ficava, ao chamamento da Pátria aflita e ferida; à exigência da História e dos bravos de antanho; ao clamor da honra posta em perigo e das vozes dos inocentes martirizados. Além, lá muito longe, Portugal chorava... gemia com dores provocadas por chagas traiçoeiramente abertas pelas mãos sujas do crime e do ódio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Num último adeus – de alguns, para sempre!... -, partia mais um punhado de portugueses, a mocidade impulsiva e sonhadora, em busca do campo da honra e do dever, como, em outros momentos já, tantos mais o haviam feito - repetido quadro que irradia gesta e glória. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;África! Angola! Os meus pés iam finalmente pisar esse solo bendito, essa terra que é ao mesmo tempo uma súplica e uma promessa - súplica de Luz e de Verdade; promessa de fidelidade e de grandeza! Ia tornar-se realidade um sonho de tantos dias. Ia ver, com a minha própria experiência, toda a plenitude de sentido que para si reclamam aquelas recentes palavras do Sumo Pontífice: &lt;i style=""&gt;«Portugal, conheci-o como um &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;país glorioso de navegadores, de conquistadores, de missionários e de grandes santos (...). Revela-se-me agora como terra misteriosa aberta a um apostolado novo, um renovado chamamento aos princípios eternos da Evangelho!» &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Eis as palavras de acção... a voz de comando que ora impera sobre a consciência da Nação; a única estrela capaz de levar a bom porto o barco da Pátria, tão agitado nestas ondas revoltosas da história que passa! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Os dias sucedem-se, calmos e inalteráveis. O mar, sereno, afável, delicia-nos na contemplação de algumas das suas belezas: o pôr-do-Sol é um espectáculo sempre presenciado com enlevo; e os peixes voadores, os golfinhos, e, até, os próprios tubarões sentem prazer em vir cumprimentar os viajantes. Cor, Natureza, Vida! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Chega, por fim, a última madrugada. Noite adentro, todos correm à amurada para ver Luanda, luminosa, no horizonte nocturno. É, de facto, impressionante, e sente-se palpitar mais fortemente o coração. Ao cabo de tantos dias de viagem, eis a África ali, além... ansiosa por nos receber num abraço de fraternal amizade&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Mais algumas horas passam. Ao romper da aurora, o paquete entra na baía. Meia adormecida, ainda, a capital, a capital angolana, acolhe-nos em sossego, com um bocejo quente e húmido do seu clima peculiar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Três dias ali permanecemos. A missão que nos era destinada levar-nos-ia mais longe... até às terras do Norte. Este curto tempo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;é, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;no entanto, suficiente para admirarmos a beleza da cidade, para sentirmos vigoroso e entusiasta o seu progresso, para nos consolarmos com a sua paz, com a serenidade da sua vida - tão portuguesa como a de Lisboa ou do Porto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Brancos e negros se cruzam nas ruas e nas esplanadas. Ambos enfileiram a mesma «bicha» nas repartições públicas. Vemo-los lado a lado nos cafés e nos autocarros. Nos recreios das escolas, são brancas e pretas as crianças que, em brincadeira risonha e despreocupada, acenam a mãozita num adeus amigo à nossa passagem. Além, uma senhora branca pode transportar o seu bebé num carrinho ou numa alcofa de mão com o marido; aqui, vai uma mulher negra com a seu filhito amarrado às costas numa faixa de pano florido. Costumes diferentes... Mas tudo a formar uma única alma, uma única realidade - profunda realidade! - que o mundo cego e surdo não consegue nem quer compreender: PORTUGAL! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;O meu pensamento mergulha numa meditação quase espontânea. Sem procurar resposta, pergunto simplesmente a mim mesmo como foi possível que toda esta terra tivesse sido queimada pelos ventos desgraçados do terror, e da resposta que não buscava, algumas expressões me surgem como tópicos, como indicativos a encerrar um conteúdo sombrio e infeliz: Indochinal... Argélia!... Cubal... O materialismo ateu... o anti-Cristo... o pecado dos homens!... E, logo a seguir, a fustigar a minha própria consciência: &lt;i style=""&gt;«A mensagem de Fátima! As advertências da Senhora da Iria! ...». &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A minha alma sente, então, um peso medonho sobre si. Sente também a responsabilidade desta luta – guerra total, guerra de espíritos, guerra de toda a gente. Todos nela podemos ser ao mesmo tempo combatentes e instigadores. Realidade tremenda – terrível... – que se não pode esquecer com um jogo de futebol, ou apagar com uma cerveja gelada na esplanada de qualquer pastelaria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Luanda fica para trás. Aparece-nos, a seguir, o Norte, com a sua vegetação exuberante, resultado de um solo extraordinariamente feraz. As suas paisagens extasiam o nosso olhar. O avião que nos transporta chega por sobre o local onde hei-de passar alguns &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;meses. Em baixo, um grande número de habitações – a maior parte delas feitas de capim seco, mas de construção esmerada – dão à região um aspecto pitoresco. O edifício da Missão Católica destaca-se no conjunto. Dentro de minutos, já em terra firme, vemo-nos rodeados de dezenas de nativos que foram ver pousar o avião. Olho em volta, e ao deparar com aquelas faces que me inspiram simpatia, caridade...; ao ver aquelas crianças de olhitos brilhantes ao colo (perdão!) às costas de suas mães, sinto-me envolvido por um ambiente de ternura, e recordo as palavras do nosso Papa: &lt;i style=""&gt;«Apostolado novo ... Princípios eternos do Evangelho! ...». &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A viatura que me leva dali põe-se &lt;st1:personname productid="em movimento. Mas" st="on"&gt;em movimento. Mas&lt;/st1:personname&gt; aquelas faces... que costumam aparecer nas revistas missionárias... ficaram-me na alma. Ouvia baixinho a perguntar, no meu interior. &lt;i style=""&gt;«Que nos trazeis?»; «Que nos vindes dar?...»&lt;/i&gt;. E no silêncio do espírito, ouvi, como um ribombar no espaço infinito: &lt;i style=""&gt;«Se vós, soldados da Pátria, fosseis também missionários de Cristo!...»&lt;/i&gt;. E numa última imagem, vejo passar rapidamente na memória o Portugal de ontem... ouço penetrante a voz do Portugal de hoje... e sinto firme e confiante, de bandeira desfraldada ao vento e rosto levantado, a enfrentar a perfídia do mundo, o Portugal do futuro&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- o Portugal eterno e missionário! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4249465989688892227?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4249465989688892227/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4249465989688892227' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4249465989688892227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4249465989688892227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/01/ainda-ecoavam-no-ar-os-ultimos-acordes.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGYHkqihHI/AAAAAAAAAT0/BysRlJ6Y8dk/s72-c/Tomboco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4682569909267901918</id><published>2009-01-29T11:33:00.004Z</published><updated>2009-02-13T00:09:39.064Z</updated><title type='text'>Para que da Memória se faça História</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGUtmfMxII/AAAAAAAAATs/hPFNFtwUDzc/s1600-h/Eu.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer; width: 260px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGUtmfMxII/AAAAAAAAATs/hPFNFtwUDzc/s320/Eu.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5296678147910845570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;APONTAMENTOS DE UM SOLDADO EM ÁFRICA


&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nota prévia:


&lt;blockquote&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Inicia-se neste espaço a publicação de uma série de «Apontamentos», insertos mensalmente na Revista «Missões e Missionários», dos Missionários Claretianos, há quarenta e cinco anos. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Nesses textos, deixei relato de alguns episódios da minha primeira participação na guerra do Ultramar. Os que não viveram esta época, mas só dela ouvem, hoje, falar, não entenderão, certamente, muito deste conteúdo espiritual, sentimental e patriótico. Os tempos são outros, e fora do contexto experiencial e temporal dos acontecimentos, não é fácil interpretar com rigor a História, sem correr o risco de ser tentado a emitir, dela, um juízo de valor aferido por padrões posteriormente reconstruídos. Mas a História é o que é, e não o que mais tarde se pense devia ter sido. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;É importante que se não perca a Memória da nossa história recente, mas é mais importante que essa Memória deixe transparecer, com fidelidade, a par das sombras que fatalmente regista, as centelhas de luz que iluminaram o seu percurso. A grandeza de um Povo é tanto maior quanto maior for a sua capacidade de assumir fielmente todo o seu passado. Renegá-lo, ou escamoteá-lo segundo determinadas preferências ideológicas, religiosas, ou políticas, é, à partida, desmerecer a herança positiva dos que fizeram a história, e desprezar o ensinamento dos factos, bons ou maus, com vista a um futuro que se deseja sempre melhorado. &lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;Aos Missionários do Coração de Maria, que acolheram, a seu tempo, estes escritos na sua extinta e saudosa revista «Missões e Missionários», deixo uma devida vénia de gratidão e de saudade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4682569909267901918?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4682569909267901918/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4682569909267901918' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4682569909267901918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4682569909267901918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/01/para-que-da-memoria-se-faca-historia.html' title='Para que da Memória se faça História'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SYGUtmfMxII/AAAAAAAAATs/hPFNFtwUDzc/s72-c/Eu.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-691578734459137002</id><published>2009-01-19T12:10:00.004Z</published><updated>2009-01-19T12:25:15.218Z</updated><title type='text'>O futuro vai ser dos delinquentes?...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SXRuerteCgI/AAAAAAAAATM/JeNv6P2BCyk/s1600-h/Esp.+Santo.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 235px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SXRuerteCgI/AAAAAAAAATM/JeNv6P2BCyk/s320/Esp.+Santo.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5292976935475743234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;


&lt;span style="font-size:11;"&gt;
Há poucos anos atrás, vi escrito já não sei em que fonte, que o futuro ia ser dos delinquentes. Quer dizer: a Sociedade estava condenada a ser dominada pelos delinquentes, pelos fora-da-lei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Uma outra versão é a de que os vírus de tal modo proliferarão na Terra, que acabarão por exterminar a Humanidade. Da guerra entre o homem e os vírus, aquele não logrará êxito na descoberta de medicamentos que eliminem os segundos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Não sabemos se esta perspectiva dramática, terrível, em qualquer das versões, terá alguma consistência. Mas o certo é que o homem se encontra, neste momento da História, numa encruzilhada fatal. Ou trata de se descobrir a si próprio, ou então, na ignorância do seu «ser», da sua «origem» e do seu «destino»... cai facilmente na loucura da violência, originada pela competição de interesses, pela vontade de poder e de domínio, pelo ódio incontido e pela vingança. Aniquila-se a si próprio. «&lt;i&gt;Homo homini lupus»&lt;/i&gt;, já assim pensava Plauto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Não sabemos, pois, qual é a maior ameaça à vida humana... Se as doenças que as bactérias e os vírus se encarregam de renovar sobre o planeta; se o próprio homem, que não resistindo à tentação de «&lt;i&gt;ser como deus&lt;/i&gt;» - a primeira, do «Paraíso» -, com facilidade investe na segunda – a de matar o seu irmão (a tentação bíblica de Caim).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Os mais cépticos afirmam que a Humanidade não tem futuro... feliz. E este cepticismo está, modernamente, a ganhar adeptos cada vez em maior número, entre nós. Sobretudo, entre os que, não acreditando em Deus, desacreditam também do homem. Daqui até ao existencialismo militante, até ao hedonismo selvático, vai apenas um passo. Tudo vale. Tudo é permitido. &lt;i&gt;Este mundo… «são dois dias» &lt;/i&gt;– dizem; &lt;i&gt;se todos fazem assim, por que não hei-de fazer também?&lt;/i&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;O salmista pergunta na Escritura: &lt;i&gt;Quando contemplo os céus, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá colocastes, que é o homem para que Vos lembreis dele, o filho do homem para dele Vos ocupardes? &lt;/i&gt;O Cardeal Fénelon proclamava que &lt;i&gt;L’homme s’agite, mais Dieu le méne&lt;/i&gt; (O homem se agita, mas Deus o conduz). Augusto Comte chamou este pensamento ao seu positivismo e deu-lhe nova face: &lt;i&gt;O homem se agita e a Humanidade o conduz&lt;/i&gt;. Mas para onde está o homem a conduzir a Humanidade, ou – vice-versa – como está a Humanidade a conduzir o homem e para onde?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Perdendo as referências existenciais da sua natureza, o homem mergulha no niilismo, aniquila-se a si próprio, animaliza-se, desespera, torna-se inadaptado e delinquente na sociedade; os jovens anestesiam-se no ambiente estonteante das discotecas; o álcool e a droga são fugas para o abismo; a doença, principalmente uma consequência do seu comportamento degradante. A guerra, com toda a atrocidade da sua violência cega, e com toda a injustiça dos seus meios cada vez mais sofisticados e letais, é o paroxismo da desumanidade instalada no mundo – a negação do próprio «ser» humano.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;A sociedade em que vivemos está degradada. Por isso, o crime organizado, a corrupção, o abuso de poder, a ambição... generalizam-se e ameaçam mais ainda o futuro que nos espera. A Ecologia não é respeitada. Os valores morais esvaíram-se dos programas dos políticos, e dos manuais das escolas. E sem moral não há Ética que possa regular e harmonizar a vida social; não se constrói comunidade; não se promove a solidariedade. O lucro e o sexo são idolatrias avassaladoras que tiranizam a cidade. O próprio conceito de amor aviltou-se, animalizou-se, instrumentalizou-se...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;E só o amor, autêntico, é capaz de salvar a Humanidade!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;De contrário... Sim, no futuro haverá, cada vez mais, delinquentes! E o mundo dos homens se transformará numa selva inóspita.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;Fiquemos, contudo, com as convicções de Fénelon. Que a Esperança cristã nos dê força e confiança!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 212.35pt;"&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;V. N. dos Santos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="margin-left: 212.35pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;span style="font-size:11;"&gt;In Jornal dos Carvalhos, Jan 09&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-691578734459137002?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/691578734459137002/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=691578734459137002' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/691578734459137002'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/691578734459137002'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2009/01/o-futuro-vai-ser-dos-delinquentes.html' title='O futuro vai ser dos delinquentes?...'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SXRuerteCgI/AAAAAAAAATM/JeNv6P2BCyk/s72-c/Esp.+Santo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3435695625913632431</id><published>2008-12-07T18:54:00.004Z</published><updated>2008-12-07T20:17:27.570Z</updated><title type='text'>NATAL</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/STwvT_nRHpI/AAAAAAAAASc/5buXWfM8wLQ/s1600-h/Natal+08.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 250px; height: 320px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/STwvT_nRHpI/AAAAAAAAASc/5buXWfM8wLQ/s320/Natal+08.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5277144883911532178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;

&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Desejo a todos os que este virem, um Santo e Feliz Natal, com muitas bênçãos do Jesus do Presépio, Filho de Deus e nosso Salvador.&lt;/span&gt;
***
***
 ****
&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-family:lucida grande;"&gt;Natal 2008&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt; text-indent: 35.4pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Vai ser, mais uma vez, Natal!
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sempre igual, sempre igual...
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Sempre diferente, e diferente!
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Num presépio, comovente,
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;E num choro de Criança...
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Vai nascer a Esperança,
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;De um seio Maternal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;E, de novo, é Natal!...
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Neste mundo sempre igual,
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Onde há fome, doença. dor...
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;À espera do Deus de Amor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;No céu brilha intensa Luz…
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 72pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Nasce, na Terra, Jesus!&lt;b style=""&gt;&lt;span style="color:black;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3435695625913632431?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3435695625913632431/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3435695625913632431' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3435695625913632431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3435695625913632431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/12/natal.html' title='NATAL'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/STwvT_nRHpI/AAAAAAAAASc/5buXWfM8wLQ/s72-c/Natal+08.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2874337486073125057</id><published>2008-09-01T15:01:00.000+01:00</published><updated>2008-09-01T15:02:10.941+01:00</updated><title type='text'>Saudades da guerra fria...,</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Saudades da guerra fria...,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;   &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;ou o Ocidente em declínio?!...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;O presidente da Geórgia, Mikhail Saakachvili, com muita falta de senso&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;e clamorosa imprudência política, decidiu invadir a Ossétia do Sul, para pôr cobro aos propósitos separatistas daquela parcela do «seu» território. A Rússia não se conteve, e reagiu com violência, pois não iria permitir que fosse ultrapassada, ali, a sua influência estratégica. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Só um tolo teria deixado de acreditar que isso não iria acontecer… Só um tolo, ou um governante insensato, indiferente perante o sofrimento do povo. Foi o que aconteceu: violência desmedida; morte de inocentes; humilhação e derrota.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;E o Ocidente aninhou, titubiante, perante a firmeza verbal e bélica dos senhores (ou do senhor – Putin) do Kremlin. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;De resto, como teriam reagido os americanos (versus NATO) se a Sérvia tivesse invadido o Kosovo, após ter este proclamado unilateralmente a sua independência?... &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Ossétia, Abkhásia, Kosovo, País Basco… &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Afeganistão, Iraque, Irão &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Pedras no sapato da paz podre em que vive o mundo, que parece alimentar saudades da guerra fria da segunda metade do século passado… &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Novos marcos, a balizarem as relações internacionais, cada vez mais complicadas e perigosas. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Se, por um lado, há indícios encorajadores de esperança, nos recentes progressos de entendimento a nível político entre Israel e a Palestina, por outro, a arrogância ameaçadora de Ahmadinejad, presidente do Irão (que já pretende exportar «nuclear» para a África…) a respeito do estado judeu, não augura futuro risonho para aquela região, nem para o mundo. Já não falando na China, esse colosso militar que começa a dar mostras de apoiar a Rússia nos recentes diferendos (e até o Chávez, da Venezuela, aproveitou a deixa para se encostar aos poderes do Oriente).&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Há quem pense que a Rússia de hoje não é a União Soviética de ontem. E quem é que fez a U.R.S.S. de ontem e nela imperava?... &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Insensatos! &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Se as ideologias – dizem - tiveram já a sua época, elas deixaram os seus frutos e as suas sementes: a alma da humanidade foi destruída pelo materialismo ateu, e pelas filosofias da «morte de Deus». A sociedade actual vive num misticismo prático de marxismo existencialista, alimentado, paradoxalmente, pelo lucro fácil de um capitalismo selvagem, insensível às misérias humanas, e pelo prazer individualista a todo o custo. O espaço planetário em que vivemos vai-se contraindo cada vez mais, mercê da velocidade estonteante das comunicações, e, por consequência, torna-se presa da vontade de domínio dos mais fortes. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Estaremos, então, a cozinhar uma nova guerra fria global, a ressuscitar a ameaça e o medo permanentes da guerra quente?... &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Ou será que a Civilização Ocidental, apodrecidas que estão as almas, começa a ver desaparecer no horizonte a estrela dos seus dias mais gloriosos?!...&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;i style=""&gt;Post-Scriptum:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Imaginem, agora, o que aconteceria, a nível mais nosso… se o P.M. de Portugal resolvesse mandar tropas a Olivença, para fazer valer os nossos direitos históricos e legais!... &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2874337486073125057?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2874337486073125057/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2874337486073125057' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2874337486073125057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2874337486073125057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/09/saudades-da-guerra-fria.html' title='Saudades da guerra fria...,'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2208258969596106692</id><published>2008-08-30T23:09:00.001+01:00</published><updated>2008-08-30T23:11:36.576+01:00</updated><title type='text'>Um País em cata-vento</title><content type='html'>&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;A onda de criminalidade violenta está a tornar-se num autêntico «tsunami» social. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;O pânico generaliza-se. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;O cidadão comum interroga-se sobre a sua segurança pessoal e de seus bens. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Um pandemónio generalizado, depois dos processos casapianos sem solução à vista, e dos apitos dourados que vão perdendo o brilho e o som estridente de seu início.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Já se levam as caixas multibanco às cavaleiras, estejam onde estiverem: desde os supermercados aos tribunais (tribunais!... o cúmulo paradoxal do paroxismo do crime!);&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Incendeiam-se autocarros em recolha; «hijackam»-se automóveis topo de gama;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Assaltam-se ourivesarias, bancos e bombas de combustíveis;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Desaparecem crianças, misteriosamente, sem que fique qualquer pista aproveitável à investigação policial;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Promove-se, facilitando o processo e os meios, o desfazer dos laços matrimoniais; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Financia-se o aborto por opção da mulher (… mãe?!) e dispara a exploração comercial do sexo;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Oferece-se à juventude escolar preservativos e computadores, e distribui-se gratuitamente seringas para droga nas cadeias; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Manda-se retirar os crucifixos das escolas, e alterar a denominação de sabor religioso das instituições do Estado;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Desvaloriza-se o conceito da Honra, e relativiza-se o valor da Fidelidade;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Está a perder-se a capacidade de pensar, de reflectir…&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt; etc., etc., etc.&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;O que conta, hoje, é o lucro, o interesse imediato, hedonístico e vil. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Entretanto os nossos políticos gozam férias, apesar de tudo; mudam de mulher como quem muda de camisa; enchem as capas de revistas com fotos de seus devaneios amorosos (nem todos, felizmente, se medem pela mesma rasa!...). &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Estamos num Portugal que deixou extinguir na alma do seu povo a noção dos mais acrisolados valores que dão sentido à vida; que não oferece à juventude ideais nem objectivos atingíveis; que legisla contra a Família e levanta engulhos à religião que lhe deu identidade desde o berço. Somos uma Pátria que deu pátria a povos de todo o mundo, mas que os abandonou às ideologias, quando era preciso educá-los e ajudá-los a construir o seu próprio Lar. Os que puderam fugir ao inferno consequente que os cercou e dizimou milhares dos seus irmãos, vagueiam por aí nos bairros problemáticos das nossas cidades, onde o crime alastra e a droga mata o corpo, destrói a personalidade, e definha a alma. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Fiquemos por aqui...&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Que esperam deste País, que se governa em pára-arranca e legisla em cata-vento?&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Ora agora, deixam-se os criminosos em liberdade...; ora agora, instaura-se mais apertada a prisão preventiva! Mais umas medidas legislativas, mais uma série de estratégias!  Leis e medidas!... Não importa se as anteriores são ou não cumpridas... O «novo» é que é bom e eficaz!&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Que fizeram deste País, onde por toda a parte se vêem nas paredes os indícios técnicos da anarquia?... Onde os políticos gastam montes de dinheiro dos impostos de todos em decisões e obras de fachada, de cariz eleitoralista, e descuram as mais comezinhas necessidades públicas? Depois, endivida-se a Administração, segundo o lema displicente e desonesto: &lt;i style=""&gt;«Quem vier atrás que feixe a porta!».&lt;/i&gt; &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Para onde vai Portugal? &lt;i style=""&gt;«Como vai, este País?»&lt;/i&gt; - assim perguntavam, há uma trintena de anos Herman José e Nicolau Breyner, no programa crítico-humorístico &lt;i style=""&gt;«Sr. contente e Sr. Feliz».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;«Este País»&lt;/i&gt; continua, hoje, a rodopiar em cata-vento, à procura de um sentido e de um destino. Permanece, graças ao sistema político que temos, &lt;i style=""&gt;«à espera de Godot»&lt;/i&gt;! Desse Godot quimérico, que nunca chega, mas que Beckett colocou, como esperança, no imaginário daqueles para quem a vida se constitui em tédio e em derrota.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;. &lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;E já lá vão trinta e tal anos, em que numa manhã de Abril se proclamou a Liberdade!... e se perdeu o senso da Responsabilidade… quando a boceta de Pandora, da &lt;i style=""&gt;«Revolução»&lt;/i&gt; deixou extravasar as &lt;i style=""&gt;«liberdades»! &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="margin: 0cm 0cm 0.0001pt; text-indent: 36pt;"&gt;Oxalá que os Portugueses se venham a libertar da obsessão de Godot, que nunca chega, e tentem, algum dia, recuperar a Esperança, que continua, apesar de tudo, a aguardar que a resgatem, lá do fundo da boceta, onde ainda, e só ela, permanece.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2208258969596106692?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2208258969596106692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2208258969596106692' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2208258969596106692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2208258969596106692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/08/um-pas-em-cata-vento.html' title='Um País em cata-vento'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4114677445082458131</id><published>2008-08-22T23:33:00.015+01:00</published><updated>2008-08-23T00:16:35.364+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;a name="1909783814708867561"&gt;&lt;/a&gt; &lt;h3 class="post-title entry-title"&gt; &lt;a href="http://comunidadenazare.blogspot.com/2008/08/h-festa-na-minha-terra.html"&gt;Há festa na minha terra&lt;blockquote&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/a&gt; &lt;/h3&gt;   &lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 469px; height: 351px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKirsY7tM8I/AAAAAAAAAL8/D1hJIjlQTFw/s320/PICT0045+comp.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235623345913672642" border="0" /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;15 de Agosto&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;
A Assunção de Maria aos Céus é celebrada em todo o Mundo. Também, todo o Portugal exulta e canta, neste dia, louvores a Maria - a verdadeira «Arca da Aliança», o Modelo da Igreja de Jesus Cristo, aquela que, sempre atenta às necessidades de seus filhos terrenos, antecipou a hora do Divino Taumaturgo dizendo-nos «Fazei o que Ele vos disser».&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Igualmente na minha terra se celebrou a f&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a style="font-family: courier new;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKirj5l3uhI/AAAAAAAAAL0/c0JacITLhsI/s1600-h/PICT0025+comp.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 345px; height: 459px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKirj5l3uhI/AAAAAAAAAL0/c0JacITLhsI/s320/PICT0025+comp.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235623200061635090" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;sta em honra da Mãe do Céu, sob a devoção da Senhora da Saúde.




&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Multidões vieram de todos os lados, de dia e de noite, ao Monte do Murado, na vila dos Carvalhos, para cumprir as suas pr&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;omessas, para orar, para agradecer e pedir o auxílio divino.
&lt;/span&gt;

&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;Presidiu às celebrações, representando D. Manuel Clemente, bispo do Porto, o Monsenhor Cónego Dr. Godinho de Li&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;ma, p&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;rofessor jubilado da U. Católica do Porto e ex-vigário geral da diocese.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:verdana;font-size:130%;"  &gt;

&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;
&lt;/span&gt;

&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKipNYnmURI/AAAAAAAAALk/MOK5rqx-Ho8/s1600-h/14+comp.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer; width: 426px; height: 319px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKipNYnmURI/AAAAAAAAALk/MOK5rqx-Ho8/s320/14+comp.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5235620614230135058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;




***


FOTOS:
- Procissão
- Homilia
- na Missa campal
- Aspecto exterior da capela, à noite&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4114677445082458131?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4114677445082458131/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4114677445082458131' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4114677445082458131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4114677445082458131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/08/domingo-17-de-agosto-de-2008-h-festa-na.html' title=''/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SKirsY7tM8I/AAAAAAAAAL8/D1hJIjlQTFw/s72-c/PICT0045+comp.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3725463181350933593</id><published>2008-08-10T01:22:00.008+01:00</published><updated>2008-08-10T01:35:38.890+01:00</updated><title type='text'>Férias!... Que Férias?...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43097F3BI/AAAAAAAAALU/M4xqXJbiZXE/s1600-h/rio+Minho+Melg++2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43097F3BI/AAAAAAAAALU/M4xqXJbiZXE/s320/rio+Minho+Melg++2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232681200166231058" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43fl9WbDI/AAAAAAAAALM/HHyx6p4ACjs/s1600-h/S%C2%AA+Minho+2+SArga.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43fl9WbDI/AAAAAAAAALM/HHyx6p4ACjs/s320/S%C2%AA+Minho+2+SArga.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232680832956001330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43LkAByHI/AAAAAAAAALE/TizQlrfqUkk/s1600-h/Cap+E+Santo+Mor+Lima+1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43LkAByHI/AAAAAAAAALE/TizQlrfqUkk/s320/Cap+E+Santo+Mor+Lima+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232680488832977010" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ424asZB4I/AAAAAAAAAK8/WTbxdt8VswU/s1600-h/St%C2%BA.+Ov%C3%ADdio+-P.Lima.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ424asZB4I/AAAAAAAAAK8/WTbxdt8VswU/s320/St%C2%BA.+Ov%C3%ADdio+-P.Lima.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232680159917180802" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ42lb6krSI/AAAAAAAAAK0/5jAbcXIv9hU/s1600-h/S+Arga+7.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ42lb6krSI/AAAAAAAAAK0/5jAbcXIv9hU/s320/S+Arga+7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232679833827585314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ41T_ly9uI/AAAAAAAAAKs/r-5d1ug_LQM/s1600-h/C.+Anqui%C3%A3o+16.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ41T_ly9uI/AAAAAAAAAKs/r-5d1ug_LQM/s320/C.+Anqui%C3%A3o+16.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5232678434654844642" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;O dinheiro é pouco. Os juros estão &lt;st1:personname productid="em alta. O" st="on"&gt;em alta.  O&lt;/st1:personname&gt; petróleo encareceu desmedidamente. O comércio, para vender, faz «saldos». Os negócios emagrecem de volume. O desemprego ameaça as almas. A inflação reduz drasticamente os salários reais. Os subsídios de férias são utilizados para repor as finanças domésticas... Mesmo assim, há quem busque no estrangeiro um paraíso ilusório, para que se esqueçam as mágoas. A crise não afecta todos, e muito menos os gestores e alguns políticos ... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;E, cá dentro, neste Portugal escondido do seu povo, que tesouros possuímos! Que belezas naturais a convidar ao sossego, à recuperação psíquica do cansaço de tantas freimas e trabalhos, ao enriquecimento cultural, e até espiritual, das nossas gentes!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;É conhecido o &lt;i&gt;slogan&lt;/i&gt; &lt;i&gt;"Vá para fora, cá dentro". &lt;/i&gt;Mas, cá dentro, o que temos feito para atrair os portugueses? Que divulgação, que propaganda fazem os municípios das suas riquezas turísticas? E como as têm tratado, em termos de preservação e conservação, de acessos convenientes, de informação cultural adequada? E a própria Administração central, o Património e os Monumentos Nacionais?... Somos um país pequeno, sim, mas com uma diversidade paisagística impressionante, e uma riqueza não desprezível em termos de monumentos históricos de toda a espécie, muitos em completo e criminoso abandono. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;A Natureza deslumbra-nos, extasia-nos com os seus quadros pictóricos sempre renovados, segundo o ângulo de observação proporcionado pela conquista gradual das altitudes; ou pelo alongamento do olhar na imensidão das planícies. Mas amedronta-nos, respeitosamente, também, junto aos abismos escarpados das falésias, sobranceiras à rebentação das ondas do mar; e à beira dos precipícios montanhosos das bacias hidrográficas, onde a vegetação exuberante esconde, lá no fundo, silenciosamente, o rumor das correntezas... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Se bem soubermos escutar, tudo isso nos fala... Falam, das suas mágoas e saudade, as pedras dos edifícios em ruína, a contar História perdida nos tempos; falam as árvores, em diálogo de paz e de amor com a brisa suavizante das encostas, mas sempre receando a depredação dos incêndios que tudo devastam; fala o céu azul que nos cobre, entrecortado por cirros esbranquiçados, ou a sorrir nos intervalos de cúmulos acastelados carregados de energia ameaçadora de trovoadas; falam os meandros dos rios, lá ao fundo, a contornar montes e a rasgar vales, à procura da imensidão do oceano. Nos mosteiros beneditinos, perdidos nas encostas montanhosas do Minho, ouve-se ainda - se silêncio bastante conseguirmos... - o eco das matinas e das vésperas dos monges vestidos de preto que consagraram a sua vida ao "Ora et Labora", e à divulgação da Boa Nova de Cristo. E as pedras das torres de menagem fronteiriças, testemunham investidas e lutas, no passado, pela defesa de um território que, hoje, já não tem barreiras. Novos tempos, em que o mundo se torna, cada vez mais, uma aldeia global. Nas cumeadas, onde antes apenas se distinguia a alvura de uma capelinha, vemos, agora, alinhados, altaneiros, de alvura cintilante, os "vira-ventos" geradores de energia renovada, que povoam por toda a parte as nossas montanhas. Novas sentinelas do progresso, não poluentes, usufruindo a Natureza eólica que o Criador deixou como dádiva à Humanidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;O tempo de férias pode também ser aproveitado como tempo de peregrinação. O território de Portugal é fértil em santuários, que atraem peregrinos de todos os quadrantes. Peregrinar, e peregrinar a pé, é salutar, para o corpo e para o espírito. A caminho de Compostela, do Sameiro ou de Fátima, são frequentes os grupos de peregrinos que palmilham os itinerários adequados, à procura das fontes da Vida. Nestes tempos em que o materialismo tudo faz para atrair o homem por caminhos de felicidade ilusória, peregrinar, em busca do sagrado, é uma opção de férias retemperadoras, libertadoras. De resto, o homem é essencialmente um Peregrino. Um peregrino à procura da Pátria definitiva, onde, só aí, poderá encontrar a verdadeira felicidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Arial;font-size:10;"  &gt;Férias verdadeiras, são aquelas que proporcionam ao homem encontrar-se consigo mesmo, na perspectiva do seu destino eterno. Como dizia o saudoso padre Elói de Pinho: "Férias com Deus ao fundo".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3725463181350933593?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3725463181350933593/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3725463181350933593' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3725463181350933593'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3725463181350933593'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/08/frias-que-frias.html' title='Férias!... Que Férias?...'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/SJ43097F3BI/AAAAAAAAALU/M4xqXJbiZXE/s72-c/rio+Minho+Melg++2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3427114846824174287</id><published>2008-07-13T00:36:00.010+01:00</published><updated>2008-07-13T01:10:13.207+01:00</updated><title type='text'>Encontro de Catequistas - 28 Junho 08</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlFwp6URsI/AAAAAAAAAJU/Hya2jXoUn7c/s1600-h/Rio+Douro+2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlFwp6URsI/AAAAAAAAAJU/Hya2jXoUn7c/s320/Rio+Douro+2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222281945099290306" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlFoDwp7tI/AAAAAAAAAJM/4dwbfdMahOI/s1600-h/Rio+Douro+1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlFoDwp7tI/AAAAAAAAAJM/4dwbfdMahOI/s320/Rio+Douro+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222281797419265746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlEPfnS7qI/AAAAAAAAAJE/9VRKdAUU1Eo/s1600-h/S.+Pilar.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlEPfnS7qI/AAAAAAAAAJE/9VRKdAUU1Eo/s320/S.+Pilar.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222280275887845026" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlDvKo3utI/AAAAAAAAAI8/wYvVx0mcNAc/s1600-h/Porto+Rib+4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlDvKo3utI/AAAAAAAAAI8/wYvVx0mcNAc/s320/Porto+Rib+4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222279720501492434" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlDVYpOCwI/AAAAAAAAAI0/w8o3ruTiFow/s1600-h/Cais+Gaia+3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlDVYpOCwI/AAAAAAAAAI0/w8o3ruTiFow/s320/Cais+Gaia+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222279277584452354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlCuf3XWkI/AAAAAAAAAIs/T9dYSbCgnt0/s1600-h/C%C3%A1lem+4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlCuf3XWkI/AAAAAAAAAIs/T9dYSbCgnt0/s320/C%C3%A1lem+4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222278609507932738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp0.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlB_aFgpUI/AAAAAAAAAIk/RIhh1dXGVWE/s1600-h/C%C3%A1lem+3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp0.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlB_aFgpUI/AAAAAAAAAIk/RIhh1dXGVWE/s320/C%C3%A1lem+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222277800502797634" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlB1FqksNI/AAAAAAAAAIc/bVivqxcYkkI/s1600-h/Ar+de+Rio+7.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlB1FqksNI/AAAAAAAAAIc/bVivqxcYkkI/s320/Ar+de+Rio+7.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222277623222415570" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;Encontro de catequistas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:14;"&gt;Ribeira de Gaia&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Rest. «Ar de Rio»&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;Visita às Caves CÁLEM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;
&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Este almoço foi catita.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Havemos de cá voltar!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Almoço de catequista…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De amizade e alegria.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cá estaremos, qualquer dia,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se Deus quiser e deixar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;A vida só tem sabor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Se celebrar o amor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;* * *&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ó Ribeira do além,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Nós ‘stamos cá, deste lado;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Neste «Ar de Rio», que tem&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Um restaurante esmerado.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Cais de Gaia, uma beleza!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que bem nos sentimos cá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;O Rio Douro, riqueza&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que Deus a todos nos dá!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;De um lado nos fica a Sé…&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Do outro, monte Pilar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Duas colunas de Fé,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que nos ficam a guardar.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Bendito sejas, Senhor,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Por este encontro de Luz.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Dá-nos força e vigor&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Para ensinar, ó Jesus,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tuas crianças tão belas...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que estarás sempre com elas!&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size: 14pt;"&gt;Na visita às caves CÁLEM&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;Depois das provas…&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt;"&gt;Só um «chisquinho» bebi&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt;"&gt;Dos «Velhotes», branco e tinto;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt;"&gt;E não sei o que senti,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 81pt;"&gt;Não sei bem como me sinto!...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: 99pt;"&gt;Obrigado, minha Senhora,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: 99pt;"&gt;Que nos serviu, bem, de Guia.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: 99pt;"&gt;Neste dia, nesta hora,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt; text-indent: 99pt;"&gt;Muito mais… eu bem bebia!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;Mas temos de ir embora,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;Por nosso pé, de mansinho,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;Senão…, minha Senhora,&lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;Vai levar-nos de carrinho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 216pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;28 de Junho de 2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="margin-left: 45pt;"&gt;&lt;i style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3427114846824174287?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3427114846824174287/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3427114846824174287' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3427114846824174287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3427114846824174287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/07/encontro-de-catequistas-28-junho-08.html' title='Encontro de Catequistas - 28 Junho 08'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SHlFwp6URsI/AAAAAAAAAJU/Hya2jXoUn7c/s72-c/Rio+Douro+2.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-1260572061084752243</id><published>2008-06-20T18:25:00.002+01:00</published><updated>2008-07-09T23:44:00.145+01:00</updated><title type='text'>A verdadeira fome da Humanidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SFvoVUfF1HI/AAAAAAAAAIM/ZVYJ9HnilaY/s1600-h/A+Palavra.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SFvoVUfF1HI/AAAAAAAAAIM/ZVYJ9HnilaY/s320/A+Palavra.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214016446585492594" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;div class="Section1"&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;
&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;A Eucaristia é o centro vital de toda a dinâmica cristã. Toda a Liturgia da Igreja está orientada para a Eucaristia, porque aí se encontra o ponto máximo da oração da Igreja de Jesus Cristo - o encontro do Homem com o próprio Deus, de um modo singular e na pessoa do supremo e eterno Sacerdote, que é Cristo, morto e ressuscitado. É na Eucaristia que buscamos o alimento que nos restabelece para continuarmos a caminhada: &lt;i style=""&gt;«Quem come deste pão, viverá eternamente»&lt;/i&gt;. (Jo 6,58)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;O homem necessita de alimento para o corpo. Sem alimento, as suas forças enfraquecem; fica doente; morrerá, se a carência alimentar persistir. Mas o homem não é só corpo; precisa de outra espécie de alimento para se desenvolver e realizar plenamente. De contrário, definha, na totalidade do seu ser. A sua dimensão espiritual pede-lhe o alimento da alma: &lt;i style=""&gt;«Nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus»&lt;/i&gt; - respondeu Jesus ao tentador, no deserto. (Mt 4, 4). &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Lê-se na profecia de Amós: &lt;i style=""&gt;«Dias virão&lt;/i&gt; – diz o Senhor Deus – &lt;i style=""&gt;em que mandarei a fome sobre a terra: não será fome de pão, nem sede de água, mas fome de ouvir a palavra do Senhor.&lt;/i&gt; E o presságio continua: &lt;i style=""&gt;«Irão cambaleando de um ao outro mar, irão sem rumo do Norte ao Oriente, à procura da palavra do Senhor, mas não a poderão encontrar».&lt;/i&gt; (Am 8, 11-12).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Na Missa, o cristão encontra esse alimento imprescindível ao seu desenvolvimento na Fé, com vista ao cumprimento da sua missão existencial, única e irrepetível no mundo. A Missa, especialmente a Missa dominical, oferece-lhe lugar e oportunidade para se encontrar consigo mesmo, para se reconciliar com o Criador, para O louvar e Lhe dar graças, em reconhecimento da sua própria existência. Aí, ele escuta a Palavra de Deus, alimento que aprofunda e fortalece o seu entendimento, e o leva a enveredar, na vida, pelo melhor caminho. Depois, é na Missa que se realiza a comunhão sacramental do cristão com Jesus Cristo, e, n’Ele e por Ele, a comunhão com os irmãos: ali presentes, no mundo inteiro, e na eternidade. Mistério sublime!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Diz Ratzinger, Bento XVI, no seu maravilhoso livro «Jesus de Nazaré», recentemente vindo a público&lt;i style=""&gt;: «A desavença com Deus é o ponto de partida de todos os envenenamentos do homem; a sua superação constitui o pressuposto fundamental para a paz no mundo. Só o homem reconciliado com Deus pode estar também reconciliado e em harmonia consigo mesmo; e somente o homem reconciliado com Deus e consigo mesmo pode construir a paz à sua volta e em todo o mundo» &lt;/i&gt;(pag. 124).&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Nos tempos que passam, o mundo debate-se com o problema terrível da fome física, mas a fome mais dramática da humanidade é a carência de alimento espiritual: o Pão da Palavra e o Pão Eucarístico. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Se os homens se alimentassem com o &lt;i style=""&gt;«pão vivo que desceu do céu»&lt;/i&gt; (Jo 6, 51), e mitigassem a sede que os atormenta nas torrentes de água viva que brotam das fontes eternas do coração de Cristo Redentor, todo o mundo se transformaria em prados verdejantes, em searas doiradas e em pescas milagrosas. Então, das espadas do ódio, do egoísmo e da violência, depressa se fariam relhas de arado, e a paz seria possível, porque fruto da justiça e do amor. (Is 2, 4)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;É por isso que se me afigura particularmente grave, hoje, verificar que, em algumas missas celebradas, se devota pouco cuidado às leituras da Palavra de Deus, e se permite uma quase subalternidade fugaz ao momento propriamente eucarístico. Chega-se a suprimir leituras bíblicas, quando se perde tempo, no decurso da celebração, com atitudes acessórias, inadequadas e, até, anti-litúrgicas, que diluem ou tornam opaco o carácter místico da solenidade, o sentido profundo do Mistério. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 1cm; line-height: 12pt;"&gt;Promove-se, às vezes, um diletantismo circunstancial que pode atrair multidões sempre ávidas da novidade e do maravilhoso, mas não se preenche nas almas o vazio que as faz retroceder perante as exigências da doação evangélica, que implica palmilhar o caminho pedregoso do Calvário. De resto, a própria Cruz se vai esfumando do imaginário espiritual dos fiéis, que facilmente preferem um «Cristo» «light», «soft», que não evidencie a rudeza atroz do&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;rosto humano-divino desfigurado pelo sofrimento, nem as chagas abertas pelo martírio a que foi submetido o Servo de Javé, ao tomar sobre Si os pecados da Humanidade. (Is 53)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-1260572061084752243?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/1260572061084752243/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=1260572061084752243' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1260572061084752243'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/1260572061084752243'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/06/verdadeira-fome-da-humanidade.html' title='A verdadeira fome da Humanidade'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SFvoVUfF1HI/AAAAAAAAAIM/ZVYJ9HnilaY/s72-c/A+Palavra.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3379372720258480541</id><published>2008-05-12T23:03:00.003+01:00</published><updated>2008-05-14T20:27:03.981+01:00</updated><title type='text'>FÁTIMA 2008</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SCi_a9rJeKI/AAAAAAAAAH0/PfYxHtC1YmQ/s1600-h/Cruz+F%C3%A1tima.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SCi_a9rJeKI/AAAAAAAAAH0/PfYxHtC1YmQ/s320/Cruz+F%C3%A1tima.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199616239752280226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;p class="MsoNormal"&gt;Fátima, sublime afago de Mãe,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Mistério insondável do Divino.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;O povo peregrino aqui vem...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E volta, consolado, a seu destino.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;

Em busca de milagres, que ali vamos?!...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Apenas dar refúgio ao coração.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E junto de Maria, assim ficamos...&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Cumprindo «Penitência e Oração!»&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;  &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;  &lt;!--[endif]--&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Recebe, ó Virgem Santa, as nossas dores,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Te peço, assim, Senhora, com piedade,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;E leva ao bom caminho os pecadores!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;!--[if !supportEmptyParas]--&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;
&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Que se converta a Deus a Humanidade,&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E por dom de teu Filho Salvador,&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Ao mundo traz a Paz, por caridade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3379372720258480541?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3379372720258480541/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3379372720258480541' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3379372720258480541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3379372720258480541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/05/ftima-2008.html' title='FÁTIMA 2008'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SCi_a9rJeKI/AAAAAAAAAH0/PfYxHtC1YmQ/s72-c/Cruz+F%C3%A1tima.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-3152531903875407117</id><published>2008-04-25T00:20:00.005+01:00</published><updated>2008-04-25T01:16:52.781+01:00</updated><title type='text'>Do outro lado do tempo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SBEiMYfdpaI/AAAAAAAAAHY/FdCzwx7BCAI/s1600-h/PSol+23Abr08.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SBEiMYfdpaI/AAAAAAAAAHY/FdCzwx7BCAI/s320/PSol+23Abr08.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5192969441463084450" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
Há trinta e quatro anos,
por esta hora,
o sol do Portugal em que nasci
desaparecia no horizonte da história.

Vivo hoje num Portugal à procura de sentido.

Que é feito desses heróis do antanho
que rasgaram mares revoltos
e desbravaram plagas africanas;

que deram a volta ao mundo
e descobriram novas gentes;

que levaram Cristo ao coração
e à alma de gentios;
que plantaram padrões
nas praias de continentes remotos;

que deixaram esta nossa Língua Lusa
inculturada nas raças de toda a Terra?

Que é feito de Gama e de Camões;
de Vieira e de João de Brito;
de Albuquerque e de Cabral;
de Mouzinho e de Magiollo?

Foram todos uns tolos,
que nunca pensaram - insensatos! -
que seriam julgados
por consciências de «libertadores»
do futuro?!...

Onde param esses heróis
que defenderam e construíram
o Portugal onde nasci?

E como vivem hoje
os que rasgaram páginas da História,
pelo preço de uma utopia libertadora
que adulterou e subjugou
o conceito de Liberdade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-3152531903875407117?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/3152531903875407117/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=3152531903875407117' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3152531903875407117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/3152531903875407117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/04/do-outro-lado-do-tempo.html' title='Do outro lado do tempo'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SBEiMYfdpaI/AAAAAAAAAHY/FdCzwx7BCAI/s72-c/PSol+23Abr08.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2921017791284034349</id><published>2008-04-19T09:21:00.006+01:00</published><updated>2008-04-19T09:55:28.653+01:00</updated><title type='text'>Os novos pecados sociais... (e políticos!...)</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SAmuaDSWHKI/AAAAAAAAAHQ/bn-iDqRTAdY/s1600-h/igreja.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SAmuaDSWHKI/AAAAAAAAAHQ/bn-iDqRTAdY/s320/igreja.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5190871808103292066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;b&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent: 36pt;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Parece que a sociedade de que fazemos parte ficou escandalizada por a Santa Sé se ter pronunciado, recentemente, por uma nova lista de - dizem - «modernos» pecados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;A comunicação social deu disso conta, e reagiu. Organizou debates. Explorou, como sempre, a situação, com carácter depreciativo para com a Igreja Católica. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Acompanhámos, por acaso, um desses programas, em que era moderadora uma jornalista de apreciável mérito profissional, mas de manifesta incultura religiosa: a ponto de, ao referir-se ao Santo Padre (Bento XVI), frequentemente o apelidar de «&lt;i&gt;o santo papa&lt;/i&gt;».&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Não vamos perder tempo aqui com comentários sobre esse programa, embora valesse a pena. Principalmente, porque mui dignas foram, e esclarecedoras, as intervenções de dois dos participantes, competentes na matéria: um professor universitário, da área de História, e o padre Feitor Pinto. Uma terceira figura no debate, uma ex-deputada do partido comunista, sobejamente conhecida pela sua “verbe” exuberante e mímica teatral, bem aproveitou o seu «tempo de antena» para desferir contra a Igreja Católica aquelas acusações a que já estamos habituados sobre factos passados e outros entendidos como actuais, mesmo reconhecendo que João Paulo II, em nome da Igreja, se penitenciara, nos tempos de hoje, por aquilo que, infelizmente, de negativo a História guardou memória (fruto dos tempos de ontem mas aferido pelas consciências de hoje). Assim tivessem coragem semelhante para proceder de igual modo, os responsáveis politico-ideológicos que herdaram e ainda contabilizam o tenebroso saldo de mortes, de violações e de terror, de tantas ditaduras e de tantas guerras que a ambição do poder temporal espalhou e continua a espalhar por todo o mundo!... &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Mas há pecado? O que é o pecado? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Há uma tendência cada vez mais generalizada&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- por deformação cultural, e talvez por superficialidade catequética... - em situar o pecado apenas na relação do homem com Deus. Este conceito radicava-se tanto nas religiões politeístas como no entendimento bíblico do pecado original. Foi o Cristianismo que veio «humanizar» o conceito de pecado, ao mesmo tempo que «humanizou», também, o conceito da misericórdia e do perdão. O Deus dos cristãos fez-se homem, em Jesus de Nazaré, e, no sacrifício supremo da cruz, suportando toda a carga pecaminosa da Humanidade, mostrou, até ao infinito, até ao inconcebível, que há um rosto humano-divino ferido de morte pelos malefícios (pecados) dos homens. E mostrou também que o pecado e a morte não têm poder definitivo sobre o destino da Humanidade, pois está sempre rasgado e aberto o peito humano de Deus, onde sangra de amor o Coração divino, para acolher o pecador arrependido&lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;O «Pecado» não é apanágio das religiões. Se fosse, as ideologias não teriam instituído as humilhantes sessões públicas, «redentoras», de «autocrítica» (de confissão de «pecados» ideológicos, de ofensas ao «Partido»), nem os «purgatórios» dos «Gulags», nem os «infernos» das «câmaras de gás» e dos «fornos crematórios» do nazismo.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;Dificilmente o pecado, em sentido moral, é assumido como ofensa contra o próximo, e contra si mesmo; muito menos contra a sociedade em geral; e nunca contra a própria Natureza criada. Nos Estados, os «pecados» de cidadania são abrangidos pelos &lt;span style=""&gt;institutos da contra-ordenação e do crime: infracções menos ou mais graves contra as leis formuladas. Daí, a contrapartida reparadora das coimas e das penas impostas pelos tribunais, os arrestos na praça pública e as prisões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Quando numa sociedade se perde a noção do dever e do pecado, cai-se depressa no individualismo mais atroz... No narcisismo - que o Padre Amedeo Cencini declara ser um dos maiores males da sociedade actual (&lt;i&gt;VP, Voz Portucalense, de 9 de Abril corrente&lt;/i&gt;). &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent2"&gt;Numa sociedade organizada pode não haver lei penal a caracterizar como crime um acto censuravelmente grave praticado por um cidadão; contudo, esse acto pode ser moralmente ofensivo da liberdade, da dignidade, da integridade e, mesmo, da vida humanas. Muitas das prisões com mandados de captura assinados em branco, efectuadas em Portugal, no período revolucionário de há três décadas atrás, apesar de terem sido actos execráveis... - pecados morais reprovados pelo senso comum, não foram tipificadas como crimes, por não haver lei penal anterior, militar ou civil, que as contemplasse. E todos sabemos que, mais recentemente, o aborto livre, por opção da mulher, até às doze semanas de gestação, deixou de ser penalizado, o que não significa que passasse a ser um acto moralmente inócuo para uma consciência bem formada. Continua a ser um pecado, contra a vida, contra a liberdade, contra o direito de nascer! Um pecado contra o Homem e contra Deus - autor e Senhor da vida!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;Poderemos, então dizer que o pecado é, apenas, uma questão de consciência?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;&lt;span style=""&gt;O pecado é, objectivamente, uma ofensa (consciente, livre e voluntária) contra o homem, contra a Natureza, contra a Humanidade em geral. Todos têm liberdade de pecar, mas a ninguém é dado o direito de o fazer. O homem só se realiza como tal na doação do amor: no serviço ao seu irmão e na adoração ao seu Criador. Por isso o pecado, em sentido religioso, é, também, uma ofensa contra Deus, que é o Amor sem limites. E ninguém ama a Deus, se ofende, se odeia o seu irmão. Ninguém ama a Deus, se ofende, se prejudica a Natureza, criada para serviço da Humanidade. Uma consciência que não tem sensibilidade para reconhecer o pecado (o mal praticado), tudo faz, tudo permite, tudo ambiciona, tudo violenta. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 36pt; line-height: 12pt;"&gt;A sociedade em que vivemos interpela-nos sempre de modos novos, a solicitar-nos novas e diferentes atitudes, a influenciar novos comportamentos, a imputar-nos novas responsabilidades. A interdependência social e política das populações implica corresponsabilidade, e esta exige solidariedade, justiça comunitária, promoção e defesa do bem comum. Estamos no mundo das novas tecnologias, das comunicações sem fronteiras, das novas descobertas científicas, da economia global, e do aquecimento do planeta provocado pela maneira como o homem trata a sua casa comum; é também o mundo da dominação política e financeira, onde campeiam ambições desmedidas, opressões, vinganças, a gerarem o terror da guerra e genocídios apocalípticos de populações. Ninguém pode sentir-se de mãos limpas e indiferente perante o sofrimento alheio.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;A guerra, a manipulação genética, o tráfego e uso das drogas e do álcool, a desigualdade e injustiça na sociedade, a violência, a exploração sexual de jovens e crianças, o desemprego, a fome de populações inteiras, a poluição do ambiente, as mortes da estrada – são alguns dos aspectos sociais perante os quais não podemos ficar de braços cruzados e de consciência tranquila, à espera que a solução das ameaças e conflitos desça milagrosamente do céu. Pecados sociais, colectivos, que radicam nos pecados individuais, por acção e omissão, de cada um.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyText" style="text-indent: 36pt;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Numa sociedade que se diz democrática, todos somos responsáveis pelos males que proliferam à nossa volta, porque de algum modo podemos fazer algo para minimizar a sua existência e as suas consequências. Temos obrigação grave de fazer o possível para salvar a sociedade e o mundo, através de acções públicas concretas, mas também por meio de organizações não governamentais e pela intervenção política ao nosso alcance. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;span style="font-size: 12pt; font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Os males sociais que se assumem como «pecados sociais», são também pecados políticos, na medida em que os políticos olharem mais para a sua promoção pessoal e para as suas ambições de poder, deixando para segundo plano, se não para total passividade, a melhor ordenação da grei e os interesses do bem comum.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2921017791284034349?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/2921017791284034349/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=2921017791284034349' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2921017791284034349'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/2921017791284034349'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/04/os-novos-pecados-sociais-e-polticos.html' title='Os novos pecados sociais... (e políticos!...)'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_73Yqt89iPQo/SAmuaDSWHKI/AAAAAAAAAHQ/bn-iDqRTAdY/s72-c/igreja.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-6274743155269739299</id><published>2008-04-10T23:12:00.010+01:00</published><updated>2008-04-10T23:51:55.046+01:00</updated><title type='text'>Esperança</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R_6ZM49PNlI/AAAAAAAAAHI/Gagj782GLZY/s1600-h/Psol10408+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R_6ZM49PNlI/AAAAAAAAAHI/Gagj782GLZY/s320/Psol10408+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5187752267504105042" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;

&lt;/span&gt;

&lt;div style="text-align: left;"&gt;Tu és a Esperança
que irradias
por trás das nuvens tenebrosas.


Tua és a certeza da Concórdia e da Paz
no Teu Amor que cura
a angústia que amesquinha.


Tu és a alegria luminosa
da Ressurreição que vence a morte
e rasga a noite das incertezas.


Misericórdia, Senhor,
para a infidelidade que sou,
para o nada da minha humanidade decaída.


A quem iremos ?!...
Só Tu és a garantia da vitória final.


Só Tu tens palavras de Vida,
de Vida Eterna.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-6274743155269739299?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/6274743155269739299/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=6274743155269739299' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6274743155269739299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/6274743155269739299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/04/esperana.html' title='Esperança'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R_6ZM49PNlI/AAAAAAAAAHI/Gagj782GLZY/s72-c/Psol10408+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-4112864155219077326</id><published>2008-03-23T23:25:00.001Z</published><updated>2008-03-23T23:26:46.896Z</updated><title type='text'>«Ecce Hommo»!</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R-bnLgtNmDI/AAAAAAAAAGA/km6dS2kYz_4/s1600-h/Ecce+Hommo+.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R-bnLgtNmDI/AAAAAAAAAGA/km6dS2kYz_4/s320/Ecce+Hommo+.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181082606280480818" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;
 &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Se Diógenes vivesse hoje entre nós (uma espécie de Agostinho da Silva, do séc. IV a. C.), certamente que pegava de novo na sua candeia e, saindo do barril onde habitava, tornava a percorrer as nossas praças, em plena luz do dia, à procura do «homem»...&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Na verdade, o homem, ser criado de corpo e alma – uma alma racional -, que pensa, que reflecte, que cria, que ama, que livremente se determina diante de escolhas múltiplas, em ordem à sua felicidade, sempre em busca progressiva, parece estar a desaparecer do mundo em que vivemos.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Está a desaparecer, não em número, mas como Homem que é, ou devia ser. O homem de hoje, sobretudo o homem ocidental e, por consequência, o homem português, está a perder – como alguém já o afirmou -, a capacidade de pensar. Hoje não se pensa, não se reflecte, não se toma tento à vida e às responsabilidades que cada um tem sobre as costas. Já não se pergunta: ”quem sou, donde venho, para onde vou...; que ando eu aqui a fazer?...&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Somos produto de uma sociedade cada vez mais influenciada pelo mediatismo global sem freio... O mundo à nossa volta, de que vamos tomando conhecimento, é o mundo que nos entra pela casa dentro através das notícias da comunicação social, sobretudo através da televisão. Somos condicionados pela Informação... Condicionados nos juízos, nas atitudes e nas escolhas. Condicionados pelos manipuladores de opinião, que apenas pretendem atingir os seus próprios interesses desmedidos, à custa e com prejuízo do interesse alheio e do interesse de todos. Damos tudo por aceitável, por verdadeiro, mesmo a mentira e a vigarice. Estamos envolvidos pelo «conto do vigário» generalizado, universal, que nos ataca, até, pelo telefone. Sem mencionar as agressões e seduções mais sofisticadas e refinadas, de ordem intelectual e moral, à escala mundial, a que, hoje, cada um pode aceder pelas janelas do seu monitor, na web. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;A política, também, pode ser, e geralmente é, um extenso caldo de cultura para que o homem se arrogue o direito de «pensar» pelos outros, e para que esses outros, preguiçosamente, se demitam de pensar por si próprios. Já não sabemos quem nos diz a verdade, quem quer ou está em condições de cumprir o que oferece ou promete, quem defende o bem comum ou apenas pretende o nosso apoio para defesa do seu próprio umbigo. A cada um a “sua” verdade!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Depois, e porque o homem perdeu a capacidade de pensar, porque se foi desabituando de o fazer e já não encontra tempo para recuperar, facilmente se vende, a si próprio, nos «bas-fond» da praça pública dos negócios escuros, numa sociedade cada vez mais prostituída e corrupta. Daí que o crime campeie e a marginalidade alastre, ameaçadora e medonha, opressiva. O homem está a tornar-se a mais sanguinária fera do planeta. Nenhuma outra espécie provoca tanta violência, destruição e morte, na humanidade e no mundo que lhe foi dado para viver e cuidar. O predador por excelência!&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;De tal forma vivemos esta situação insensata, que as pessoas começam a entrar em pânico, sem vislumbrar um futuro promissor e tranquilo. Perdem a esperança de melhores dias e a confiança nos governantes, nas autoridades, na justiça pública, nas cátedras do ensino, na segurança social, na previdência do Estado. E quando este estado de alma atinge a religião, periga a fé consistente e fortalecida pela razão, mas emerge a superstição fácil, a crendice esperançosa no maravilhoso do milagre, o diletantismo do cerimonial, que ameniza a angústia, mas logo se desfaz nas primeiras dificuldades do esforço e do sacrifício do caminho.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;O homem de hoje desvaloriza e despreza o silêncio, embebedado pelo frenesim das tarefas quotidianas: busca, mesmo, a agitação como droga que inebria, o barulho que embota a consciência e a torna impermeável à voz da razão esclarecida pelos valores do espírito. E fora do silêncio, especialmente do silêncio interior, o homem não se encontra a si mesmo, vive alienado, em luta contra o tempo, sempre mais escasso e mais veloz.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;É este o homem que definha na humanidade, que se animaliza, que se autodestrói, enquanto ser criado para viver em comunhão de amor com os seus irmãos e com o Criador. Destinado à felicidade eterna, que tem de preparar e construir já neste mundo em que vive, gera a infelicidade à sua volta, num inferno de ódios, de guerras, de violências, de ambições sem limites, de doenças... e de morte.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Há cerca de dois mil anos, emergiu na História da Humanidade um homem que veio dizer ao Mundo quem é o Homem, qual a sua origem e o seu destino. Já nessa altura os poderosos manipularam as turbas, apenas empolgadas pelos milagres, que, com algumas excepções, rapidamente perderam a capacidade de pensar, e contra ele praticaram o mais hediondo dos crimes: mataram-no, condenando-o ao suplício aviltante da cruz. Ele, que era o Homem perfeito, modelo para toda a Humanidade – caminho, verdade e vida, segundo a sua auto-identificação. Felizmente que ressuscitou, ao terceiro dia da sua morte, como havia anunciado, não para a vida antiga, mas para uma Vida que não tem fim – a Vida Eterna. Quis provar aos seus irmãos que a morte não tem a última palavra, e afirmou que todo aquele que n’Ele crê não morrerá jamais... N’Ele, Jesus Cristo, Filho do Homem e Filho de Deus.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;E é este o grande dilema e o grande drama da Humanidade nos dias de hoje e sempre! Ou pára, pensa e reflecte para encontrar o seu Modelo, ou cai no vazio, no niilismo, na frustração, na desordem ontológica, origem de todas as desordens.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;Mas, pensando bem, talvez Diógenes ainda ande por aí, segurando a sua lanterna, nas nossas praças e ruas, cadeias e hospitais, bairros e tugúrios... à procura do Homem... E, se bem escutarmos, no silêncio dos tempos, tal como no Pretório do governador romano, há dois mil anos, poderemos ouvir a voz nítida de Pilatos a responder-lhe, diante do desfigurado rosto, ensanguentado, de um condenado que chamava a Deus seu Pai, e apelidava os homens de seus irmãos:&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoBodyTextIndent"&gt;&lt;i&gt;- ECCE HOMMO!... &lt;/i&gt;– Eis o Homem!...&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-4112864155219077326?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/feeds/4112864155219077326/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=9153520210574276644&amp;postID=4112864155219077326' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4112864155219077326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/9153520210574276644/posts/default/4112864155219077326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://horizonteluminoso.blogspot.com/2008/03/ecce-hommo.html' title='«Ecce Hommo»!'/><author><name>Víctor Sierra</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16037422944237347132</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='26' height='32' src='http://2.bp.blogspot.com/_73Yqt89iPQo/TATaL79kzOI/AAAAAAAAAak/WAuzVM1yxu8/S220/Eu.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R-bnLgtNmDI/AAAAAAAAAGA/km6dS2kYz_4/s72-c/Ecce+Hommo+.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-9153520210574276644.post-2006025577696261664</id><published>2008-03-23T23:07:00.008Z</published><updated>2008-03-23T23:57:26.874Z</updated><title type='text'>Páscoa, a Primavera da Humanidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R-buXQtNmHI/AAAAAAAAAGg/W_2qPMc-q00/s1600-h/P%C3%A1scoa+2008+3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://bp2.blogger.com/_73Yqt89iPQo/R-buXQtNmHI/AAAAAAAAAGg/W_2qPMc-q00/s320/P%C3%A1scoa+2008+3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5181090504725338226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;





&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Este ano Páscoa e Primavera entraram de mãos dadas.
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Páscoa e Primavera, símbolos de mudança, símbolos de Esperança! E a Esperança é o mais acalentador sonho da humanidade. Páscoa, passagem da morte à vida. &lt;/span&gt;Primavera, símbolo da vida a desabrochar em flor.
&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Mesmo que os dias que vamos vivendo nos tragam nuvens pesadas de invernia social, económica e política, não só a nível internacional mas também portas adentro, vale a pena sonhar; vale a pena ter esperança.
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;O sonho faz com que o mundo pule e avance, como bola colorida nas mãos de uma criança - parafraseando António Gedeão. E a sabedoria popular adverte-nos que a Esperança é a última a morrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;Santa Páscoa para todos os que estas linhas lerem!
&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-indent: 35.45pt;"&gt;
&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/9153520210574276644-2006025577696261664?l=horizonteluminoso.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='a
